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29 de maio de 2015

Protesto marca início de eleição de novo presidente da FIFA

Duas manifestantes palestinas interromperam hoje (29) por alguns instantes o 65º Congresso da Federação Internacional de Futebol (FIFA), que deverá escolher nesta sexta-feira um novo presidente e votar a possibilidade de expulsar Israel da organização. A escolha de um novo mandatário ocorre em meio a denúncias de corrupção e prisões de sete de seus dirigentes a pedido da Justiça dos Estados Unidos.
Duas mulheres interromperam o discurso de abertura do presidente da FIFA, Joseph Blatter, mostrando cartões vermelhos aos representantes do organismo, enquanto gritavam “Israel fora!”, antes de serem retiradas por seguranças. Cerca de 150 manifestantes pró-Palestina já tinham protestaram no exterior do Hallenstadion, local do congresso, antes do início dos trabalhos.
A Palestina, membro da FIFA desde 1998, pede a expulsão de Israel, devido as restrições impostas à liberdade dos jogadores palestinos. Além disso, opõe-se à participação no campeonato israelense de cinco clubes localizados em colonatos na Cisjordânia.
Para que Israel seja expulso da FIFA é necessária uma votação de uma maioria de dois terços.
O suíço Joseph Blatter disputa o quinto mandato consecutivo, com o príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein.
Cada uma das 209 federações-membro da FIFA tem direito a um voto, que é secreto. O presidente da entidade terá mandato de quatro anos, com direito a reeleição ilimitada. A eleição ocorre sob críticas de dirigentes de federações internacionais de futebol.
O presidente da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA), Michel Platini, pediu hoje a demissão de Blatter. Ele disse que “a maioria das associações” vinculadas à UEFA vai votar no candidato adversário, Ali bin Al Hussein. Já a Confederação Asiática de Futebol reiterou seu apoio ao atual presidente da FIFA.
Na quarta-feira (27), uma operação da Polícia Federal norte-americana (FBI), em conjunto com autoridades suíças, prendeu sete dirigentes do futebol que estavam em Zurique. Entre eles o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin.
Autoridades norte-americanas investigam a participação de dirigentes da FIFA e empresários em fraudes na escolha dos países-sede das duas próximas copas do Mundo (Rússia, em 2018, e Catar, em 2022). No Brasil, as suspeitas recaem sobre contratos de patrocínio e de transmissão da Copa do Brasil assinados pela CBF. Ontem (28), Blatter afirmou que as denúncias trouxeram “vergonha e humilhação” para o esporte mundial. Com informações da Agência Brasil.
Infelizmente este senhor não deve renunciar mesmo, e também já propinou (tradução: dar propinas), a todas os presidentes das Federações ao redor do mundo, e a maioria tem medo de perder a boquinha, portanto, parece que vou ter que rasgar minha carteira de agente credenciado e impetrar a devida ação contra a CBF/FIFA, na Justiça.

Polícia suíça confirma ameaça de bomba em Congresso da FIFA

Se já não bastasse toda a polêmica com a prisão de membros de seu comitê executivo, a FIFA ainda sofreu uma ameaça de bomba no começo da tarde desta sexta-feira (horário local) em sua sede, em Zurique, no segundo dia do Congresso da entidade.
A polícia da Suíça confirmou as informações que já circulavam pela mídia europeia, explicando que uma ligação telefônica ameaçou a reunião.
"Uma ameaça de bomba foi recebida", confirmou a própria FIFA. "Nós decidimos vasculhar o local. As instalações estavam limpas, e nós podemos começar novamente."
Assim, o encontro continuará, e a expectativa agora é para a eleição presidencial, que opõe o atual mandatário, Joseph Blatter, e o príncipe da Jordânia, Ali bin al-Hussen.
Mais cedo, em discurso no plenário da FIFA, Blatter reconheceu que as escolhas de Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente, deram problemas para a entidade que rege o futebol.
"Em 2 de dezembro, aqui em Zurique, quando decidimos as duas sedes em uma sessão, se outros países tivessem saído do envelope, acho que não teríamos este problema hoje. Mas não podemos voltar no tempo, não somos profetas, não podemos dizer o que teria acontecido", afirmou o dirigente suíço.
Ele ainda pediu "união" em seu discurso inicial diante do escândalo de corrupção que atinge o alto escalão da entidade - sete dirigentes foram presos em Zurique na última quarta-feira, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.
Além disso, o diretor financeiro da FIFA, Markus Kattner, anunciou que os resultados financeiros da Copa de 2014, no Brasil, fizeram com que as reservas do órgão chegassem a 1,5 bilhão de dólares (R$ 4,74 bilhões).

Duvido muito que o José queira renunciar ou largar esse "filet mignon", esse negócio de chamar osso, não é mesmo, pois, se fosse, ninguém queria ser presidente. Todos que entram no futebol como dirigentes em Federações, só saem de lá por motivos maiores (como morte/prisão), etc.