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2 de junho de 2015

Blatter renuncia à presidência da FIFA, leia seu discurso, aqui.

Quatro dias após ser reeleito para um quinto mandato como presidente da FIFA, Joseph Blatter renunciou ao cargo, nesta terça-feira. Ele convocou o Comitê Executivo de forma extraordinária para escolher um novo mandatário.
"Vou continuar a exercer minha função como presidente até um novo ser escolhido. O próximo congresso demoraria muito. Esse procedimento será de acordo com os estatutos", afirmou o dirigente suíço, desde 1998 à frente da FIFA.
Blatter disse que não estava com o apoio necessário para seguir como presidente do órgão mais importante do futebol mundial. Assim, o comitê executivo extraordinário será convocado entre dezembro deste ano e março do próximo para a escolha do novo mandatário.
A entidade caiu em descrédito na última quarta-feira, dois dias antes da eleição presidencial, quando sete membros do comitê executivo foram presos acusados de corrupção. Muitas federações pediram o adiamento do pleito, o que não aconteceu.
Blatter acabou vencendo o único candidato de oposição, o príncipe da Jordânia Ali bin Al-Hussein, depois de a eleição não ter acabado no primeiro turno e o adversário ter desistido de uma nova rodada de votação.
O suíço afirmou que as prisões ajudavam a limpar a FIFA, mas na última segunda-feira seu principal braço-direito, Jerome Valcke, foi acusado de ter dado autorização para que 10 milhões de dólares de um fundo da Associação de Futebol da África do Sul (Safa) fossem para o vice-presidente da CONCACAF, Jack Warner, um dos detidos pelo caso de corrupção revelado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Curiosidade: após conquistar seu quinto mandato para a presidência da FIFA, Joseph Blatter foi questionado se pensou em renunciar ao cargo. A resposta: "Por que deveria renunciar? Isso seria como reconhecer que fiz algo ruim".
Leia abaixo a íntegra do discurso de renúncia de Joseph Blatter
Eu tenho refletido profundamente sobre minha presidência e sobre os 40 anos nos quais minha vida tem estado inseparavelmente ligada à FIFA e ao grande esporte do futebol. Eu cuido da FIFA mais do que qualquer coisa e quero fazer apenas o que for melhor para a FIFA e para o futebol. Eu me senti compelido a me candidatar à reeleição, pois eu acredito que essa era a melhor coisa para a organização. 
Essas eleições acabaram, mas os desafios da FIFA, não. A FIFA precisa de uma inspeção profunda. Apesar de eu ter um mandato dos filiados da FIFA, eu não sinto que tenha um mandato para o mundo inteiro do futebol - os torcedores, os jogadores, os clubes, as pessoas que vivem, respiram e amam futebol tanto quanto nós todos na FIFA. Por isso, eu decidi entregar meu mandato para o congresso de eleição extraordinário. Eu continuarei a exercer minhas funções como presidente da FIFA antes dessa eleição. O próximo Congresso acontecerá em 13 de maio de 2016 na Cidade do México. 
Isso poderia criar um atraso desnecessário, e eu acelerarei o Comitê Executivo para organizar um Congresso Extraordinário para a eleição de meu sucessor na oportunidade mais breve. Isso precisará ser feito de acordo com os estatutos da FIFA, e nós devemos permitir o tempo suficiente aos melhores candidatos para se apresentarem e fazerem campanha. Como eu não serei um candidato - e estou, portanto, agora livre das restrições que as eleições inevitavelmente impõem -, serei capaz de me concentrar na condução de longo alcance, reformas fundamentais que transcendem os nossos esforços anteriores. 
Por anos, nós trabalhamos duro para colocar em prática reformas administrativas, mas está claro para mim que enquanto isso deve continuar, eles não são o bastante. O Comitê Executivo inclui representantes de confederações nas quais nós não temos controle, mas para essas ações a FIFA é responsável. Nós precisamos de mudança estrutural nas raízes mais profundas. O tamanho do Comitê Executivo deve ser reduzido, e seus membros devem ser eleitos através do Congresso da FIFA. 
As verificações de integridade para todos os membros do Comitê Executivo devem ser organizadas centralmente através da FIFA e não através das confederações. Nós precisamos limitar reeleições não apenas para o presidente, mas para todos os membros do Comitê Executivo. Eu lutei por essas mudanças antes e, como todos sabem, meus esforços foram bloqueados. Desta vez, eu vou conseguir. 
Eu não posso fazer isso sozinho. Eu pedi a Domenico Scala para dirigir a introdução e a implementação de essas e outras medidas. Sr. Scala é o presidente independente de nosso Comitê de Auditoria eleito pelo Congresso da FIFA. Ele é também o presidente do comitê eleitoral e, assim, ele organizará a eleição do meu sucessor. Sr. Scala goza da confiança de uma grande quantidade de constituintes dentro e fora da FIFA e tem todo o conhecimento e experiência necessários para ajudar a fazer essas reformas maiores. 
É meu profundo carinho pela FIFA e pelos seus interesses, o que eu apoio candidamente, que me levou a tomar esta decisão. Eu gostaria de agradecer àqueles que sempre me apoiaram de uma maneira construtiva e leal como presidente da FIFA e que fizeram muito pelo jogo que nós todos amamos. O que importa para mim mais do que qualquer coisa é que quando tudo isso acabar, o futebol é o vencedor.
Eu não concordo com isso, acho que, se ele renunciou, deveria deixar o cargo imediatamente e então, se traria um órgão independente de auditores internacional, para tratar de fazer uma lavagem geral na organização e apresentarem logicamente os problemas encontrados e quem sabe, caminhos para se seguir. Enquanto isso, se colocaria a condição de outras pessoas que acham estarem em condições de ser o presidente, se candidatarem e exporem seu planejamento a curto, médio e longo prazo,  e até de enviarem isso para as Federações filiadas ao redor do mundo para que na ocasião deste congresso eletivo, se saiba em quem se vai votar e o porque.

9 de outubro de 2014

UEFA muda sistema de cabeças-de-chave no sorteio da Champions League

A UEFA anunciou, nesta quinta-feira, mudanças no sistema de cabeças-de-chave do sorteio da fase de grupos da Champions League. A partir da próxima temporada, 2015/2016, os campeões nacionais das principais ligas e o atual campeão estarão no pote 1 do sorteio.
O órgão máximo do futebol europeu já confirmou o novo sistema, que entrará em vigor, dependendo apenas de ratificiação Comitê Executivo da Uefa.
Atualmente, os oito clubes cabeças-de-chave são definidos a partir do coeficiente da Uefa. Nesta temporada, por exemplo, apenas times de quatro países foram cabeças-de-chave: Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madri (Espanha); Benfica e Porto (Portugal); Arsenal e Chelsea (Inglaterra); e Bayern de Munique (Alemanha).
"A comissão de competições de clubes vai recomendar ao Comitê Executivo da UEFA uma alteração na estrutura de cabeças-de-chave para a fase de grupos da UEFA Champions League" disse a UEFA em comunicado ao Goal.
"Esta proposta será apresentada ao Comitê Executivo da UEFA em uma de suas próximas reuniões", acrescentou.
Se a regra da temporada seguinte valesse para a atual, os cabeças-de-chave seriam Real Madrid (atual campeão da Champions), Atlético de Madri (campeão na Espanha), Manchester City (Inglaterra), Bayern de Munique (Alemanha), Juventus (Itália), Benfica (Portugal), Paris Saint-Germain (França) e Shakhtar Donetsk (Ucrânia).
Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA, acredita que o plano é uma vontade clara dos clubes de ter uma mudança em um sistema que muitas vezes tem visto campeões nacionais com classificação inferior à clubes do mesmo país no sorteio.

17 de julho de 2012

BLATTER REBATE CRÍTICAS: “SE QUISEREM MINHA RENÚNCIA, PEÇAM AO CONGRESSO DA FIFA” / BLATTER REBATE CRITICAL: “IF YOU WANT MY RESIGNATION, GO, ASKS THE FIFA BOARD AT CONGRESS.



O presidente da FIFA, Joseph Blatter, anunciou nesta terça-feira que não pensa em renunciar ao cargo, mesmo após as críticas recebidas por ter acusado a Alemanha de pagar suborno para conseguir sediar a Copa do Mundo de 2006, algo que depois o dirigente negou que tenha declarado.

"Não basta que alguém da imprensa fale em renúncia. Se quiserem minha renúncia, peçam ao Congresso da FIFA. Se eles (o Congresso) não quiserem que eu continue, sairei tranquilamente. Mas os lembro que eu fui eleito pelo Congresso", declarou Blatter na entrevista coletiva concedida após uma reunião do executivo da entidade.

Diante do pedido de um eurodeputado alemão para que Blatter devolva a Ordem do Mérito, a mais alta condecoração civil da república alemã, que lhe foi concedida em 2006 pela chanceler Angela Merkel, o presidente da FIFA não quis entrar em polêmicas. "Não vou entrar em discussão sobre isso. Se eles decidirem retirá-la de mim, que a retirem", esbravejou.

Blatter anunciou nesta terça que o Comitê Executivo aprovou por unanimidade os novos Códigos de Ética, que regerão as atuações do organismo a partir do próximo dia 25.

O suíço anunciou também o nome dos presidentes dos dois organismos da Comissão de Ética. O primeiro se encarregará da instrução dos casos que chegarem à associação e será presidido pelo americano Michael J. Garcia. O segundo se encarregará das funções de decisão e será dirigida pelo alemão Hans-Joachim Eckert. O cargo dos presidentes desses órgãos e de seus componentes durará até o próximo Congresso da FIFA.

Além disso, Blatter anunciou como novidade que os processos por suborno e corrupção não prescreverão. Sobre o caso ISL, o dirigente preferiu não fazer declarações argumentando que o assunto "não estava na ordem do dia". A FIFA, em uma nota de imprensa, confirmou que os documentos do caso serão entregues para exame aos novos órgãos de instrução.

Como venho falando a bastante tempo, quem está lá não quer largar o osso e só sai se for tirado, e quem tem coragem para fazer isto. E por aqui no Brasil como poderia ser diferente, temos o maior exemplo vindo de lá mesmo, do órgão que deveria se ocupar de fazer do futebol, um esporte digno e transparente.

Então como podemos querer que as coisas fossem diferentes no Brasil, nunca, nunquinha mesmo. E vamos levando as coisas do jeito que estão, esperando um dia quem sabe, aparece algum presidente/a digno e com coragem suficiente para interromper esta porcaria toda, pois é somente quem tem poder de parar tudo isto, o resto é apenas enchimento de linguiça e conversa fiada jogada fora.

Por ESPN.com.br com Agência EFE, espn.com.br. foto: divulgação.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

FIFA President Sepp Blatter said on Tuesday he does not intend to resign, even after the criticism of Germany accused of paying bribes to get to host the 2006 World Cup, something that after the manager denied it has declared.

"Do not just tell the press that someone in denial. If you want my resignation, ask the FIFA Congress. If they (Congress) do not want me to go, I go out quietly. But remember that I was elected by Congress," said Blatter in the news conference after a meeting of executive authority.

Upon the request of a German MEP to Blatter return the Order of Merit, the highest civilian honor of the German republic, which was granted in 2006 by Chancellor Angela Merkel, the president of FIFA would not enter into polemics. "I will not enter into discussion about it. If they decide to withdraw it from me, remove the" bellowed.

Blatter said on Tuesday that the Executive Committee unanimously approved the new Code of Ethics, which governs the actions of the organism from the next 25 days.

The Swiss also announced the names of the presidents of the two bodies of the Ethics Commission. The first will be in charge of the investigation of cases that come to the association and will be chaired by American Michael J. Garcia. The second will be in charge of decision-making functions and will be led by the German Hans-Joachim Eckert. The office of the chairmen of these bodies and their components will last until the next FIFA Congress.

Moreover, as Blatter announced that the new process for bribery and corruption does not lapse. About ISL case, the director chose not to make statements arguing that it "was not on the agenda."

FIFA in a press release, confirmed, that the documents in the case be handed over for examination to the new organ instruction.

As I have been talking for some time, whose there do not want drop the bone and only if it is taken out, and who has the courage to face it.

And here in Brazil as it could be different? The best example we have come from there, FIFA, the body that should take care to make our football, a sport worthy and transparent.

So how can we expect things to be different in Brazil, never, never again, all then are the same!  And we're taking things as they are, hoping one day who knows, may appear a president / a dignified and brave enough to stop this crap, because it is only those who have power to stop all this, the rest is just filler sausage and baloney thrown away.

For ESPN.com.br  EFE, espn.com.br. Photo: publicity.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz  and Roberto Queiroz Junior.