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14 de dezembro de 2014

Modesto planeja Santos campeão do mundo: 'Não pode ser diferente'

Eleito presidente do Santos FC., com 1.321 votos e repetindo o feito de seu pai, que teve o mesmo cargo entre 1975 e 1978, Modesto Roma pretende inovar, a começar pelo discurso, sem tom de clichê. Perguntado se ter o cargo máximo do seu clube de coração era um sonho, o jornalista de 62 anos, afirma que não, nunca foi uma possibilidade em sua vida, até o telefone tocar, e Marcelo Teixeira, ex-presidente, começar a falar do outro lado da linha.
Seu amigo pessoal, Teixeira, que dirigiu o Peixe de 1991 até 1993 e depois de 1999 até 2009, foi quem fez o convite para Modesto se lançar candidato, e que não foi aceito prontamente.
- Eu dizia para ele que tinha outras pessoas, que poderiam ser melhores do que eu, mas ele me convenceu que eles não tinham nada a mais que eu, afinal, por que não eu? Consultei minha família e resolvi aceitar - conta logo após o pleito na Vila Belmiro, enquanto os militantes da chapa Santos Gigante o aguardavam para celebrar.
Ciente de quem muitos problemas a resolver, já a partir da próxima segunda-feira, data em que pretende se reunir com Odílio para iniciar o período de transição, Modesto deixa de lado a característica que seu nome lembra e externa um de seus principais objetivos: tornar o Santos campeão do mundo novamente, o que não acontece desde 1963.
- Não pode pensar diferente! Temos que pensar e fazer tudo o que for melhor para o Santos vencer e estar onde merece - afirma em alto som.
Uma de suas primeiras decisões, que já havia sido tomada ainda quando candidato, foi em relação ao seu Comitê de Gestão, que já foi definido meses antes do pleito. Além de César Conforti, seu vice, integrarão a primeira diretoria do Peixe com o novo mandatário: José Renato Quaresma, José Macedo Reis, Jorge Corrêa da Costa, Paulo Roberto Dias, Gastone Righi, Rodrigo Marino e Oswaldo Nico Gonçalves.
Esperemos que agora o Santos seja administrado propriamente e que volte a trilhar seus bons tempos de conquistas e de revelações de novos valores na vila. parabéns.

'Robocop' do futebol já fez sete cirurgias e joga com bala alojada a 2 centímetros do coração







"Vivo ou morto, você vem comigo".
Lembra da frase sempre dita por Robocop, um dos mais famosos personagens dos filmes de ficção dos anos 90? Pois ela poderia muito bem ser usada pelo meio-campista Francisco Avani Figueiredo, mais conhecido como Chiquinho, do Santo André.
Aos 25 anos, ele já sofreu uma infinidade de lesões graves e passou por sete cirurgias. Além disso, levou um tiro durante um assalto e por pouco não morreu. Os médicos preferiram não tirar a bala, e, por isso, ele joga com o projétil alojado a 2 cm do coração.
"Rapaz, me chamam de tanta coisa... Chiquinho Bala, Sete Vidas, Duro de Matar, Bruce Willis do ABC, Robocop...", brincou o atleta, em entrevista à Rádio ESPN, antes de lembrar do dia em que foi baleado em um assalto.
"Parei num farol e o cara anunciou o assalto, daí o carro estava engatado e acabou dando um tranco. Ele achou que eu fosse reagir e atirou. A bala entrou na costela e ficou alojada a dois centímetros do coração. Os médicos resolveram não tirar. Eu penso nisso todo dia, agradeço a Deus por ter uma nova oportunidade na vida", contou.
Já as cirurgias foram principalmente no joelho, vitimado por inúmeros rompimentos de ligamentos. A primeira foi em 2005, e aparentemente havia solucionado seu problema. No entanto, a situação foi bem diferente.
Em 2009, ele sofreu uma nova lesão grave e teve que ser operado de novo. Nos últimos cinco anos, machucou-se outras cinco vezes, tendo que passar por cirurgia em todas. Desde 2010, Chiquinho não consegue jogar os 90 minutos de uma partida de futebol.
Seu último procedimento, contudo, parece ter resolvido de vez o problema. Depois de seis meses de recuperação, e o atleta agora quer deixar as lesões no passado e voltar a atuar em 2015.
"Os médicos me passaram que tive um problema de crescimento e um osso cortava o ligamento. Agora, foi feita a raspagem, e está tudo certo. Fiz três meses de recuperação no CT do Corinthians, que tem uma estrutura incrível, e estou pronto para voltar", relatou.
Para aguentar a pressão psicológica de ter que ficar tanto tempo sem jogar, Chiquinho contou com a força da família e também com livros de auto-ajuda. Seu favorito foi escrito pelos norte-americanos Dick e Rick Hoyt, pai e filho que têm uma famosa história de superação.
"Sempre que posso, leio o livro 'Devoção', que conta a história do pai que corre triatlo e maratona empurrando a cadeira de rodas do filho. Mesmo com tudo que passam, sempre levam um sorriso no rosto. Lendo esse livro, eu pensava: 'Vou superar, não vou desistir'", afirmou.
"Amigo" do "Fenômeno" e proposta do São Paulo
Revelado pelo próprio Santo André, clube no qual jogou com Ricardo Goulart, hoje no Cruzeiro e Bola de Ouro do Brasileirão, Chiquinho "Bala" também passou pelas bases de Portuguesa e São Caetano antes de chegar ao "Ramalhão".
Na infância, quando ainda jogava em um projeto social no ABC paulista, conseguiu conhecer um de seus ídolos no esporte: o ex-atacante Ronaldo, o "Fenômeno".
"Eu jogava num projeto na comunidade do Capuava, em Santo André, que era da Inter de Milão, e o padrinho era o Ronaldo 'Fenômeno'. Um dia, ele veio aqui visitar a sede do clube e ver a garotada, eu tinha 9 anos e estava no meio, até tirei uma foto com ele e a turma toda. Foi emocionante, nunca esqueço! Muitos anos depois, ainda pude enfrentar o Ronaldo num Santo André x Corinthians, em 2009", recordou.
2009, inclusive, foi o melhor ano de sua carreira. O meia teve ótimas atuações no Campeonato Paulista e por muito pouco não foi jogar no São Paulo. No entanto, sua grave lesão no joelho acabou fazendo a equipe do Morumbi desistir do negócio.
"Eu recebi uma proposta do São Paulo após o Paulistão, estava quase tudo certo. Eles tinham interesse em mim até eu me contundir", revelou.
No entanto, Chiquinho não se abala com a oportunidade perdida. Com o a cabeça e o joelho no lugar, ele só pensa em voltar a entrar em campo e completar os 90 minutos depois dos cinco longos anos que passou na mesa de cirurgia e nas salas de fisioterapia. Para o ano que vem, garante estar "100% liberado" para jogar a Série A-2 do Paulista com o clube paulista.
"Eu tenho só 25 anos, apesar de tudo o que já aconteceu comigo. Meu sonho é voltar a jogar. Estou conseguindo treinar, e agora quero jogar bem com a camisa do Santo André, para retribuir todo o apoio que o clube a torcida me deram", disse.
Quem sabe um dia o Robocop possa escrever seu próprio livro de auto-ajuda.
Sem sombra de dúvidas, dois grandes exemplos de superação no futebol e na vida, Chiquinho E Ronaldo Fenômeno. Que Deus continue os abençoando.

13 de dezembro de 2014

Novo patrocinador do Flu é ex-oficial do exército e torcedor do Flamengo

Ganhando cada vez mais espaço no mercado do futebol carioca, o empresário Neville Proa, dono da Viton 44, que foi anunciada como nova patrocinadora do Fluminense nesta quinta-feira, é  rubro-negro e ex-oficial do exército que viu em 1998 a necessidade de criar uma marca de bebidas com o que o público brasileiro já gostava: o guaraná e que atingisse todas as classes do mercado. Algo diferente do refrigerante. A ideia deu certo e hoje a fábrica de 45 mil metros quadrados, na Zona Oeste do Rio, hoje produz 1,44 milhão de copos de Guaravita e 300 mil garrafas de Guaraviton por dia e conta com 750 funcionários.
A marca de Neville começou a investir no futebol e ganhar espaço no mercado da bola ao se tornar patrocinador master do Botafogo, no início de 2011. Torcedor do Flamengo, ele também acertou um patrocínio para a manga da camisa do Rubro-Negro em abril deste ano. O vínculo dura até o fim desta temporada.
Em entrevista ao LANCE!Net quando começou ainda negociava com o Fluminense, Neville revelou que vários clubes brasileiros estão batendo na sua porta atrás de investimento. Além das equipes do Rio de Janeiro, que já contam com a parceria e o contrato de patrocínio, outros clubes também o procuraram em busca de um investidor.
Foi aproveitando esta paixão do brasileiro pelo futebol que ele viu a possibilidade da visibilidade da marca aumentar consideravelmente. A Viton 44 também fechou contrato de patrocínio master com o Consórcio Maracanã, que hoje administra o estádio e tem placas publicitárias em volta de todo o gramado.
Na camisa do Fluminense ficarão estampadas o Mate Viton, na frente, e Guaravita (carro-chefe da empresa), nas costas. Além das que estarão em destaque no uniforme tricolor, a empresa também conta com bebidas como o Guaraviton, Hula Lala, Boca Loca, Ginga Sport, Persona, Superviton e Carioquinha.
Não faltam empresas interessadas em investir no futebol, o que faltam são presidentes atuantes e comerciais como por exemplo, o Alirio do Santinha, que mal assumiu e já trouxe a Cervejaria Petropólis (ITAIPAVA), para assinar um acordo comercial de tres anos. PARABÉNS, portanto, a este executivo, pelo pouco que sei dele, é um Advogado muito bem sucedido e esperemos que continue assim atuante e principalmente no lado que nossos clubes tanto precisam, usando o marketing, e assim trazendo recursos (dinheiro).