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30 de agosto de 2015

Marcão dá vitória ao Figueirense no fim e afunda Vasco no Maracanã


O Vasco caminha a passos largos para a segunda divisão. No Maracanã, mais uma vez o time decepcionou a torcida e, com um gol nos acréscimos, perdeu para o Figueirense.
Os catarinenses vão a 26 pontos e respiram foram do Z4, enquanto os cariocas tem apenas 13, em último lugar. Há sete jogos sem vencer no Brasileiro, o quadro parece irreversível. 
Vasco tenta tomar a iniciativa
O Vasco tomou a iniciativa no início da partida. Foi ofensivo com a bola nos pés e, sem ela, tentava marcar a saída de bola para dificultar a vida do adversário. 
O Figueirense, que jogava fechado, quase surpreendeu o adversário aos 18. Após grande jogada de Dudu, Clayton teve grande chance de marcar na área, mas chutou mal demais. 
O Cruz-Maltino chegou com perigo pela primeira vez aos 25. Após erro na saída de bola do rival, Rafael Silva ficou com a bola e bateu no canto, para boa defesa de Alex. 
Muralha foi ainda mais gigante aos 39. Após cobrança de escanteio da direita, Anderson Salles desviou e o goleiro fez uma grande defesa para evitar que a bola entrasse. 
Drama segue até o fim
Jorginho tirou no intervalo Riascos para colocar Andrezinho. No segundo tempo, a torcida tentava empurrar um time com muitas dificuldades em vencer a defesa rival. 
Thalles, que entrou no lugar de Jean Patrick (Serginho foi para a lateral) teve grande chance aos 21. O atacante recebeu na área, mas demorou demais e deixou a zaga chegar. Aos 24, Rafael Silva voltou a parar em Alex Muralha. 
O emocional jogava contra. A cada gol perdido, a cada minuto que passava, a torcida se irritava ainda mais, e o time ia junto. O final de jogo foi dramático: o Vasco tentava pressionar, mas deixava muito espaço atrás. 
O filme do jogo contra o Coritiba se repetiu. Nos acréscimos, o Alvinegro arrancou no contra-ataque e Marcão, na cara do gol, mandou para a rede, aliviando os catarinenses, e afundando os cariocas. 
Infelizmente, o Vasco não caminha a passos largos, o Vasco está sim, sem controle e sem chances de sair da zona da degola, jogando desta maneira. Não sei porque e nem ao menos entendo o que está se passando com este elenco que certamente, é melhor que o de outros clubes, que estão em melhor situação na Série A. 
Assim é o futebol, quando a sorte não sorri para seu lado, não adianta virar a mesa, que não irão a lugar nenhum, lembram do Fluminense.

28 de agosto de 2015

Osorio fala grosso, critica elenco e dirigentes: 'Há muita gente dando opiniões'


O ambiente que a diretoria do São Paulo tenta passar sobre o cargo de técnico do time é diferente do passado pelo... técnico do time! Nesta sexta-feira, Juan Carlos Osorio concedeu entrevista coletiva no CT da Barra Funda e, como já tinha feito em Fortaleza, deixou claro que a única coisa que o sustenta no cargo são os resultados. Mais: Osorio mostrou clara insatisfação com alguns aspectos do clube, como a prática dos dirigentes em sugerir atletas e a própria condição do elenco atual. Nos dois casos, ele deu exemplos.
Primeiro, sobre a indicação de reforços.
- Há meia hora, estava com Milton Cruz no vestiário, chegou Luis Fabiano, e mostrei a eles uma mensagem de uma pessoa do clube que oferece muitos jogadores. Falei que agora, em minha humilde opinião, o time precisa de um volante central. Estamos trabalhando com Thiago Mendes e Breno para essa posição. Centroavante, um Luis Fabiano mais jovem, por exemplo. De futebol e jogadores falam-se muitos. Minha responsabilidade é a parte esportiva. Neste clube há muito gente dando opiniões, demasiado. Quando alguém fala para mim que tem um centroavante muito bom, eu pergunto: "Sabe cabecear?". Me respondem: "Não, mas é rápido". Então, não precisamos - disparou o treinador, em tom mais alto do que de costume.
Sobre o elenco, Osorio foi perguntado se garotos como João Schmidt e João Paulo, que têm atuado pouco, também vão participar do rodízio. E deu uma definição dura sobre o que tem em mãos.
- (João Paulo) Centroavante rápido, mas sem futebol aéreo, assim é difícil. Estou tratando de colocar ele em outra posição. Quando o elenco é forte, é muito mais fácil para escalar um time e fazer um rodízio. Agora é difícil, mas com todo respeito ao elenco, alguns jogadores não estão no mesmo nível de outros - declarou.
Osorio continuou rebatendo questões. Também respondeu a quem o critica e considera invenções as mudanças que vem fazendo de posições, como Carlinhos de ponta direita, Breno de volante, e Michel Bastos na lateral esquerda.
- É muito fácil falar e dar uma opinião. Agora, se assiste a nossos treinamentos, se observa claramente que não inventamos nada. Aqui, trabalhamos. Antes de Breno jogar como volante, tivemos dez treinos nesta posição. Isso não é inventar. Eu, como homem responsável, cuido mais de melhorar meu time. Seria mais fácil dizer que sem Denilson e sem Souza, não tem volante central. Minha responsabilidade é trabalhar, criar, fazer. Tentei com Hudson, com Michel e agora para mim é Thiago Mendes quem está jogando muito nessa posição. Eu faço no treinamento. Outras opiniões eu respeito, estamos numa democracia. Todos podem opinar. Mas repito: difícil entender o jogo, mas é muito fácil falar em cima de resultado - disse Osorio.
A insatisfação de Osorio não é de hoje. O treinador sofreu um duro golpe quando a diretoria avaliou que precisava negociar jogadores para fazer caixa. Ao todo, saíram oito atletas na janela de transferências. Ao mesmo tempo, o técnico foi procurado pelo México, e balançou. Antes da partida contra o Ceará, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, ele cogitou pedir demissão mesmo se o time se classificasse. Foi demovido da ideia pelo vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, mas, pelas suas últimas falas, o clima está longe de ser de tranquilidade.
Este é o futebol brasileiro, meu amigo, sei que você já deve esta cheio de tanto amadorismo e trairagem, e provavelmente já está traçando sua saída do clube. 

WTorre dá calotes, e Allianz Parque pode mudar de dono


O Allianz Parque pode ter um novo dono em breve. A construtora WTorre, que é proprietária do estádio em parceria com o Palmeiras, vive crise financeira, acumula dívidas e poderia passar o comando a outra empresa após ter recebido uma oferta. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Segundo a pulibação, a companhia não consegue arcar com os fonecedores do estádio e encara pedidos de falência.
A nova dona do Allianz Parque poderia ser a norte-americana AEG, que administra a arena e teria enviado uma proposta para assumir o comando. Da sua parte, a empreesa arcaria com as pendências financeiras, que chegariam a R$ 80 milhões.
Procurada pela Folha, a WTorre negou ter recebido oferta pela venda da casa palmeirense e disse ter interessado em manter o negócio.
Boa parte dos seus problemas estão relacionados à Operação Lava Jato. Mesmo que não tenha sido apontada para as investigações, a Operação Lava Jato tem dificuldade para conseguir financiamentos.
Ainda segundo a Folha, o Palmeiras também prepara para realizar uma proposta, assim como presidente Paulo Nobre busca que estaria buscando reunir investidores. De acordo com o contrato com o vínculo com a WTorre, o clube alviverde assumiria o controle de sua casa exclusivamente apenas em 2044.