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13 de junho de 2015

INTERPOL, suspende um acordo com a FIFA de 20 MM de Libras / Interpol Suspends Agreement with FIFA


A interpol suspendeu sua parceria com a FIFA por causa das investigações em curso dos Estados Unidos e Suíça na Justiça, sobre corrupção no futebol mundial.

O acordo foi lançado em 2011 com a FIFA pagando a Interpol € 20m para financiar um programa chamado 'integridade no esporte' com foco em jogos com resultados arrumados (matchfixing), que foi feito para durar dez anos.

Mas após as recentes detenções e escândalo na entidade máxima do futebol mundial, Jurgen secretário-geral da Interpol tomou a decisão esta semana em uma reunião do comitê executivo para suspender o acordo.

Estoque disse em Lyon: "À luz do atual contexto circundante na FIFA", enquanto a Interpol ainda está empenhada em desenvolver a nossa integridade no programa de esporte, tomei a decisão de suspender o acordo.

"Todos os parceiros externos, sejam públicas ou privadas, devem compartilhar os valores fundamentais e os princípios da organização, bem como os da comunidade da aplicação da lei em geral."

A Interpol, que teve na semana passada lançada em sua lista de mais procurados (no Mundo), incluiu os ex-funcionários da FIFA, Jack Warner e Nicolas Leoz, e acrescentou em um comunicado: O programa "integridade no esporte" tem ajudado os esforços internacionais através dos seus 190 países membros para prevenir a manipulação de eventos esportivos e jogo ilegal por grupos criminosos. Suas atividades criminais em curso exigem uma resposta global.

"A Interpol continua a acompanhar de perto a evolução envolvendo a FIFA."

A decisão veio como um choque para a FIFA,  que manifestou o seu desapontamento em uma declaração própria.

O representante da FIFA disse: "Estamos muito decepcionados ao saber da decisão ... O sucesso e a importância deste programa não pode ser subestimado. A nossa cooperação ao longo dos últimos quatro anos tem sido uma parte fundamental de abordar o problema transnacional de viciação de resultados.

"Este programa de sucesso não está relacionado com as questões atuais que cercam a FIFA e seus funcionários, acreditamos que esta decisão unilateral terá um impacto negativo na luta contra as actividades criminosas, uma meta de que nenhum torcedor do esporte pode ser a favor.

"A FIFA continua comprometida com esta colaboração importante e bem sucedida e vai trabalhar para a sua retomada na primeira oportunidade. No momento, estamos chegando a INTERPOL para discutir mais este assunto."

A notícia traz a luz uma análise mais aprofundada sobre o futuro da FIFA na sua forma atual, com o presidente Sepp Blatter que está nitidamente em baixa e sem moral, e tendo os documentos na sua sede de Zurique sendo apreendidos para investigação.

Esta semana foi anunciado que o Diretor da FIFA de Comunicações, Walter De Gregorio, foi obrigado a pedir demissão e deixar seu posto com efeito imediato. Não está claro o raciocínio por trás de sua partida, embora os relatórios sugerem que foi devido a uma piada feita sobre a crise na TV suíça (ele foi perguntado quem deveria está dirigindo um carro onde estaria nele o presidente da FIFA e ele próprio, e ele simplesmente, falou, "A Policia"..

Fonte: I sport business.  Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.

Interpol has suspended its partnership with FIFA because of the ongoing US and Swiss Justice investigations into corruption in world football.

The agreement was launched in 2011 with FIFA paying Interpol €20m to finance an ‘integrity in sport’ programme focusing on matchfixing, which was meant to last ten years.

But following the recent arrests and scandal in world football’s governing body, Interpol general secretary Jurgen Stock took the decision this week at an executive committee meeting to suspend the deal.

Stock said in Lyon: “In the light of the current context surrounding FIFA, while Interpol is still committed to developing our integrity in sport programme, I have decided to suspend the agreement.

“All external partners, whether public or private, must share the fundamental values and principles of the organisation, as well as those of the wider law enforcement community.”

Interpol, who had last week released their most wanted list which included former FIFA officials Jack Warner and Nicolas Leoz, added in a statement: “The integrity in sport programme has helped international efforts across its 190 member countries to prevent the manipulation of sporting events and illegal gambling by criminal groups. Their ongoing criminal activities require a global response.

“Interpol continues to closely monitor developments involving FIFA.”

The decision came as a shock to FIFA as it expressed its disappointment in a statement of its own.

FIFA said: “We are disappointed to learn of the decision… The success and importance of this programme cannot be understated. Our cooperation over the past four years has been a key part of addressing the transnational problem of match fixing.

“This successful programme is unrelated to the current issues surrounding FIFA and we believe that this unilateral decision will negatively impact the fight against criminal activity, a goal of which no supporter of the sport can be in favour.

“FIFA remains committed to this important and successful collaboration and will work for its resumption at the earliest opportunity. We are currently reaching out to INTERPOL to further discuss this matter.”

The news pours further scrutiny on the future of FIFA in its current form, with president Sepp Blatter standing down and documents in its Zurich headquarters being seized for the investigation.


This week it was announced that FIFA Director of Communications Walter De Gregorio is to leave his post with immediate effect. It’s unclear the reasoning behind his departure, though reports suggest it was due to a joke made about the crisis on Swiss TV.

I Sport Business - Translation: Roberto Queiroz de Andrade

25 de março de 2015

Multa por Neymar não faz cócega na fortuna de ex-presidente do Barcelona

A contratação de Neymar ainda é assunto em Barcelona. A Justiça espanhola quer punir, por crimes financeiros e civis, o clube espanhol, o presidente atual, Josep Maria Bartomeu, e o ex-presidente Sandro Rosell, que deixou o cargo justamente após a divulgação do escândalo gerado pela transferência do brasileiro. Contudo, mesmo se confirmada as indenizações para o dirigente, sua fortuna não sofrerá grandes danos.
O patrimônio de Rosell segundo reportagem do jornal El Mundo em fevereiro de 2014, girava em torno de 250 milhões de euros (R$ 857 milhões). A Justiça espanhola quer que o ex-presidente pague 34,6 milhões de euros, sendo 25,1 milhões por crimes financeiros e 9,5 milhões por crimes civis.
Rosell, Bartomeu e o Barcelona são acusados de sonegar cerca de 12 milhões de euros em impostos ao Ministério da Fazenda durante a negociação por Neymar. Perante a Justiça, o presidente azul-grená alegou, à época, que a contratação de Neymar não passou de 57 milhões de euros (cerca de R$ 192 milhões), quando as contas oficiais sugerem um valor de 94 milhões de euros (cerca de R$ 320 milhões) pela negociação.
Nascido em 1964, Sandro Rosell viveu o Barcelona desde cedo, já que é filho de Jaume Rosell, dirigente do clube na década de 70. Seu início no esporte ocorreu na década de 90, quando trabalhou no Comite Organizador dos Jogos Olímpicos de 1992.
Diretor da ISL, agência de marketing acusada de ter pago propinas aos dirigentes Ricardo Teixeira e João Havelange, Rosell também trabalhou na Nike, onde intermediou contratos com a seleção brasileira e com o Barcelona.
Em 2008, a Ailanto, empresa que tinha Sandro Rosell como sócio, recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília pelo amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal, em 2008, quando Teixeira ainda estava à frente da entidade.

Vice-presidente do Barcelona em 2003, ao lado de Joan Laporta, Rosell deixou a diretoria dois anos depois por desavenças com a gestão, tornando-se oposição e sendo eleito em 2010. Quatros anos depois, ele renunciou pelas acusações geradas com a compra de Neymar junto ao Santos.
Se, no âmbito financeiro, Sandro Rosell pode ficar tranquilo mesmo que tiver de pagar milhões a Justiça espanhola, outra punição pode ser bem mais grave. A Procuradoria Anticorrupção da Espanha pediu nesta segunda-feira que Sandro Rosell pegue sete anos e três meses de prisão por conta de irregularidades na negociação de Neymar.
Acabei de falar em tópicos que se relacionam diretamente com isto, assim é o futebol, uma indústria desregulada e cheia de mazelas, agora vamos esperar de quem ou de que, sua re- estruturação.... Duvido que alguém ou algum órgão consiga arrumar e alinhar este negócio.

23 de janeiro de 2014

Rosell deixa o Barcelona após 'caso Neymar' e fala em 'inveja e injustiça'

Eram cerca de 150 jornalistas na sala de imprensa do Barcelona, no Camp Nou. Todos à espera de uma confirmação, de umas poucas palavras que poderiam se resumir em uma frase: Sandro Rosell renunciou à presidência do Barcelona.

Era para ser uma entrevista coletiva. Mas não houve perguntas, e não há entrevista sem perguntas.

Houve, sim, um comunicado, um pronunciamento. 4 minutos e 44 segundos em que Rosell falou de sua família, do que aconteceu em seu mandato e desclassificou as acusações feitas sobre si.

"Naquele dia de 2010, houve uma festa democrática que reforçou a grandeza do nosso Barcelona. Nestes quatro anos, entendi como é ser barcelonista. Nestes quatro anos vencemos duas Ligas, uma Champions um Mundial", disse.

"Ao time que ganhava com Ronaldinho e depois passou a ganhar com Messi, somou-se uma gestão econômica eficiente. Além disso, hoje temos o sonho de erguer nosso novo estádio sobre o nosso Camp Nou", afirmou.

"Nos últimos dias, vejo uma injusta e temerária acusação contra mim sobre a contratação de Neymar. Muita delas por ataques injustos de gente que tem inveja de nós. Por isso, decido que meu momento acabou. De forma irrevogável, estou deixando a presidência. Foi um privilégio ser presidente do Barcelona e desejo o melhor ao novo presidente, Josep Maria Bartolomeu. Obrigado a todos, viva o Barcelona e viva a Catalunha.", concluiu.

A decisão foi pensada no início da semana, ganhou força na quarta-feira e foi finalmente tomada nesta quinta, após uma reunião com a cúpula diretiva do clube.

A pessoas próximas, Rosell afirmou que não se via em condições de comandar o clube enquanto estivesse envolvido nas investigações do ‘caso Neymar'. O agora ex-presidente é acusado de apropriação indébita de capital da transferência do jogador brasileiro.

A primeira denúncia contra Rosell foi feita no início de dezembro, por Jordi Cases, sócio do clube e membro da oposição. Na época, Cases afirmava que 40 milhões de euros do negócio com Neymar não estavam declarados oficialmente pelo Barcelona.

Na segunda-feira, 20 de janeiro, o diário madrilenho El Mundo publicou uma reportagem em que denunciava fato semelhante: a operação que levou o brasileiro ao clube espanhol teria custado 95 milhões de euros e não 57 milhões, como anunciado pelo Barcelona.

No mesmo dia, durante entrevista coletiva para falar sobre a reforma do Camp Nou, Rosell foi interrogado insistentemente sobre a denúncia. Como em todas as declarações anteriores, disse que Neymar havia custado 57 milhões, colocando-se à disposição para dar explicações ao juiz Pablo Ruz, que investiga o caso.

Na quarta-feira, a Justiça Espanhola confirmou que havia aceitado a denúncia de Jordi Cases contra Sandro Rosell. O Barcelona, como resposta, deu início a uma solicitação para que o caso fosse transferido para a Catalunha, alegando que em Madri há muitas partes interessadas em prejudicar o clube.

Em sua edição desta quinta-feira, o jornal La Vanguardia publicou reportagem dizendo que Sandro Rosell pensava em deixar o cargo em breve. A notícia repercutiu nos principais meios de comunicação espanhóis e, nesta segunda-feira, o presidente reuniu a cúpula diretiva do clube para debater sobre o futuro.

Decisão tomada, o clube divulgou para a imprensa que haverá uma reunião com toda a junta diretiva. Neste encontro, Rosell anunciou a decisão de renunciar ao cargo de presidente do Barcelona.

Restava o anúncio oficial, que veio diante de jornalistas de todo o mundo, em forma de um comunicado. Sandro Rosell renunciou à presidência do Barcelona.

O cargo, agora, fica nas mãos do então vice-presidente esportivo, Josep Maria Bartolomeu, que ocupará a posição até o fim do mandato.

Agora o caso não está nas mãos do novo presidente, mas, nas mãos da Policia Federal e da Receita, onde estão investigando. Seria muito interessante ter isto no Brasil, até porque as maiorias dos dirigentes de nossos clubes renunciariam.


E então o nosso futebol poderia ter uma chance de ser profissional e ter transparência e ser também o melhor do mundo fora dos campos, porque dentro já o é e faz tempo. 

Após reunião de cúpula, Barcelona convoca diretores para encontro extraordinário


O presidente do Barcelona, Sandro Rosell, convocou a cúpula do Barcelona para uma reunião de emergência nesta quinta-feira. Javier Faus, vice-presidente financeiro, Josep Maria Bartolomeu, vice esportivo, o diretor de comunicação Albert Montagut e o diretor-geral Antoni Rossich foram chamados à casa do mandatário para um encontro que pode mudar os rumos do clube.

De acordo com o que apurou o ESPN.com.br, a intenção de Rosell na reunião é apresentar sua renúncia ao cargo de presidente, pelo menos durante o período em que durar a disputa judicial sobre os valores do contrato de Neymar.

O resultado da reunião de Rosell com a cúpula ainda não é oficial, mas o Barcelona já anunciou que haverá um encontro com toda a junta diretiva do clube, na noite desta quinta-feira. Após a reunião, será feito o anúncio sobre a saída ou permanência do presidente.

A justiça espanhola investiga Rosell de apropriação indébita na negociação com o brasileiro. Na segunda-feira, o jornal madrilenho El Mundo publicou reportagem em que afirma que o Barcelona pagou 95 milhões de euros pelo brasileiro, e não 57 milhões, como anunciado oficialmente.

Segundo informações dos bastidores do clube, Sandro Rosell quer deixar o cargo para não ligar a imagem do Barcelona à investigação judicial.

Ainda de acordo com o que pôde apurar o ESPN.com.br, a tendência é que a junta diretiva do Barcelona tente convencer Rosell a ficar no comando do clube. Não há garantias, contudo, de que os argumentos da direção possam mudar a ideia do presidente.

Caso Rosell deixe o Barcelona, há duas opções imediatas para a sequência do comando do clube: a primeira é de que a atual junta diretiva se mantenha, e que Javier Faus ou Josep Maria Bartolomeu assumam interinamente o cargo; a segunda, que a junta seja desfeita e sejam convocadas eleições.

Já tentam mudar o foco da denúncia, não tem nada disto, o que se tem e deve fazer é esperar a investigação da denúncia e se for comprovado, punir com cadeia e devolução do dinheiro desviado do clube. Assim é que deve ser feito o futebol profissional.

Infelizmente o futebol está rodeado de torcedores que não medem as conseguências de seus atos, para o futebol em seu todo e,  isto é muito ruim.


Fonte: Reuters. Foto: Getty. Comentário: Roberto Queiroz.