“Salvaram
minha vida ao me internarem contra a minha vontade. Eu não queria, mas
provavelmente eu iria morrer. Seria um fim triste.”
Foi desta
forma que o ex-jogador de futebol Walter Casagrande Júnior definiu como
foi necessária sua internação para se recuperar do vício de drogas. Em
entrevista ao programa 'Bola da Vez', da ESPN Brasil, o hoje
comentarista diz que tem uma batalha diária contra os entorpecentes
químicos e que se dá por satisfeito por não perder a batalha.
“Eu
me tratei e continuo me tratando. É difícil para caramba esta situação.
Tô sendo bem sucedido, não ganho e não perco das drogas, que são muito
poderosas. Estou no empate com elas e me dou por satisfeito”, afirmou
ele, que lançou recentemente um livro, intitulado ‘Casagrande e seus
demônios”.
“Fiz muita terapia em grupo. Quando tive alta e deixei
de lado esse fantasma da dependência química, chegou um ponto em que
precisava falar sobre isso. Quem passa pelo o que eu passei tem
necessidade de falar. Quis contar a minha história e mostrar que há uma
luz no fim do túnel”, afirmou.
O ex-atleta, na entrevista, ainda
fala sobre momentos de sua careira, sobre o cargo de comentarista de
futebol, sobre as dificuldades que a dependência química lhe impôs no
dia a dia e também sobre sua relação com Sócrates, de quem foi
companheiro no Corinthians.
“No futebol, Casagrande e Sócrates
eram uma coisa só. Eu, Casagrande, não teria existido no futebol sem
conhecer ele. Nos transformamos em algo único, foi uma simbiose”,
define.
O programa vai ao ar nesta terça-feira, na ESPN Brasil, às 21h30.