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27 de maio de 2015

A CBF nega que seus contratos com uma empresa influam na convocação de jogadores

No mês de julho passado, quando a Alemanha arrasou o prestígio futebolístico brasileiro em sua própria casa, o país do jogo bonito exigiu uma revolução esportiva: uma melhor organização do futebol-base, um modelo de rentabilidade que saneasse seus campeonatos e uma investigação das denúncias de corrupção na poderosa Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde os tempos em que era dirigida por Ricardo Teixeira, genro do ex-presidente da FIFA (e também corrupto) João Havelange. O ex-jogador Romário, hoje senador, chegou a pedir uma comissão parlamentar de inquérito: “Marin e Del Nero deveriam estar na cadeia!”, afirmou sobre os dirigentes máximos da entidade. Especulou-se inclusive com a contratação de Pep Guardiola como treinador, na esperança de que um técnico estrangeiro modernizasse os esquemas táticos de um futebol deprimido, e ainda rompesse os vínculos de amizade (“máfia”, diz Romário) que mantiveram a tomada de decisões sobre o esporte mais popular de um país de 200 milhões de habitantes entre um grupo reduzido de pessoas durante décadas.
A escolha de Dunga como técnico esfriou o entusiasmo popular. Não só por ele já ter ocupado o posto recentemente, mas por sua concepção pouco chamativa de jogo e sua pouca experiência no posto. Os resultados, até agora, o endossam: o Brasil ganhou as oito partidas amistosas disputadas desde setembro e enfrenta a próxima Copa América com um pouco mais de confiança. A última que venceu (2007) foi exatamente com Dunga como técnico. Sua mão firme parece ter unido de novo uma equipe que saiu arrasada do Mineiraço, e até o esquecido Robinho volta a justificar suas inesperadas convocações com gols.
Há uma semana, o jornal O Estado de S. Paulo publicou contratos “confidenciais” assinados entre a CBF e uma sociedade de fachada sediada nas Ilhas Cayman (International Sports Events, ISE), segundo os quais a federação deve pagar uma multa de 500.000 dólares se jogadores estrelas como Neymar não estiverem sobre o gramado em uma partida da seleção. A empresa de marketing, que explora comercialmente a marca, paga um milhão de dólares pelos direitos de cada encontro amistoso e exige, em troca, contrapartidas. O contrato prevê que a CBF deve apresentar um atestado médico para a International Sports Events quando um jogador ficar no banco, e que a “CBF poderá substituí-los por outros jogadores do mesmo nível, segundo seu valor de mercado e capacidade técnica”. O ISE tem, além disso, os direitos exclusivos para a organização das partidas em qualquer país do mundo: determina o preço dos ingressos e tem poder de decisão até sobre os rivais da equipe brasileira em partidas preparatórias. O acordo secreto exclui, em princípio, toda tributação pelos valores pagos.
A CBF rejeitou taxativamente as insinuações, chamando de “ridículas” e “absurdas” as denúncias de que tenha “vendido” a seleção e nega qualquer influência externa na convocação de jogadores: “Os critérios para escolher a equipe nacional brasileira são, e sempre serão, do técnico” [...] A CBF não vendeu a seleção brasileira. Em nenhum momento o contrato influiu na composição da equipe, nem no julgamento do treinador”. A nota oficial da Federação expressa, além disso, que a “hipótese ridícula não se sustenta sobre qualquer prova e se explica apenas pela necessidade do jornalista Jamil Chade [autor da matéria] de procurar notícia fácil que gere escândalos”.
Os dirigentes do futebol brasileiro negam também que as exigências comerciais dessa empresa possam bloquear o desenvolvimento de jovens talentos, em uma seleção que não mantém, nem de longe, a qualidade de décadas anteriores. As revelações ilustram, no entanto, o poder financeiro da seleção nacional e seus vínculos com agentes comerciais, sociedades instaladas em paraísos fiscais e a própria FIFA, na qual Ricardo Teixeira (promotor do contrato) foi membro do Comitê Executivo até sua demissão de todos os cargos em 2012 por um escândalo milionário e seu posterior exílio em Miami. A empresa International Sports Events é uma subsidiária do grupo saudita Dallah Al Baraka Group, associado ao escândalo de subornos milionários que aposentou para sempre do futebol Mohamed bin Hammam, do Catar, ex-candidato a presidente da FIFA e ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol.
Romário voltou a chamar de “criminosos” os dirigentes da CBF e expressou em público seu desejo de que “o técnico Dunga não aceite esse esquema nojento”. Segundo o campeão do mundo de 1994, “o futebol sofre porque os atuais gestores agem em sua própria conveniência [...] Só modernizaram o que podia maximizar seus benefícios. Mantiveram a tirania, a falta de transparência e a permanência eterna no poder”. O jornalista José Cruz tambémqualificou, em seu blog, a gestão da CBF de “criminosa” e escreveu: “Essa revelação ressuscita a tese sobre a representatividade da Seleção Brasileira, que se apresenta em nome da nação, desfila com a Bandeira Nacional e pratica o principal patrimônio esportivo do país. No entanto, a renda dessas exibições não contribui para o fortalecimento do futebol, internamente. ‘Clubes e federações estão quebrados’, dizem os cartolas”.
A empresa de marketing paga um milhão de dólares pelos direitos de cada encontro amistoso e exige, em troca, contrapartidas.
A plataforma Bom Senso exige há anos uma profunda renovação e o saneamento do futebol brasileiro “para que volte a ser o país do futebol”, com propostas concretas que foram ouvidas pessoalmente pela presidenta Dilma Rousseff e estão sendo debatidas no Congresso durante a renegociação da dívida milionária dos clubes brasileiros com a Fazenda. Um de seus líderes, o meio-campista internacional Alex, também reagiu duramente à divulgação dos contratos: “O futebol é patrimônio do povo brasileiro e não pode ser usurpado por tanto tempo por uma sociedade privada como a CBF [...] Como ex-jogador, minha maior preocupação é com o futebol brasileiro, que tem muitos clubes endividados, está pobre de ideias e tem pouca preocupação de melhorar. A CBF enriquece comercialmente, mas se preocupa pouco com o futebol”.
Ele já tinha avisado o então presidente da CBF, José Maria Marin, semanas antes da Copa de 2014: “O futebol brasileiro está no purgatório. Se ganharmos, vamos para o céu. Se não, desceremos para o inferno”. Falta agora ver se haverá consenso algum dia sobre as causas de uma crise tão profunda.
Quem sabe agora, com a ação do governo Norte Americano, porque da maneira que está o resultado é nefasto para todos ligados ao futebol, até porque o resultado que vale não é mais o do jogo jogado dentro de campo, mas, aquele jogado fora do campo, ligado a interesses destas pessoas que apenas visam o ganho de dinheiro e poder.


14 de junho de 2012

CBF CASSA LIMINARES E ESPERA INICIAR AS SÉRIES C e D / CBF STOPPED SUIT FROM CLUBS INJUNCTIONS AND HOPES TO START THE SERIES C and D



Entidade obteve vitórias contra decisões da Justiça Comum nos Estados do Acre, Tocantins e do Rio Grande do Sul. Brasil de Pelotas foi excluído da competição.

Depois de um dia tenso, com reuniões, ameaças e julgamento de liminares, a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) parece ter encontrado uma luz no fim do túnel para iniciar o Campeonato Brasileiro das Séries C e D - equivalentes às terceira e quarta divisões. A entidade obteve vitórias contra decisões da Justiça Comum nos Estados do Acre, Tocantins e do Rio Grande do Sul e no início da noite confirmou a exclusão do Brasil, de Pelotas (RS), da Série C. Com isso, a largada destas competições pode acontecer no outro final de semana - dias 23 e 24 de junho.

No início da tarde, o presidente da CBF, José Maria Marin, se reuniu com os representantes dos quatro clubes que entraram na Justiça Comum reclamando por seus supostos direitos: Brasil-RS, Rio Branco-AC, Treze-PB e Araguaína-TO. O encontro durou mais de duas horas na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro.

Marin pediu aos dirigentes dos clubes que retirassem as ações, mas não foi atendido. 

Depois os ameaçou e deu prazo até a próxima segunda para que os clubes cumprissem a orientação, sob pena deles sofreram sanções da FIFA, que coíbe ações na Justiça Comum. A pena, mais rigorosa, seria a exclusão deles de todas as competições oficiais.

À tarde, a CBF conseguiu vitórias importantes nos tribunais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) de Brasília derrubou as liminares da Justiça do Acre e de Tocantins, que favoreciam, respectivamente, a Rio Branco e Araguaína. E a vitória mais comemorada aconteceu no final da tarde, em Porto Alegre. A 12.ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul - TJ-RS - derrubou a liminar que incluía o Brasil na Série C. À noite, o site oficial da CBF se apressou em divulgar a conquista jurídica confirmando a exclusão do clube de Pelotas de nome Brasil da Série C e devolvendo a vaga para o Santo André-SP.

Além disso, a CBF confirmou a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que puniu o time gaúcho com a perda de seis pontos, em virtude da "inclusão em seu time de um jogador sem condição legal, visto que deixou de cumprir a suspensão automática resultante de expulsão na última partida da Série C do ano de 2010".

De acordo com a entidade máxima do futebol nacional, a decisão da justiça gaúcha fortalece a confiança da CBF na obtenção de um resultado final, reconhecendo a competência do STJD em apreciar e julgar a matéria. Agora resta saber qual time vai ficar com a última vaga da Série C: o Rio Branco, que fez um acordo ano passado com a CBF, ou o Treze, que sonha com a mesma vaga.

Pois é “acordos” levam a isto, a falta de cumprir o que manda a FIFA, afinal de contas isto é uma entidade privada e só entra no futebol profissional quem aceita as regras. Agora, como havia um presidente que não tinha legitimidade para ser o que era, vivia fazendo “conchavos” e que fatalmente levam a desmoralização da entidade máxima no Brasil e consequentemente da mentora maior na Suíça.

E como comentei em notas passadas aqui mesmo; se o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol estivesse onde deveria “estava nos Estados Unidos”, só podia está treinando o time do Mano Menezes. Se cá estivesse, as coisas já estariam resolvidas, não teríamos tantos prejuízos além da quase completa desmoralização do futebol brasileiro, que ao invés de ter somente 4 divisões profissionais deveria ter no mínimo o dobro para poder comportar todos os que gostam e fazem o futebol no Brasil.

Não é justo e muito menos correto, nosso País ter menos divisões profissionais que a Alemanha, Portugal e tantos outros Países que tem o tamanho de um ou dois estados brasileiros. Precisamos olhar as coisas profissionalmente e dar chance a todos os brasileiros e não somente a um trecho ou eixo do Brasil o futebol é como uma indústria dá empregos, fomenta desenvolvimento e é lucrativo quando feito com conhecimento.

Fonte: ESPN. Foto: divulgação.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

Entity “CBF” has obtained victories against decisions of ordinary courts in the states of Acre, Tocantins and Rio Grande do Sul. Club Pelotas Brazil was excluded from the competition.
After a stressful day of meetings, threats of injunctions and trial, the direction of the Brazilian Football Confederation (CBF) seems to have found a light at the end of the tunnel to start the Championship Series C and D - equivalent to the third and fourth divisions. 

The organization won victories against the decisions of ordinary courts in the states of Acre, Tocantins and Rio Grande do Sul and in the evening confirmed the exclusion of Brazil, Pelotas (RS), from Series C. Thus, the start of these competitions can happen the other weekend - 23th and June 24th.

By early afternoon, the president of the CBF, Jose Maria Marin, met with representatives of the four clubs who entered in the Common Justice complaining about their supposed rights: RS-Brazil of Pelotas, Rio Branco-AC,  Thirteen from Campina Grande-PB and-Araguaína from TO State. The meeting lasted over two hours at the headquarters of the Superior Court of Sports Justice (STJD), in Rio de Janeiro.

Marin called to the club to withdraw the action, but was not granted. After threatened them and set a deadline until next Monday so that clubs comply with the guidance, under penalty of them suffered FIFA sanctions that prohibits actions on Justice Policy. The penalty, more stringent, it would be the exclusion of them from all official competitions.

In the afternoon, CBF achieved important victories in the courts. The Superior Court of Justice (STJ) Brasilia overturned the injunctions of Justice of Acre and Tocantins, favoring, respectively, the Rio Branco and Araguaina.  And the most celebrated victory came in the late afternoon, in Porto Alegre. A 12. Th Chamber of the Court of Rio Grande do Sul - RS-TJ - overturned the injunction that included Brazil of Pelotas in Series C.

At night, the official website of the CBF was quick to publicize the achievement confirming the legal exclusion of the club name Pelotas Brazil Series C and returning the vacancy for the Santo André-SP.

Moreover, CBF confirmed the decision of the Superior Court of Sports Justice (STJD), who punished the team gaucho with the loss of six points, because of "its inclusion in a team player without legal status, since it no longer meets resulting in the automatic suspension of deportation in the last game of the Series C of 2010. "

According to the national governing body of football, the gaucho court decision strengthens the confidence of the CBF to obtain a final result, recognizing the competence of the STJD to appreciate and judge the matter. Now we know which team will get the last wave of the Series C: Rio Branco, who made a deal last year with the CBF, or Thirteen of Campina Grande-PB, who dreams of the same vacancy.

For it is "agreements" that leads to the lack of fulfilling the orders that FIFA, after all it is a private entity and only comes in professional football who accepts the rules. Thus the CBF had a president who was not entitled to be what it was lived by doing "conspiracies and tricks" and that inevitably lead to demoralization of the governing body in Brazil and consequently of the greatest mentor in Switzerland

And as I said in previous notes here even if the current president of the Brazilian Football Confederation was where it should, here, in Brazil but he "was in the United States," maybe been training the team of Mano Menezes. If his were here, things would already be solved, we would not have so much damage besides the almost complete demoralization of Brazilian football, that instead of having only four professional divisions should have at least twice in order to hold the hole crowd who love football in Brazil, watching and playing.

It is not fair, much less correct, our country to have less professional divisions that Germany, Portugal and many other countries that have the size of one or two states, we are a continental country. We need to look at things professionally and give chance to all Brazilians, not only to a portion or shaft of Brazi,l football is an industry provides jobs, fosters development and is profitable when done with knowledge.

Source: ESPN. Photo: publicity.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.