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28 de maio de 2015

Romário protocola pedido de abertura de CPI da CBF no Senado

O senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) protocolou nesta quarta-feira o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF
Após a prisão do ex-presidente José Maria Marin, o pedido contou com o apoio de 52 senadores, número bastante superior ao mínimo exigido de 27 assinaturas.

"Este é o momento de moralizarmos o futebol brasileiro, não podemos perder a oportunidade. Esperamos desmontar de uma vez por todas essa caixa-preta que existe dentro da CBF", disse Romário.


Segundo o senador, o objetivo é investigar todos os contratos da Confederação, incluindo aqueles firmados para a realização da Copa das Confederações, em 2013, e Copa do Mundo no Brasil, no ano passado.


Marin foi preso nesta quarta-feira, em Zurique, sob a acusação de ter recebido propinas milionárias em esquemas de corrupção no futebol. No total, sete dirigentes da FIFA foram presos em uma operação coordenada pelo FBI.


Campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, Romário costuma fazer reiteradas críticas aos dirigentes tanto da CBF quanto da FIFA. Ele disse que gostaria de ser o relator da CPI.



"Tudo que aconteceu hoje já vem tarde, mas antes tarde do que nunca. O mais importante é que daqui para frente essas pessoas que estão envolvidas vão pagar pelo mal que vêm fazendo ao nosso futebol", declarou Romário
O senador adiantou que conversará com o presidente do Senado, Renan Calheiros, a respeito da possibilidade de ser o relator da futura CPI. Renan já manifestou apoio pela iniciativa de criação da comissão. "Esse assunto mobiliza a sociedade e o país cobra respostas. Se o caminho for o da CPI, nós temos que estimular", disse Renan.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que tentou criar uma CPI para investigar a CBF em 2014, louvou a proposta e dirigiu críticas à condução da CBF. "Fico feliz com uma iniciativa para colocar a limpo o futebol brasileiro. Eu subscrevo e espero que ninguém mais se intimide com o lobby da CBF. Essa é uma empresa dirigida há 30 anos por uma gangue de corruptos. Essa casa tinha que cair em algum momento", afirmou Randolfe.
O senador Magno Malta (PR-ES) confirmou que assinou o requerimento de Romário para criação da CPI e manifestou a vontade de integrá-la. "Quero ajudar porque é uma tarefa árdua. O pedido passou de 50 assinaturas, o que revela a insatisfação de um povo. A sociedade rejeita o que fizeram com o futebol brasileiro. O 7 a 1 [placar da derrota do Brasil para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014] foi a gota d’água de uma desarrumação que ele, Romário, já havia denunciado."

Que estamos precisando mudar isso, não tenho dúvidas, só acho que não foi a primeira vez que se tentou fazer uma CPI no Senado, sobre o futebol, a CBF,  e sua falta de transparência, e não se conseguiu, aliás, até a que foi aberta o resultado foi nada, (terminou em Pizza). Então, tem que se tomar muito cuidado com estas mudanças, trocar seis por meia dúzia não levará a nada, e ser um aproveitador somente não leva a nada, e fazer CPI com quem não entende, também não leva a nada.


E agora todos querem ser Pai da matéria, entretanto, não faz muito tempo, a maioria vetou esta iniciativa, aí mesmo no senado Federal, lembram? Então, vamos com calma, analisar e ver realmente, se o que o País do futebol precisa é de uma CPI ou da ação da Policia Federal, eu fico com esta segunda opção.


Sei que o Senador Romário, se caracterizou como um dos maiores goleadores do futebol Brasileiro e Mundial, pela sua pertinaz e aguçada atitude de oportunismo em vacilos de zagueiros ou de bolas que muitos achavam que estavam perdidas, então, oportunidade é uma das suas virtudes, mas, vá com calma, "peixe", nem sempre o que vem na rede é peixe, convém não confundir as bolas.

5 de março de 2015

Romário é eleito presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado

Brasília – Por aclamação, o senador Romário (PSB-RJ) foi eleito, nesta quarta-feira (4), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. O parlamentar ocupará o cargo no biênio 2015-2016. A senadora Fátima Bezerra (PT-PI) ficou com a vice-presidência.
“Meu compromisso é fazer desta comissão um espaço democrático, onde a troca de ideias nos permitam consolidar as melhores leis para o país”, prometeu o senador. O parlamentar ainda destacou temas que serão importantes durante sua gestão, como o Plano Nacional de Educação, aprovado ano passado, com metas para os próximos 10 anos; o programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura; assim como as Olimpíadas e o fomento ao esporte no país.
Após a fala inaugural de Romário, vários senadores se revezaram no microfone para destacar a importância do ex-esportista na função. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que o prestígio de Romário levará relevância para o debate da educação. Já a senadora Lídice da Mata destacou a veia esportiva de Romário. “Essa comissão tem o conceito educacional mais profundo, porque já incorpora o esporte dentro do conceito educacional. Temos que pensar a educação à serviço de abrir portas as portas da oportunidade”, disse. O senador Randolf Rodrigues (PSOL-AP) avaliou que a eleição de Romário foi uma conquista importante. “Vossa biografia é sinônimo de vitória e consagração”, elogiou.
Desafios – Romário terá pela frente importantes discussões para conduzir. Na área de educação, uma das ações da comissão será acompanhar e fiscalizar o Plano Nacional de Educação, aprovado ano passado no Congresso. A modernização dos currículos do Ensino Médio e a criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior também estarão no colegiado.
A cultura entra na pauta com o programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, novo marco regulatório da cultura brasileira que irá substituir a Lei Rouanet. Outro assunto que vai esquentar o debate nesta comissão será a nova lei de direitos autorais. Este assunto, no entanto, ainda está em fase de elaboração pelo Ministério da Cultura e só deve chegar ao Senado no próximo ano.
O esporte, por sua vez, também não passará batido. Às vésperas das Olimpíadas e das Paraolimpíadas, a comissão deverá acompanhar os preparativos e fiscalizar a execução das obras.
A renegociação das dívidas dos clubes brasileiros com o governo será outro assunto que chegará em breve à comissão e promete reuniões acaloradas.