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23 de outubro de 2012

UM ENCONTRO COM PELÉ NA MÁQUINA DO TEMPO / AN ENCOUNTER WITH PELÉ IN A TIME MACHINE




Uma das melhores frases sobre Pelé saiu da pena de Carlos Drummond de Andrade, um dos Pelés da poesia brasileira. "O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé".

Com toda a licença poética, permito-me uma breve adaptação. Para um jornalista, o difícil, o extraordinário, não é encontrar Pelé. É encontrar apenas Pelé.

Porque Pelé, por mais que tenha sido único, subdividiu-se em Edsons que vivem por aí, assinando contratos, tirando fotos, sendo embaixadores de empresas de todos os ramos, fechando negócios que muitas vezes, quase todas, têm pouco a ver com o futebol.

É fácil para um jornalista trombar com Edson. Basta estar na entrevista coletiva do patrocinador certo, aparecer na gravação do programa tal, ir a algum sorteio da FIFA. Não é simples, não são todos que conseguem, mas é fácil, dada a dificuldade que é encontrar o verdadeiro Pelé. O Pelé que nunca vi jogar, que muitos dos leitores deste blog conhecem apenas pelos vídeos infindáveis de gols impossíveis. O Pelé que virou Rei.
Demorou, mas eu tive a chance. Uma chance que dividi com uma dezena de outros colegas brasileiros, não muito mais do que isso. Dei sorte: na primeira - e até hoje única - vez que encontrei Pelé, ele estava sozinho e no lugar em que ele pôde ser mais Pelé. 

Era uma terça-feira, em Solna, cidade da "grande Estocolmo", capital da Suécia. A Olimpíada tinha acabado dois dias antes e parecia que a cota de grandes atletas estava terminada, já deu, Bolt, Phelps, LeBron, Federer, uma hora essa sequência tinha de acabar.

É, mas a sequência não havia terminado, ainda. E naquela terça-feira, soube apenas um dia antes, haveria um evento no Estádio Rasunda com vários jogadores da final da Copa do Mundo de 1958. Final disputada ali mesmo. Final que teve vitória brasileira por 5 a 2, com dois gols de Pelé, um deles com chapéu em um endurecido zagueiro sueco, aquele gol que todo mundo já viu um milhão de vezes e sempre é legal ver mais uma.

Foi ali, onde Pelé virou rei, que pude vê-lo pela primeira vez. Tenho o hábito - ou característica, não sei bem como chamar isso - de não me deslumbrar com essas coisas. Estou ali para trabalhar, vou lá, faço o meu, tento fazer o melhor possível, com um olhar diferente e que faça valer a pena o fato de estar ali, e pronto. Não foi diferente naquele dia. Não foi diferente até que eu voltasse ao Brasil, uma semana depois, e começasse a ver as fotos da cobertura.

Foi só ali, sozinho diante do visor da câmera, que tive a dimensão do que havia acontecido.

Pelé estava sorrindo, correu pelo campo, brincou com os suecos, foi até o gol em que assinou uma de suas obras primas. Pelé não foi Edson, apesar de ter tapado o símbolo da Nike na camisa da seleção, porque Edson tem contrato com a Puma. 
Pelé foi, naqueles 20, 25 minutos, o mesmo garoto que, 55 anos atrás, havia encantando o mundo naquele gramado. O garoto das imagens em branco e preto, e são sempre as mesmas imagens, suecas sorrindo, um jogo de dardos de costas para o alvo, o choro nos ombros de Gylmar...

Mas, naquela hora, naqueles minutos em que pisei a mesma grama que ele, as imagens foram coloridas pela história que ganhei para o resto da vida.

Daqui a uns 30 ou 40 anos, direi aos meus netos que dividi o gramado do Rasunda com Pelé, meses antes de o estádio ser demolido para sempre. Eles, curiosos, vão perguntar O senhor jogou com ele? Tabelou com ele? Ele jogava bem?

E eu direi "Mas é claro que ele jogava bem! Jogava muito bem, por isso o chamaram de Rei, ora". 

E eles se esquecerão das duas primeiras perguntas.
Já no meu caso, vi Pelé jogar inúmeras vezes aqui mesmo no Brasil e em Recife contra o Náutico quando ainda era um garoto, eu e ele também, e o vi em minha cidade natal, Garanhuns, no campo do clube da AGA, onde o Santos fez sua preparação para enfrentar o clube Pernambucano pela final do Torneio Nacional, na época chamado de Roberto Gomes Pedrosa.
Por último o encontrei em Los Angeles por ocasião da entrega dos prêmios pela FORD aos melhores do futebol Norte Americano, onde tiramos uma foto e conversamos sobre os nossos encontros ele não lembrava, lógico, eu ao contrário lembro-me de quase todos, ganhei até sua promessa de ser o distribuidor de seu filme “Isto é Pelé”, lançado lá, mas nunca consegui realizar isto, entraram os tubarões e simplesmente fiquei fora.
Mas até hoje tenho a felicidade de poder ligar para ele e se o rei não puder atender, atende Pepito seu manager pessoal. Por isso e outros sou eternamente grato ao futebol, conheço o Rei do futebol de ontem, hoje e eternamente, o Atleta do século, o maior goleador das Copas, enfim, tudo mais e maior é Pelé o dono. Parabéns meu Rei, VIDA LONGA AO REI DO FUTEBOL.

Por Thiago Arantes, blogueiro do ESPN.com.br- espn.com.br Fotos: diversos.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

One of the best quotes about Pelé came from the pen of Carlos Drummond de Andrade, one of the skins of Brazilian poetry. "The difficult, extraordinary, is not making a thousand goals like Pelé is to score a goal like Pelé."

With all the poetic license, permit me a brief adaptation. For a journalist, the difficult and extraordinary, is not finding Pelé is found only Pelé

Because Pelé, however that was unique was divided into Edsons who live there, signing, taking pictures, being ambassadors of companies of all branches, closing deals that often almost of all, have little to do with football.

It's easy to a journalist bump into Edson. Just be at the news conference sponsor right, appearing in the recording program such, and go somewhere draw of FIFA. It is not simple, not everyone can, but it is easy, given the difficulty is to find the real Pelé who I never saw him play that many readers of this blog know only by endless videos of impossible goals. The King Pelé turned
Was late, but I had the chance. A chance to share with a dozen of others fellows Brazilians journalists to one encounter with is not much more than that. I was lucky: the first - and so far only - time I met Pelé, he was alone and in the place where he could be more Pelé.

It was a Tuesday in Solna, a city of "great Stockholm", the capital of Sweden. The Olympics had just two days before and it seemed that the share of great athletes was finished, already given, Bolt, Phelps, LeBron, Federer, an hour had to end that sequence.

Yeah, but the sequence was not finished yet. And that Tuesday, just a day before I knew there would be an event at Rasunda Stadium with several players from the World Cup final of 1958. At the final tournaments spot. Final which took Brazilian victory by 5-2, with two goals from Pelé, one with hard hat on a Swedish defender, the one goal that everyone has seen a million times and it's always nice to see one more.

It was here where King Pelé turned, I could see it first. I have the habit - or feature, I do not know how to call it - not to dazzle me with these things. I'm there to work, go there, do my, I try to do my best, with a different look and that makes it worth the fact that it is there and ready. Was not different that day. It was no different until I returned to Brazil, a week later, and began to see the photos of the coverage.

It was just there, alone in front of the camera viewfinder, which had the size of what had happened.

Pelé was smiling, ran across the field, and joked with the Swedes; the goal was there where he signed one of his masterpieces. Edson was not Pelé, despite having covered the Nike symbol on the shirt of choice because Edson has a contract with Puma.

Pelé was in there for those 20, 25 minutes, the same boy who, 55 years ago there were wowing the world at that lawn. The boy of the images in black and white, and are always the same images, Swedish smiling, a game of darts with your back to the target, crying on the shoulders of Gilmar (Brazilian Goalkeeper)...

But at that time, in those minutes that the same grass trodden it, the images were colored by history I got for the rest of life.

In about 30 or 40 years at front I will say to my grandchildren that divide the lawn Rasunda with Pelé, months before the stadium is demolished forever. They curious, they'll ask, sir, do you have played with him? Tabled with him? He played well?

And I'll say, "But of course he played well! He played very well, so the world called him, King, now."

And they will forget the first two questions.

Already in my case, I saw Pelé play countless times here in Brazil and against Náutico in Recife when he was a kid, me and him also, and saw him in my hometown, Garanhuns, (the same city that LULA have born – Brazilian former president), the club's AGA (Association of Atletism of GARANHUNS), where the Santos made their preparing to face the Pernambucano club by the final match of our National Tournament at the time was called Roberto Gomes Pedrosa.

Finally I met him in Los Angeles during the award ceremony for the best football FORD North American Soccer League, in the decade of 80’s where we took a photo and talked about our meetings, but  he did not remember, of course, but I remember all words unlike almost everyone got up to its promise to be the distributor of his film "This is Pele" released there, but never managed to accomplish this, the sharks came and I just got out.

But today I am happy to be able to call him and the king cannot answer my call, Pepito does, his personal manager. For this reason and others I am eternally grateful to football, I know the King of football yesterday, today and forever, the Athlete of the Century, the top scorer of the World Cup, everything more and more is Pelé only he is the owner of the football in the World. Congratulations my King, LONG LIVE TO THE KING OF FOOTBALL.

By Thiago Arantes, blogger ESPN.com.br-espn.com.br Photos: various.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.

24 de agosto de 2012

O SONHO DO CENTRO OLÍMPICO SANTOS DUMONT EM RECIFE / THE OLYMPIC DREAM OF SANTOS DUMONT CENTER IN RECIFE.



De acordo com o guia oficial de locais de treinamento Pré-Jogos Rio 2016, existem 176 pontos no país, engatilhados para a preparação de delegações de todo o planeta.
Contudo, apenas dez centros do Nordeste estão na lista. Só um no estado. Inaugurado em 1975, o Centro de Esportes e Lazer Alberto Santos Dumont reúne inúmeras modalidades. É o representante local na Olimpíada do Rio de Janeiro (veja aqui).
O centro conta com pista de atletismo, natação, esportes coletivos, artes marciais etc. Tinha tudo para ser um polo formador de atletas de primeiro nível. Com quase quatro décadas de história, o Santos Dumont carece de uma estrutura moderna.
Há bastante tempo o local em Boa Viagem sobrevive com reformas pra lá de enxutas, aumentando ano a ano a demanda por um novo complexo. Por uma referência.
Tornou-se um para-raio de promessas políticas. Consequentemente, virou um desafio.
No post, imagens do possível futuro do Santos Dumont, agendado para o primeiro semestre de 2014. Piso de última geração na pista de atletismo, um grande ginásio para várias atividades simultâneas e parque aquático. Porém, o projeto, bem editado, não é novidade. Vários outros surgiram nos últimos dez anos (veja aqui).
Em 2008, uma reforma de R$ 1,2 milhão. Em 2009 veio a promessa de orçamento de R$ 15 milhões para uma ampla reforma. Nada. Em 2012, um montante de R$ 84.994.736 para a requalificação física e estrutural, através do decreto 38.395 no Diário Oficial do Estado. Na divisão, 65,32% do governo do estado e 34,68% do Ministério do Esporte.
A ordem de serviço deverá ser dada ainda neste ano, em uma obra com previsão de vinte meses. Concorrendo com mais 175 locais no país, o centro tem uma chance única, literalmente, para fazer parte da agenda de futuras delegações nos Jogos Olímpicos.
Ação paralela ao antigo sonho de formar atletas de maneira sistemática, multiplicando nomes olímpicos como Yane Marques, Joanna Maranhão, Keila Costa, Jessé Farias…
O passo mais importante é transformar o 3D em realidade. De uma vez por todas.


Vendo tudo isso, fico pensando com meus botões, porque é que nossa cidade não pode construir um igual, afinal, nada a impede, dinheiro se arranja e no momento só depende de vontade politica. E sei que se o Deputado Izaías Régis for eleito, teremos sim o apoio, e esta vontade de construir isto imediatamente.

Fonte: Blogs.diáriodepernambuco.com.br/esportes. Foto: divulgação.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

According to the official guide of local training Pre-2016 Games, there are 176 points in the country, cocked for preparing delegations from around the world.
However, only ten centers in the Northeast are on the list. Only one state. 

Opened in 1975, the Center for Sports and Recreation Alberto Santos Dumont combines numerous modalities. It is the local representative at the Olympics in Rio de Janeiro (see here).

The center has an athletics track, swimming, team sports, martial arts etc.. It had everything to be a polo former top-level athletes. With nearly four decades of history, the Santos Dumont lacks a modern structure.

There is enough time place in Recife with reforms to survive beyond lean, increasing year by year the demand for a new complex. For a reference.

It became a for-ray of political promises. Consequently, it became a challenge.
In the post, images of possible future of Santos Dumont, scheduled for the first half of 2014. Floor-art at the racetrack, a large gym for several simultaneous activities and watery. However, the project, well edited, is not new. Several others have emerged in the last ten years (see here).

In 2008, a reform of $ 1.2 million of reais. In 2009 came the promise of budget of $ 15 million of reais for a major renovation. Nothing happens. In 2012 an amount of $ 84,994,736 of reais, for the physical and structural requalification through the Official Government of the Pernambuco State, decret # 38,395. In the division, 65.32% from the state government and 34.68% from the Sports Ministry.

The work order will be given this year, in a work expected to twenty months. Competing with over 175 locations in the country, the center has a unique chance to literally join the agenda of future delegations at the Olympic Games.

Action parallel to the old dream of training athletes in a systematic way, multiplying names like Olympic athletes like, Yane Marques, Joanna Maranhao, Keila Costa, Jesse Farias and others.

The most important step is to transform the 3D reality. Once and for all.

Seeing all this, I wonder to myself, why is it that our city can not build an equal, nothing prevents, arranges money if and when it just depends on political will. And I know that if Mr Régis Izaías is elected, yes we support, and this will to build it immediately.

Source: Blogs.diáriodepernambuco.com.br / esportes. Photo: publicity.Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.





19 de outubro de 2010

A SAGA DO FUTEBOL E DO SETE DE SETEMBRO EM GARANHUNS.



É assim que vejo esta novidade muito bem anunciada no futebol Pernambucano, num futebol feito de pessoas que não tem visão, que não tem horizonte e nem mesmo acreditam no que fazem e que não sabem o que é o futebol profissional.

Finalmente o SALGUEIRO, o famoso carcará do Sertão mostrou que nem sempre é preciso aquilo que se prega em nosso estado e em nossa cidade.

Que para se fazer futebol profissional e competitivo, precisa antes de qualquer coisa de ser milionário, ou até que seja político, e ainda, que venha de família tradicional, enfim os jargões são os mesmos, a retórica na capital ou no interior, é similar. E vem destas pessoas, na maioria, que querem usar o futebol para outras coisas que não sejam simplesmente o futebol e quando tem algum tempo livre, o que não é o nosso caso.

E hoje (ontem), podemos dizer que isso foi alcançado. A partir de agora, todos sabem que existe futebol de alto nível na cidade de 60 mil habitantes do Sertão pernambucano".

As palavras do presidente José Guilherme tentam definir o tamanho da façanha. Taxado de impossível, para alguns, mero sonho distante, o acesso do Carcará à Série B do Campeonato Brasileiro se confirmou na manhã histórica de ontem.

A vitória sobre o Paysandu, de virada, por 3 x 2, calou o super lotado estádio da Curuzu. Mais: cravou o nome do clube na história do futebol pernambucano. Os gols de Fagner, Júnior Ferrim e Edu Chiquita jamais serão esquecidos.

No dia 17 de outubro de 2010, debaixo de um sol escaldante, o Carcará assombrou o autêntico bicho papão. O Papão da Curuzu. Apesar de ser o sétimo clube de Pernambuco a disputar a Segunda Divisão nacional, o feito do Carcará é inédito para o interior do estado.

Pela primeira vez um clube intermediário ingressa na Era moderna da Série B. A Era rentável, televisionada e lucrativa. Digna do feito de ontem.

E porque não podemos fazer algo parecido aqui mesmo em Garanhuns, lógico que podemos, só depende de trabalho e conhecimento e isto nós temos. Aqui temos um esboço de estádio (muito tem que ser feito e melhorado), mais temos; e se pode aumentar sua capacidade para 10 mil pagantes, basta ter visão e saber o que se pode e deve fazer, além dos contatos certos para se conseguir Patrocínios, desenvolver um plano de Marketing e de Merchandising para este clube.

Somos uma cidade com o triplo de habitantes desta cidade Salgueiro, mais perto do Recife, perto do entroncamento (Caruaru) que leva as maiores cidades do Nordeste; Garanhuns é uma cidade com vocação turística e só não temos hoje o desenvolvimento que ela tem (Salgueiro), até porque nosso presidente transformou Salgueiro num Pólo Multi Modal de desenvolvimento, com obras do PAC, e só devemos agradecer o LULA por isto. E fazer o nosso trabalho que o resto virá depois.

Aqui em nossa cidade hoje não temos mais muitas pessoas que realmente vistam a camisa dos dois clubes que tem departamento profissional de futebol (porque estão escaldadas com toda mesmice e inoperância que aconteceu no futebol daqui) e até que entendam e saibam o que é o futebol profissional.

A AGA (Associação Garanhuense de Atletismo) está fora do futebol e as pessoas que lá estão já mostraram que não reúnem condições e principalmente meios de levantar novamente o futebol. Estão sempre querendo entrar no futebol de campo ou salão para acabar também com as chances que restam.

A outra instituição é chamada Sete de Setembro Esporte Clube, é o que tem maiores e melhores condições de se fazer um bom trabalho mesmo na atual situação, cheio de causas trabalhistas, dívidas e até a prestação de contas sem ser aprovado. Atualmente, e para se recuperar esta massa falida, este imbróglio de problemas e de egos de pessoas que não fazem nada e tampouco deixam alguém fazer, é muito complicado e por isso nossa cidade está começando a ser conhecida como a "cidade que já era".

Estamos aguardando a decisão da Justiça para ver se ainda resta tempo hábil para se fazer o trabalho que podemos e queremos desenvolver, para a temporada de 2011.

Precisa-se de tempo, e principalmente de não se ter pessoas atrapalhando, pois querem continuar usando as instalações da instituição como se fosse propriedade particular. Mas, se tivermos uma administração competente, com visão e o time do Sete de Setembro ou da AGA volte a emocionar, tenho certeza de que teremos novamente torcedores suficientes para lotar o Gigante do Agreste.

Já temos um plano de desenvolvimento do futebol num todo, para esta situação, com definições do que se pode fazer, do que se deve fazer e do que se precisa fazer. Desde sua formação de base, com escolinhas, peneiras, campos para treinamentos, local de concentração, pagamento de dívidas, folha de pagamento, formação de uma comissão técnica boa o suficiente para levar o clube de volta à 1ª Divisão e depois disso tudo, um planejamento para se ir mais adiante, como por exemplo; participar de uma Copa do Brasil, participar da 4ª Divisão.

Trazer clubes do exterior para fazerem suas pré-temporadas aqui em Garanhuns, até porque dentro de 4 anos teremos uma Copa do Mundo com jogos sendo feitos em Recife. Em outra mão, podemos levar o time para excursionar fora do Brasil, para poder transferir (vender) jogadores diretamente, com nossa intermediação, indo buscar os recursos necessários para a manutenção do clube, ao invés de descobrir jogadores e entregá-los aos outros em troca de nada, como sempre aconteceu com nossos clubes.

Podemos reverter esta situação, vejam o exemplo do Salgueiro, pode-se sim, ganhar dinheiro amigos, com o futebol sendo bem feito. Ele hoje (o futebol) é uma das maiores indústrias no mundo de fazer dinheiro, mais tem que saber, está nele 24 horas, ter os contatos, conhecer os patrocinadores, ter sido jogador, ter comido grama, ter conhecimento e enfim, ser futebol o tempo todo; dormir, acordar, comer e beber futebol. Este é o nome do jogo.

Acabou o tempo que jogador podia ser cantor, ator e compositor, agora é um atleta profissional de futebol, somente, e que o presidente do clube tinha que ter dinheiro e ser político, empresário, ou médico. As coisas mudaram, hoje estamos na “Era moderna, a Era rentável, televisionada e lucrativa, a Era dos profissionais.


Fonte: Roberto Queiroz de Andrade. Foto: Divulgação.