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22 de julho de 2015

SOCCEREX POLL FIFA NEW PRESIDENT


With FIFA set to decide on 20th July the agenda and timetable for the extraordinary elective congress,
due between December 2015 and February 2016, we wanted to ask you, the football industry...

Which of the following do you think should be the next President of FIFA? (Poll Closed)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Total Votes: 708
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9 de junho de 2015

CBF dá poder a clubes e fragiliza movimento por Liga

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu que vai fazer uma mudança importante em seu estatuto na próxima quinta-feira. Em reunião com os clubes nesta tarde, o presidente Marco Polo Del Nero informou que vai dar mais poder a eles, os inserindo no processo de definição do calendário e de formato dos campeonatos. Dessa forma, a entidade praticamente acabou com a mobilização que se iniciava da criação de uma Liga.
Atualmente, há uma norma que permite que a presidência vete qualquer decisão do conselho técnico. A partir da reforma no estatuto, ela não existirá mais.
Diversos dirigentes tinham marcado um encontro nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, logo após a conversa com Del Nero. O anúncio do presidente, porém, satisfez diversos cartolas.
"É uma ideia que já vem de muito tempo, desde a eleição a algumas estão sendo aceleradas. É uma ideia para fortalecer o futebol brasileiro. A partir de quinta, com a reforma no estatuto, não haverá mais o poder do veto que a CBF tinha. Será uma decisão com todos os clubes juntos", disse Walter Feldman, secretário-geral da CBF.
Del Nero será 'sabatinado' na Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, em Brasília. O cartola confirmou presença para prestar esclarecimentos sobre os escândalos da Fifa. O presidente da CBF é aguardado às 14h e será recebido, dentre outros, pelo superintendente de futebol do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP), o ex-judoca João Derly (PCdoB-RS), e o ex-jogador Deley (PTB-RJ).
Na conversa com os clubes, o mandatário disse aos cartolas que nada teme, que vai enfrentar a CPI e que ainda fará outras mudanças no regulamento interno. Uma das ideias é mudar a situação dos vices em caso de cargo vago. Hoje, o mais velho é quem assume.
Minha Nossa Senhora da Perna Quebrada, me desculpe o trocadilho, mas, isso sem dúvidas, é pior que qualquer outra medida. O mais velho é simplesmente um senhor que está na Federação ha mais de 30 anos, já foi preso por denúncia, já colocou seus familiares quase todos para receberem salários e aí? Preso por tráfico de drogas, e vai por aí.
Tenho certeza de que precisamos ter uma intervenção do Ministério Público imediatamente, até porque trata-se de se fazer uma verificação em todas as contas (não interessa se é uma empresa privada), tem evasão de divisas, sonegação de impostos, desvios, propinas e corrupção o que já dá amplos motivos e poderes para a propria RF, PF e MP, tomarem as redeas do negócio que depois de limpo e corrigido, devolver ao futebol e a quem merecer.

5 de junho de 2015

REPENSANDO O FUTEBOL BRASILEIRO E PERNAMBUCANO

E sobre o que está acontecendo no futebol mundial e brasileiro. A nossa opinião é de que se precisa mudar tudo, isto mesmo, já começou com a FIFA e a renúncia do Joseph Blatter.

 Agora vamos pedir a renúncia do presidente da CBF, e de muita gente que lá está, e logicamente que estão acostumados a funcionar nestes esquemas, bem como das Federações no Brasil, que estão simplesmente contaminadas, todos recebem benesses e virou e mexe estão indo para o Rio de Janeiro para reuniões, sem falar nas viagens internacionais com a Seleção Brasileira, e com tudo pago pela CBF. Além disso, os próprios presidentes falam que não são remunerados e que trabalham por prazer, e pelo futebol (rsrsrsrsrs).

Depois nos chega a informação que o presidente José Maria Marim, criou um salário de 11.000,00 para todos os presidentes (fora as benesses), pois assim tem todos amarradinhos em sua vontade e desmandos. Sem falar no cala boca que também é enviado mensalmente (50.000,00 ou 60.000,00), para as Federações, quando deveria ser para as divisões de base dos clubes, por exemplo. As Federações cobram e caro, pelas transferências dos atletas, recebem uma gorda fatia nas rendas dos jogos, e recebem até o dinheiro da TV., no que diz respeito ao "Direito de Arena", que pertence aos jogadores que jogaram e a TV., não deveria enviar isto para sindicatos de Jogadores, e ou muito menos para as Federações, então, sem estas mudanças, vamos ficar a meio pau e não vamos a lugar nenhum. 

E nossa indicação para a presidência da confederação (CBF), pode ser o próprio ZICO ou mesmo Falcão, ou até mesmo o Carlos Alberto Torres, bons candidatos não faltam e principalmente se olharmos que nesta posição, se precisa de alguém que esteve lá dentro, comendo grama, que tenha experiência administrativa e seja respeitado. Fico pensando com meus botões que no caso da Federação Pernambucana de Futebol, o melhor seria, termos um quarteto (assim distribuído),  um representante de cada um dos 3 grandes clubes da capital e um dirigente do interior, assim, teríamos a melhor maneira de termos um futebol pensado, justo, melhor dirigido e bem balanceado (duas cabeças pensam melhor que uma, então, quatro cabeças, pensam melhor que duas, certamente), e seria o melhor para nosso futebol tão maltratado e mal pensado.

E esse negócio de se colocar jogadores que trabalharam na Copa do Mundo, ou pela CBF, e como presidente, piorou, e hoje, não dá, pois estiveram com o atual e o ex, presidente da CBF, e não funciona, pois comeram no mesmo prato e estão apenas se aproveitando do momento (mas, o deles deverá chegar em breve), logicamente que quem não deve não teme, e as investigações da PF Brasileira e da própria Interpol e FBI, apenas começaram, então, muito coisa ainda irá aparecer. Vamos ficar de olho para tentar dar um rumo certo para o futebol Pernambucano, Brasileiro e quem sabe, Mundial.

Comentário: Roberto Queiroz

3 de junho de 2015

Zico confirma candidatura à presidência da FIFA

Zico confirmou nesta quarta-feira que é candidato à presidência da FIFA. Em entrevista ao canal de TV Esporte Interativo, o ex-jogador do Flamengo e da Seleção Brasileira acredita é uma pessoa preparada para assumir o cargo deixado nesta terça-feira por Joseph Blatter. Zico disse também que as pessoas que "são do futebol" precisam ganhar espaço para "renovar o quadro" da entidade.
- Já disse que toparia trabalhar para a "nova FIFA". Fiquei pensando comigo por que não poderia disputar uma candidatura dessa? Falei com a Sandra (sua esposa), mandei uma mensagem para os meus filhos, e eles toparam a ideia. A ideia é real, é uma possibilidade para qualquer pessoa. Acho que o compromisso e os acordos começam a ficar de lado, tem que renovar o quadro. É bom que outras pessoas venham e que tenham muito a acrescentar ao futebol. Temos que defender as pessoas que são do futebol, pessoas que poderiam pleitear uma candidatura e isso nunca foi possível. Agora, com tudo isso que está acontecendo, me sinto uma pessoa preparada - afirmou.
Sobre as chances que teria de assumir a presidência da FIFA, Zico garante que por ser uma figura conhecida no mundo do futebol lhe dá direito a se candidatar. O ex-jogador, no entanto, deixou claro que a mudança também deve passar pelo futebol brasileiro. Na opinião do ídolo rubro-negro e da Seleção, o futebol brasileiro está em uma "descendente".
- Sou uma pessoa conhecida em todos os continentes. As pessoas conhecem meu trabalho, minha forma de ser, de conduzir, me sinto em condições de encarar uma situação dessas, montar uma boa equipe, trazer pessoas que queiram realmente dar uma contribuição pro futebol. A hora é essa, não tem momento melhor para isso. Se desse pra começar no futebol brasileiro, melhor ainda. O Brasil está em uma situação descendente. Você não pode ter dois ex-presidentes envolvidos. O futebol brasileiro tem sido manchado de uma forma muito grande nos últimos anos.
Sei que provavelmente os remanescentes da era "Blatter", irão arranjar alguma forma de não tornar legal a participação do ZICO, nesta nova eleição. Podem esperar que deve vir novidades (todos os empecilhos que possamos imaginar), até porque, o futebol se caracterizou para apoiar somente quem não tem vínculo com a transparência e decência.

29 de maio de 2015

Protesto marca início de eleição de novo presidente da FIFA

Duas manifestantes palestinas interromperam hoje (29) por alguns instantes o 65º Congresso da Federação Internacional de Futebol (FIFA), que deverá escolher nesta sexta-feira um novo presidente e votar a possibilidade de expulsar Israel da organização. A escolha de um novo mandatário ocorre em meio a denúncias de corrupção e prisões de sete de seus dirigentes a pedido da Justiça dos Estados Unidos.
Duas mulheres interromperam o discurso de abertura do presidente da FIFA, Joseph Blatter, mostrando cartões vermelhos aos representantes do organismo, enquanto gritavam “Israel fora!”, antes de serem retiradas por seguranças. Cerca de 150 manifestantes pró-Palestina já tinham protestaram no exterior do Hallenstadion, local do congresso, antes do início dos trabalhos.
A Palestina, membro da FIFA desde 1998, pede a expulsão de Israel, devido as restrições impostas à liberdade dos jogadores palestinos. Além disso, opõe-se à participação no campeonato israelense de cinco clubes localizados em colonatos na Cisjordânia.
Para que Israel seja expulso da FIFA é necessária uma votação de uma maioria de dois terços.
O suíço Joseph Blatter disputa o quinto mandato consecutivo, com o príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein.
Cada uma das 209 federações-membro da FIFA tem direito a um voto, que é secreto. O presidente da entidade terá mandato de quatro anos, com direito a reeleição ilimitada. A eleição ocorre sob críticas de dirigentes de federações internacionais de futebol.
O presidente da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA), Michel Platini, pediu hoje a demissão de Blatter. Ele disse que “a maioria das associações” vinculadas à UEFA vai votar no candidato adversário, Ali bin Al Hussein. Já a Confederação Asiática de Futebol reiterou seu apoio ao atual presidente da FIFA.
Na quarta-feira (27), uma operação da Polícia Federal norte-americana (FBI), em conjunto com autoridades suíças, prendeu sete dirigentes do futebol que estavam em Zurique. Entre eles o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin.
Autoridades norte-americanas investigam a participação de dirigentes da FIFA e empresários em fraudes na escolha dos países-sede das duas próximas copas do Mundo (Rússia, em 2018, e Catar, em 2022). No Brasil, as suspeitas recaem sobre contratos de patrocínio e de transmissão da Copa do Brasil assinados pela CBF. Ontem (28), Blatter afirmou que as denúncias trouxeram “vergonha e humilhação” para o esporte mundial. Com informações da Agência Brasil.
Infelizmente este senhor não deve renunciar mesmo, e também já propinou (tradução: dar propinas), a todas os presidentes das Federações ao redor do mundo, e a maioria tem medo de perder a boquinha, portanto, parece que vou ter que rasgar minha carteira de agente credenciado e impetrar a devida ação contra a CBF/FIFA, na Justiça.

Polícia suíça confirma ameaça de bomba em Congresso da FIFA

Se já não bastasse toda a polêmica com a prisão de membros de seu comitê executivo, a FIFA ainda sofreu uma ameaça de bomba no começo da tarde desta sexta-feira (horário local) em sua sede, em Zurique, no segundo dia do Congresso da entidade.
A polícia da Suíça confirmou as informações que já circulavam pela mídia europeia, explicando que uma ligação telefônica ameaçou a reunião.
"Uma ameaça de bomba foi recebida", confirmou a própria FIFA. "Nós decidimos vasculhar o local. As instalações estavam limpas, e nós podemos começar novamente."
Assim, o encontro continuará, e a expectativa agora é para a eleição presidencial, que opõe o atual mandatário, Joseph Blatter, e o príncipe da Jordânia, Ali bin al-Hussen.
Mais cedo, em discurso no plenário da FIFA, Blatter reconheceu que as escolhas de Rússia e Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente, deram problemas para a entidade que rege o futebol.
"Em 2 de dezembro, aqui em Zurique, quando decidimos as duas sedes em uma sessão, se outros países tivessem saído do envelope, acho que não teríamos este problema hoje. Mas não podemos voltar no tempo, não somos profetas, não podemos dizer o que teria acontecido", afirmou o dirigente suíço.
Ele ainda pediu "união" em seu discurso inicial diante do escândalo de corrupção que atinge o alto escalão da entidade - sete dirigentes foram presos em Zurique na última quarta-feira, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.
Além disso, o diretor financeiro da FIFA, Markus Kattner, anunciou que os resultados financeiros da Copa de 2014, no Brasil, fizeram com que as reservas do órgão chegassem a 1,5 bilhão de dólares (R$ 4,74 bilhões).

Duvido muito que o José queira renunciar ou largar esse "filet mignon", esse negócio de chamar osso, não é mesmo, pois, se fosse, ninguém queria ser presidente. Todos que entram no futebol como dirigentes em Federações, só saem de lá por motivos maiores (como morte/prisão), etc.

28 de maio de 2015

Após prisões, Blatter diz que 'mais notícias ruins virão'.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, reconhece que “mais notícias ruins virão” no que se refere aos escândalos de corrupção no futebol. Ele insiste que são casos “individuais” e que é apenas uma “minoria” entre os cartolas da entidade que agem de forma corrupta. Falando pela primeira vez desde as prisões de sete de seus dirigentes nesta semana em Zurique, Blatter insistiu na abertura do Congresso Anual da FIFA. 
Diz que ele fará a reforma da entidade.Somos uma vasta maioria que gosta do futebol, não pelo poder ou cobiça, mas pelo amor ao futebol e para servir a outros”, disse o cartola, que concorre a releição nesta sexta. “O confesso que será um caminho longo e difícil para reconstruir a credibilidade. Perdemos e vamos reconquistar por meio das ações e como agimos de forma individual”, alertou. Blatter, que nesta sexta concorre à eleição, ainda pediu “solidariedade”. “Estamos todos unidos”, insistiu. Hoje, Michel Platini, presidente da UEFA, pediu a demissão de Blatter.

O presidente da FIFA insistiu: “Esses é um momento difícil e sem precedentes”, reconheceu. “Os eventos de quarta jogaram um longa sombra no futebol e no Congresso da FIFA. Ações individuais trouxeram vergonha e humilhação ao futebol e exigem mudanças”, disse. 

“Nao podemos deixar que a reputação do futebol entre na lama. Isso precisa parar agora.” Blatter também se isentou de qualquer culpa no escândalo. “Muitos dizem que eu sou responsável pela comunidade global do futebol, seja na Copa ou escândalo de corrupção. Mas eu não posso monitorar as pessoas todo o tempo. Se eles fazem algo errado, tentam esconder. Cabe a mim proteger a reputação e encontrar uma saída.”

O FBI disse que Blatter não está sendo investigado.  “Não vou deixar que atos de alguns destruam as ações de tantos que trabalham pelo futebol. Aqueles corruptos são minoria. Mas precisam ser pegos e levados a suas responsabilidades”, declarou o presidente da FIFA. “Vamos cooperar com as autoridades para que aqueles envolvidos, de cima para baixo, sejam punidos. Não pode haver espaço para corrupção. Os próximos meses nao serão fáceis. Mais noticias ruins virão.”

Tanto a Justiça americana quanto a Justiça suíça indicaram que as prisões dos últimos dias são apenas as primeiras etapas de um processo bem maior. 
CONGRESSO Vivendo sua pior crise, a FIFA abriu na tarde desta quinta, de forma constrangida, seu congresso anual em Zurique, com música, roupas de gala e carros de luxo. A entidade foi sacodida pela prisão de sete de seus membros, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.  

Ainda assim, a festa foi mantida depois que Blatter recebeu o apoio de algumas confederações, entre elas a sul-americana. Ao subir no palco para falar, não faltaram assobios e palmas frenéticas. O tema do evento: a solidariedade. A festa teve músicos suíços, bandeiras das 209 federações e imagens alpinas. Mas a imprensa foi mantida distante dos cartolas, que entraram por portas separadas e com forte presença de seguranças privados e da cidade de Zurique. Dentro do teatro, uma vez mais os jornalistas foram mantidos em um local separado, sem qualquer acesso aos dirigentes.  

Blatter havia cancelado todas as suas participações em eventos nos últimos dois dias, também para evitar qualquer tipo de contato com a imprensa ou questões embaraçosas.  

Nesta tarde, porém, ele foi à sua própria festa, além de ministros suíços e autoridades locais. Thomas Bach, presidente do COI, também estava presente. 
Vai ser uma vergonha se amanhã este camarada conseguir ser reeleito para mais um mandato à frente da FIFA, ele não larga o osso de maneira nenhuma, e não estou conseguindo entender o que está se passando com esta investigação do FBI. Rasgo minha credencial de agente e sinceramente, paro aqui mesmo de escrever sobre futebol, até porque ele mesmo está profetizando, "vem mais coisa ruim por aí", logicamente que acredito (pela primeira vez nesta pessoa), ele sabe muito bem o que deve vir.

Marco Polo Del Nero se retira de congresso da FIFA, abdica de eleição e deixa a Suíça

Um dia depois da avalanche de denúncias sobre membros do alto escalão da FIFA (Federação Internacional de Futebol e Associados), um importante membro deixou o Congresso Anual da entidade. Marco Polo Del Nero, atual presidente da Confederação Brasileiro de Futebol, se retirou do local e deixará a Suíça nas próximas horas, abdicando de votar no pleito que definirá o novo presidente da entidade.

O principal mandatário da CBF deixou o hotel durante o final da tarde desta quinta-feira, na Suíça. De acordo com informações do colaborador da ESPN, Jamil Chade, Del Nero deixou completamente de lado as atividades do congresso da entidade para retornar ao Brasil. O dirigente, desta forma, não participará das eleições para a nova presidência da FIFA, marcadas para esta sexta-feira.
Marco Polo Del Nero surgia como um dos suspeitos ‘não-nomeados' pelo relatório divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. No documento, poucas autoridades são devidamente registradas com nome e sobrenome; justamente os presos na operação da última quarta-feira.
A proximidade do atual mandatário da CBF com o antecessor, José Maria Marin - preso na última quarta-feira em meio à operação do FBI com a polícia suíça -, complica o atual presidente, que deve ser convocado, no mínimo, para prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Outro ponto decisivo é o esquema revelado com a Traffic e a Klever para negociar a venda dos direitos comerciais sobre a Copa do Brasil. No documento, José Maria Marin pede para as duas empresas interromperem o pagamento ao antecessor - Ricardo Teixeira - e envolver um novo nome, tratado como o ‘co-conspirador 12' e descrito de maneira semelhante a Teixeira.
Fora o esquema na principal competição do mata-mata nacional, Marco Polo Del Nero, ao assumir o cargo máximo na CBF, garantiu continuar a administração deixada pelo antecessor; no caso, José Maria Marin.
A Confederação Brasileira de Futebol não divulgou maiores informações sobre o assunto até o momento. Marco Polo Del Nero, em meio ao escândalo, saiu em defesa de Marin, já detido na Suíça, e acusou Ricardo Teixeira como os responsável pelos negócios ilegais nos contratos firmados pela entidade mais importante do futebol nacional.
E agora o ex-amigo Del Nero, já mandou retirar o nome do José Maria Marim da sede da CBF, e bate em retirada da Suíça (antes que fique preso la mesmo), até que não seria má ideia. Mas, se ele não conseguir embarcar agora, provavelmente ficará, quem quer apostar.

Após 'turbulências', Blatter não comparece a evento do Congresso da FIFA

O diretor médico da FIFA afirmou nesta quinta-feira que o Congresso Médico da entidade não contou com a presença do presidente Joseph Blatter, ausente pelas turbulências que abalaram a entidade na última quarta.
Foi o próprio suíço Jiri Dvorak quem usou o termo "turbulências" para fazer referência ao escândalo que sacudiu a FIFA, com a detenção de sete dirigentes em Zurique, acusados de corrupção pelas autoridades americanas, que indiciaram 14 pessoas em sua investigação.
"O presidente Blatter pede desculpas por não estar presente, devido às turbulências que vocês provavelmente acompanharam na imprensa", declarou Dvorak, diretor médico da FIFA, na abertura do segundo dia do Congresso Médico da entidade em Zurique.
"(Blatter) Tem que assumir suas responsabilidades na gestão da situação e isto, sem dúvida, é o mais importante", acrescentou Dvorak.
O Congresso Médico da FIFA funciona como a introdução do 65º Congresso da entidade, que começa nesta quinta-feira e tem na pauta as eleições para a presidência da federação.
Blatter, 79 anos, buscará na sexta-feira a reeleição para um quinto mandato, em uma disputa na qual tem apenas um adversário, o príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein.
De uma coisa nós sabemos, que vai ser difícil tirar o Joseph Blatter desta cadeira, vai sim, estou acompanhando atentamento os rumores na Europa e principalmente a decisão da UEFA e do Platini, que alguns dias atrás, confirmava seu apoio ao opositor do José. Vamos ver se o FBI tem cartas na manga para poder tirar imediatamente o poder desta máfia, e seu presidente, imediatamente. Até porque do contrário, pouco ou nada irá mudar.

22 de maio de 2015

Figo retira sua candidatura à presidência da FIFA na tentativa de deixar a corrida para dois cavalos, somente / Figo withdraws FIFA presidency bid to leave two-horse race


O ex-jogador de futebol Portugal Luis Figo tornou-se o mais recente candidato à presidência da Fifa para puxar fora da corrida antes das eleições da próxima semana.

Figo (foto) confirmou sua retirada ontem à noite, poucas horas após a Associação Holandesa de Futebol (KNVB) presidente Michael van Praag puxado para fora, a fim de apoiar o príncipe Ali Bin Al-Hussein da Jordânia em sua tentativa de se tornar o novo chefe do órgão máximo do futebol mundial. Não houve declaração de apoio de Figo para o príncipe Ali, que é o único remanescente challenger para incumbente Sepp Blatter na eleição 29 de maio.

Ao anunciar sua decisão, Figo disse à agência de notícias Associated Press: "Eu viajei e conheci pessoas extraordinárias que, embora eles tenham reconhecido o valor de muito do que tinha sido feito, também concordaram com a necessidade de mudança, para tentar limpar a reputação da FIFA, como um organização obscura, e que é tão frequentemente visto como um lugar de corrupção. Mas ao longo dos últimos meses eu tenho não só testemunhado que o desejo (de mudança), tem causado incidentes consecutivos, em todo o mundo, e que é uma vergonha para qualquer pessoa que deseja o futebol livre, transparente, limpa e democrática ".

Ele acrescentou: "Eu vi com meus próprios olhos presidentes de federação que, depois de um dia comparando os líderes da FIFA com o diabo, em seguida, entrar no palco e comparar essas mesmas pessoas com Jesus Cristo. Ninguém me falou sobre isso. Eu vi com meus próprios olhos. Os candidatos foram impedidos de abordar federações em congressos,e os candidatos só fizeram discursos sobre o seu próprio interesse a candidatura a partir da tribuna. Não houve um único debate público sobre propostas de cada candidato.

Figo continuou: "Será que alguém acha que é normal que uma eleição para uma das organizações mais relevantes sobre o planeta pode ir em frente sem um debate público? Alguém acha que é normal que um dos candidatos nem sequer se preocupou em apresentar um manifesto eleitoral que pode ser votado em 29 de maio? Não deveria ser obrigatória a apresentação de um tal manifesto para que os presidentes de federação saberem no que estão votando? Isso seria normal, mas este processo eleitoral é nada, mas apenas uma eleição com cartas marcadas. Este processo (eleição) é um plebiscito para a entrega do poder absoluto a um homem - algo que se recusa a ir junto com ".

Numa conferência de imprensa conjunta ontem à tarde, Van Praag e o outro concorrente  Ali pronunciaram contra a liderança de Blatter. "É impossível que a FIFA se mova com a sua atual presidência", disse Van Praag. e o Príncipe Ali acrescentou: "Se a família do futebol segue os seus desejos, e se as coisas são feitas de forma correta, sem interferência, nós teríamos uma grande chance de fazer essa mudança."

Infelizmente está acontecendo isso, mas, já entendíamos que isso iria fatalmente acontecer, nenhum desses candidatos teria chance (está formalizado em outros posts, nossa opinião, aqui mesmo), vemos que as cartas estão marcadas, e não é somente na FIFA, é na UEFA, CBF e demais Federações, tudo corre de acordo com o valor das propinas e das chantagens. Enfim este é o futebol, uma máquina que move bilhões de fãs, e bilhões de "money", e que são manipulados como gado em curral.

Tradução e Comentário: Roberto Quairoz de Andrade.


Former Portugal footballer Luis Figo has become the latest candidate for the Fifa presidency to pull out of the race ahead of next week’s election.
Figo (pictured) confirmed his withdrawal yesterday evening just hours after Dutch Football Association (KNVB) president Michael van Praag pulled out in order to support Prince Ali bin al-Hussein of Jordan in his bid to become the new chief of football’s global governing body. There has been no such declaration of support from Figo for Prince Ali, who is the only remaining challenger to incumbent Sepp Blatter at the May 29 election.
In announcing his decision, Figo told the Associated Press news agency: “I travelled and met extraordinary people who, though they recognised the value of much that had been done, also concurred with the need for change, one that cleans up Fifa's reputation as an obscure organisation that is so often viewed as a place of corruption. But over the past few months I have not only witnessed that desire (for change), I have witnessed consecutive incidents, all over the world, that should shame anyone who desires soccer to be free, clean and democratic.”
He added: “I have seen with my own eyes federation presidents who, after one day comparing Fifa leaders to the devil, then go on stage and compare those same people with Jesus Christ. Nobody told me about this. I saw it with my own eyes. The candidates were prevented from addressing federations at congresses while one of the candidates always gave speeches on his own from the rostrum. There has not been a single public debate about each candidate's proposals.
Figo continued: “Does anyone think it's normal that an election for one of the most relevant organizations on the planet can go ahead without a public debate? Does anyone think it's normal that one of the candidates doesn't even bother to present an election manifesto that can be voted on May 29? Shouldn't it be mandatory to present such a manifesto so that federation presidents know what they're voting for? That would be normal, but this electoral process is anything but an election. This (election) process is a plebiscite for the delivery of absolute power to one man - something I refuse to go along with.”
At a joint press conference yesterday afternoon, Van Praag and Price Ali spoke out against Blatter’s leadership. “It is impossible that FIFA moves on with its current presidency,” Van Praag said. Prince Ali added: “If the football family follows their desires, and if things are done in a correct way with no interference, we have a great chance of making that change.”

Unfortunately this is happening, but already understood that this would inevitably happen, none of these candidates have a chance (I have are formalized in other posts, before right here), we see that the cards are marked, and not only in FIFA, is in UEFA, CBF and other federations around the World, everything goes according to the amount of the fees and blackmail. Anyway, this is football, a machine that moves billions of fans, billions of money, which are handled as cattle in a corral.

Comment: Roberto Queiroz de Andrade.

Site: SportsBusiness International. 

4 de fevereiro de 2015

Angry Champagne Quits FIFA Presidential Race

Jerome Champagne's FIFA fizz has evaporated. The Frenchman has quit the presidency trail, accusing federations and officials of running scared, after failing to secure the necessary support to enter the formal race.
The withdrawal of the former FIFA deputy general secretary has left three challengers to Sepp Blatter's ambition for a fifth term in office: FIFA's Asian vice-president Prince Ali of Jordan, Dutch federation chairman Michael Van Praag and Portugal's former world player of the year Luis Figo.
New rules stipulate that a candidate needs written nominations from at least five of the world federation's 209 member associations.
Champagne said that, despite a year-long campaign, he had attracted only three.
Clearly he blamed European federation UEFA's 'multiball' strategy of backing the other three candidates for eating away at his potential support.
He also regretted a fear factor among federations eager to remain in the good books with FIFA and their own regions.
Potential supporters turned away because:
"they feared reprisals from their confederations having issued 'recommendations';
"their federations were candidates to host continental competitions;
"they relied too heavily on the financial support;
"they were committed to defend a united continental front; and
"some of the presidents were themselves engaged in an election or simply preferred another candidate."
Pointing a finger directly at UEFA, without naming it or its Qatar-supporting president Michel Platini (pictured right), Champagne added: "The latest events orchestrated in secret with barely veiled intentions by one of [the confederations], distributing letters of support between candidates, made me lose sponsorships especially in Europe."
Champagne said he did not "feel any bitterness" but that was hardly borne out by the derision he poured on "proxy candidates waging the battles that others did not have the courage to fight."
Intriguingly, the one figure at whom he did not aim his rhetoric was his old boss for 11 years, Blatter.
Instead UEFA and its puppeteers were repeatedly painted as the villain of the piece.
Champagne raged on: "So-called programmes will appear with a list of high-sounding slogans and little precise substance.
"Proposals will be touted, smelling of demagoguery and politicking, such as increasing the number of teams in the finals of the World Cup - and certainly some 'copy and paste' sections directly from my programme.
"The hidden agenda - or not so hidden after all - is clear: under the guise of reforming FIFA lies the objective of further weakening it in favour of continental structures.
"This at a time when a strong governance of football, with regulatory and redistributive powers, is needed more than ever. It constitutes the perennial vision of UEFA since 1998.
"It is also to pave the road for the wealthy actors of the West European football to get their hands on the last thing they do not control yet: FIFA and the world government of football.
Blatter remains overwhelming favourite to hold off what Champagne regards as Europe's 'evil empire.'
Whether this will result in the reward of a return to FIFA for the Frenchman with an anti-European common interest will remain an open question until after FIFA Congress in Zurich on May 29.

30 de janeiro de 2015

Van Praag enters race for FIFA presidency



Michael van Praag, the president of the KNVB, football’s administrative body in the Netherlands, has confirmed he will challenge incumbent Sepp Blatter for the presidency of FIFA, the sport’s global governing body.....

Prince Ali Bin Al Hussein to Challenge Sepp Blatter for FIFA Presidency


It's been confirmed that Prince Ali Bin Al Hussein will run against Sepp Blatter in his bid to unseat the current FIFA president.
BBC Sport reported on Tuesday that vice-president Prince Ali—at 39, he's half Blatter's age—will oppose the incumbent, quoting the Jordanian royal regarding his challenge for the presidential position:
It is time to shift the focus away from administrative controversy and back to sport. The headlines should be about football, not about FIFA 
The message I heard, over and over, was that it is time for a change. The world game deserves a world-class governing body - an international federation that is a service organisation and a model of ethics, transparency and good governance.
Blatter has reigned as FIFA president since 1998, on numerous occasions facing opposition for the chair but managing to emerge as victor on each of those occasions.
However, at 78 years of age, his running of world football's governing body has come into question, with Football Association chairman Greg Dyke joining UEFA president Michel Platini in supporting Prince Ali, per Sky Sports:
As a member of the Jordanian royal family, Prince Ali wouldn't be quick to stake his reputation on the line if he were to win the election, undoubtedly eager to maintain a pristine image.
As BBC Sport's report mentions, the newly announced candidate was one of those officials who gave his backing for Michael Garcia's findings regarding the investigation of corruption surrounding the 2018 and 2022 World Cup bids to be made public.
Asian Football Confederation vice-president Prince Ali is joined by Jerome Champagne as the only other official to have raised their name to run against Blatter.

28 de janeiro de 2015

Luis Figo disputará presidência da FIFA / Figo enters fray in battle for FIFA presidency

O português Luis Figo será candidato às próximas eleições da FIFA. O ex-jogador afirmou que tem o apoio necessário para concorrer a presidência da entidade que governa o futebol mundial. A justificativa para o interesse do melhor jogador do mundo em 2001 foi simples: "Eu quero isso porque eu amo o futebol. Me importo com o futebol", declarou em entrevista a rede americana CNN.
Figo revelou que pretende concorrer nas próximas eleições para a presidência da FIFA contra o suíço Joseph Blatter, atual presidente. O ex-jogador considera a imagem atual da FIFA desgastada, e que pretende ouvir mais as federações.
"Me preocupo com o futebol. Não gosto do que vejo em relação à imagem da FIFA - não só agora, mas nos últimos anos", declarou em entrevista realizada na capital espanhola.
"Se você for procurar 'FIFA' na internet a primeira palavra que você vê será 'Escândalo'. Nada positivo. Nós temos que mudar primeiramente, e depois tentar melhorar a imagem do FIFA. O futebol merece muito melhor do que isso"
"Tenho falado com muitas pessoas importantes do futebol - jogadores, dirigentes, presidente das federações - e todos eles pensam que algo deve ser feito logo. Acho que esse é o momento para uma mudança na liderança, transparência e solidariedade"
O ex-jogador admitiu que não é o favorito para as eleições, apesar da repercussão negativa da entidade.
"É claro que por Blatter estar na organização por tanto tempo, desde 1998, ele sim é o favorito de muita gente. Mas o que posso dizer é que esse será um desafio fantástico para que eu tente conseguir pessoas para me apoiarem", frisou Figo, demonstrando a confiança dos tempos de jogador.
"Estive na Copa do Mundo no Brasil e eu vi a reação negativa de todos os torcedores sobre a imagem da FIFA. Acho que algo tem que ser mudado", concluiu Figo.
Figo brilhou com as camisas de Sporting, Barcelona, Real Madrid e Internazionale. O ex-meia é o atual recordista em partida por Portugal e quarto maior goleador. Figo defendeu a seleção portuguesa 127 vezes e marcou 32 gols. O segundo jogador que mais defendeu Portugal é Cristiano Ronaldo, com 118 jogos.
Figo tem até a próxima quinta-feira (29) para formalizar sua participação no próximo pleito.
Parece que agora despertaram e não somente o Figo mais, pelo menos outros 3 ou 4 candidatos estão querendo conquistar pelo menos 4 Federações para terem o direito a concorrer (o que acho praticamente impossível). Mas, o impossível dorme nas mãos inertes daqueles que não tentaram, e como o próprio ex-jogador está falando que já tem este apoio, vamos torcer para que dê tudo certo.
E se fosse possível, eu mesmo iria votar em um desses candidatos, já está mais que na hora de mudarmos este sistema, viciado e retrogrado, além de corrupto.

20 de janeiro de 2015

Francês que quer presidir a FIFA propõe unir Copas do Mundo feminina e masculina.

O francês David Ginola (ex-jogador de futebol),  apresentou uma ideia inusitada no futebol: juntar as Copas do Mundo masculina e feminina em um único torneio que, de acordo com ele, valorizaria o futebol feminino. O ex-jogador tem a intenção de concorrer ao cargo de presidente da FIFA.
"Uma das maneiras de fazer isso diferente é adotar o modelo utilizado nos Jogos Olímpicos, no qual todos os atletas competem num mesmo local em um único país durante um período de tempo", explicou Ginola, que pretende mudar o atual formato, no qual os mundiais são realizados em países diferentes e nunca no mesmo ano.
Ginola acredita que não há igualdade de gênero no futebol e que as medidas serviriam para promover o futebol feminino. "Apesar de jogadoras talentosas, torcedores dedicados e muito interesse pelo esporte, o futebol feminino continua a ser limitado por discriminação financeira.e de atitudes. Na atualidade isso não é nada bom", afirmou.
Para conseguir se candidatar à presidência da FIFA, o francês precisa do apoio de cinco associações de futebol e precisa comprovar envolvimento com o esporte em dois dos últimos cinco anos. O prazo final para as candidaturas é 29 de janeiro.
Acredito que não seria uma má ideia, mais, dificilmente ele conseguirá apoio em cinco  associações de futebol. O sistema é fechado para só entrar na disputa da presidência, quem o ex-apresentar, e isto, acontece aqui no futebol Brasileiro também.

14 de dezembro de 2014

Modesto planeja Santos campeão do mundo: 'Não pode ser diferente'

Eleito presidente do Santos FC., com 1.321 votos e repetindo o feito de seu pai, que teve o mesmo cargo entre 1975 e 1978, Modesto Roma pretende inovar, a começar pelo discurso, sem tom de clichê. Perguntado se ter o cargo máximo do seu clube de coração era um sonho, o jornalista de 62 anos, afirma que não, nunca foi uma possibilidade em sua vida, até o telefone tocar, e Marcelo Teixeira, ex-presidente, começar a falar do outro lado da linha.
Seu amigo pessoal, Teixeira, que dirigiu o Peixe de 1991 até 1993 e depois de 1999 até 2009, foi quem fez o convite para Modesto se lançar candidato, e que não foi aceito prontamente.
- Eu dizia para ele que tinha outras pessoas, que poderiam ser melhores do que eu, mas ele me convenceu que eles não tinham nada a mais que eu, afinal, por que não eu? Consultei minha família e resolvi aceitar - conta logo após o pleito na Vila Belmiro, enquanto os militantes da chapa Santos Gigante o aguardavam para celebrar.
Ciente de quem muitos problemas a resolver, já a partir da próxima segunda-feira, data em que pretende se reunir com Odílio para iniciar o período de transição, Modesto deixa de lado a característica que seu nome lembra e externa um de seus principais objetivos: tornar o Santos campeão do mundo novamente, o que não acontece desde 1963.
- Não pode pensar diferente! Temos que pensar e fazer tudo o que for melhor para o Santos vencer e estar onde merece - afirma em alto som.
Uma de suas primeiras decisões, que já havia sido tomada ainda quando candidato, foi em relação ao seu Comitê de Gestão, que já foi definido meses antes do pleito. Além de César Conforti, seu vice, integrarão a primeira diretoria do Peixe com o novo mandatário: José Renato Quaresma, José Macedo Reis, Jorge Corrêa da Costa, Paulo Roberto Dias, Gastone Righi, Rodrigo Marino e Oswaldo Nico Gonçalves.
Esperemos que agora o Santos seja administrado propriamente e que volte a trilhar seus bons tempos de conquistas e de revelações de novos valores na vila. parabéns.

8 de dezembro de 2014

Vice pede 'fim da sacanagem' no Corinthians: 'Negociações são a Petrobrás do futebol'

Ainda sem treinador para a próxima temporada, o Corinthians agora vive um turbulento momento político, faltando dois meses para as eleições presidenciais. Com pelo menos três candidatos concorrentes para o cargo hoje ocupado por Mario Gobbi, o clima promete esquentar ainda mais nas próximas semanas. Vice-presidente da atual gestão, Luis Paulo Rosenberg deixou a situação ainda mais confusa, na semana passada, quando decidiu anunciar publicamente seu apoio a Antônio Roque Citadini, da oposição.
Infeliz com o momento que vive o clube, tanto dentro quanto fora de campo, o ex-diretor de marketing do mandato de Andrés Sanchez, um dos responsáveis pela contratação de Ronaldo Fenômeno, defende uma urgente alternância de poder no Parque São Jorge, sendo contra o voto para Roberto de Andrade, candidato da situação, quem ele disse que foi "omisso" no tempo que ocupou a diretoria de futebol. 
"Eu estou com medo de que aconteça no Corinthians o que está acontecendo no governo federal. De repente o PT se encastela lá e não tem mais troca. E aí você vê o que acontece quando só os amigos partilham do poder ali. A troca de poder é sempre positiva", disse, em contato com a reportagem.
"Eu gosto muito dele (Roberto) como pessoa física. Fez um trabalho importante no administrativo. Mas foi um diretor de futebol omisso, tudo ficou nas costas do Duílio [Monteiro Alves, ex-diretor adjunto]. Não acho que foi competente e não vejo nele condições de ser presidente do Corinthians. O presidente precisa ter uma legitimidade externa, perante à CBF, e principalmente, perante ao empresariado", completou.
De acordo com Rosenberg, o Corinthians precisa tirar o 'entulho' que tem lá dentro do clube, contratar um técnico por pelo menos cinco anos que possa ajudar a acabar com a 'sacanagem' que existe. Segundo palavras do economista, as negociações de jogadores são a Petrobrás do futebol, que também precisa ser eliminada.
"Todo menino quer jogar no Corinthians. O novo técnico tem de ajudar a construir a base. Com isso, cai a folha salarial, por exemplo, caem os gastos com contratações e, claro, cai a putaria que tem em volta das negociações de jogadores, que é a doença do futebol, a Petrobrás do futebol brasileiro", afirmou o vice do Corinthians.
"A única coisa que parece realmente importante é que venha para ficar cinco anos, que tenha uma estratégia, que faça integração com a base, que limpe a sacanagem, que entenda que ele não está vindo só para treinar um time de futebol. Ele está vindo para liderar uma nação de 30 milhões", prosseguiu.
Luis Paulo Rosenberg ainda falou de outros assuntos, como a renovação do contrato do Guerrero, que ele vê como absurda pelo preço, a influência de Andrés Sanchez no Parque São Jorge, a necessidade de unir a oposição para impor uma derrota para a atual gestão. Veja abaixo, os principais trechos.
Apoio ao Citadini
Eu acho que é uma carreira construída dentro do clube, com dignidade e dedicação. É uma pessoa respeitada e preparada. Ele tem várias qualidades para ocupar o cargo que eu não vejo em outros candidatos.
Ruptura com a situação
Eu me vejo como parte de um grupo que se uniu juntando pessoas para derrubar um ditador e começar um novo momento com transparência e renovação. Com uma governança competente. E eu continuo fiel a esses ideais. Eu acho muito saudável que tenha um novo grupo lá dentro. Eu não acho que o Corinthians se divida entre situação e oposição. A gente tem corintianos e não corintianos. Infelizmente, desde a vitória do Mundial a gente tem visto uma deterioração.
Eu fico muito triste com isso. E eu senti que não tinha condições de governabilidade e por isso eu me afastei. O Corinthians precisa de muito talento nessa hora. Não tem espaço para ambições pessoais. Não é possível que alguém que levou o clube de campeão do mundo para quase série B em um ano tente ser candidato. Não é possível que alguém que foi rechaçado três ou quatro vezes queira também. Vamos procurar quem performou e queira esse desafio. Esse nome é o do Roque Citadini.
Comparação da gestão Dualib com pós-Dualib
É outro momento. O fato de o estatuto do Corinthians permitir eleição já muda o cenário. É um Corinthians mais moderno. Temos que usar o estatuto para garantir a democracia. Eu estou com medo de que aconteça no Corinthians o que está acontecendo no governo federal. De repente o PT se encastela lá e não tem mais troca. E aí você vê o que acontece quando só os amigos partilham do poder ali. A troca de poder é sempre positiva.
Influência do Andrés
169 mil paulistas resolveram esse problema (da influência que o Andrés ainda tem no Corinthians). Ele não sabe o que é ser deputado federal por São Paulo. Ele não vai ter tempo para nada. É isso que torna ainda mais importante a escolha de um presidente mais completo.
Como foi a reação do Andrés e do Mario?
Sempre houve muito respeito entre nós três. Entre eu e o Andrés é muita clara essa separação. Nossa amizade é muito forte. É uma das pessoas com quem tenho mais afinidade lá dentro, um irmão. Mas a postura política é outra. Eu não tenho compromisso com grupos, eu tenho compromisso com a grandeza do Corinthians. Gastei cinco anos da minha vida para construir um novo patamar de qualidade lá dentro e vou continuar apoiando quem fizer isso.
E eu não vou continuar, estou só dando a minha contribuição e vou embora. O clube só precisa de respeito e colaboração. Com o Mario, minha relação sempre foi muito fraternal e muito profissional. Não temos o mesmo estilo de gestão, por isso eu me afastei para que ele ocupasse o espaço de presidente, sem ter um vice a todo momento dando palpites. Já chega ter um ex-presidente para cutucar. Só faltava ter um vice-presidente por baixo também.
Quais foram os principais erros?
É cedo para avaliar. Eu me sinto parte ainda desta gestão, desse processo. A gente pode analisar que houve uma decadência. O debate eleitoral vai ajudar nisso.
O que é a ação entre amigos que tem no Corinthians hoje?
A dominância de um grupo só faz com que as mesmas pessoas façam a mesma coisa sempre. Nem sempre o interesse do clube permanece. Vamos chacoalhar para tirar o entulho e fazer o Corinthians disputar as coisas que merece. Vamos embora. Não dá para ficar fazendo contas se o Corinthians vai pra fase de grupos ou não. Não tem cabimento isso para o Corinthians. Isso aqui é Corinthians.
Na carta, você fala de pessoas que se servem do Corinthians. Quem são esses?
Ao longo das próximas semanas, muitos vão vestir a carapuça e a gente vai ficar sabendo. De forma geral, o importante é que venham pessoas participar da diretoria. Na medida em que a participação é gratuita, já que não é uma empresa, que ela seja feita com amor e empenho. E a pessoa tem que saber que é uma coisa transitória. Não pode criar vínculos eternos lá dentro. Não faça que o Corinthians dependa de alguém. Não pode ser assim. Ou então é melhor transformar numa S.A. e aí sim faz o que quiser com ela.
Na medida em que é um trabalho de sacrifício, com muito prazer ao mesmo tempo, tem de ser transitório. Eu acho isso muito importante. Ou você faz o time virar empresa e trata ele desse jeito, e toma punição nas costas quando deixa de pagar impostos ou fizer algo de errado, quando permitir uma negociação danosa para o clube, por exemplo, ou então tem de ter renovação. Cada um da um pouquinho e muda o tempo todo, sem ter donos no clube. O Corinthians é maior do que isso.
O Corinthians tem dono hoje?
Aparentemente, sim. Faz quatro gestões que nada muda lá dentro. As indicações são feitas tirando do bolso do colete.
Como você vê o Roberto de Andrade?
Eu gosto muito dele como pessoa física, que fez um trabalho importante no administrativo. Mas foi um diretor de futebol omisso, tudo ficou nas costas do Duílio [Monteiro Alves, ex-diretor adjunto]. Não acho que foi competente e não vejo nele condições de ser presidente do Corinthians. O presidente precisa ter uma legitimidade externa, perante à CBF, à federação paulista, e principalmente, perante ao empresariado.
Se você não tem uma diretoria que passa confiança para novos parceiros, não vai dar certo. Uma Perdigão, por exemplo, não vai querer estar lá dentro. O Corinthians tem de crescer. Ele é uma entidade nacional, com uma demanda de zelo e cuidado muito grande. E eu não vejo isso nesse pessoal, de jeito nenhum.
Como o Citadini recebeu o seu apoio?
É interessante. Ao longo dos anos, eu sempre tive uma posição antagônica com o Citadini. Nada pessoal, mas sempre tivemos posições diferentes. Mas eu sempre admirei a forma como ele conduziu tudo isso. É um relacionamento profissional. O que eu fiz foi dar um empurrão. Ele ainda não formalizou. Ele ficou muito contente. Quando isso vem de um adversário tem mais valor do que quando vem de um aliado. E acho que pode ser uma forma de unir todas aquelas pessoas no clube que estão desanimadas, desapontadas e desiludidas. Espero que elas se animem e que essa candidatura sirva como um farol para a renovação do Corinthians.
Muita oposição é ruim?
É muito ruim. Principalmente pelas similaridades. O Ilmar [Schiavenatto, outro candidato] é uma pessoal com quem eu trabalhei e tem muito cuidado com o clube, é de muita credibilidade, muita confiança do quadro associativo. Ele seria um ótimo vice-presidente e ajudaria muito na chapa do Roque. Se o Paulo entendesse o momento político seria um ato de grandeza também, bem capaz, aliás, de vir de uma pessoa como ele. Tem outros cargos grandes no Corinthians para uma pessoa como ele assumir dentro lá dentro. Sua pergunta é muito pertinente. Se os três se unirem, a chance é grande para um Corinthians unido.
Sua próxima carta vai ser para o Ilmar, então?
(Risadas). Chega. Já dei minha posição. Não me mantive omisso. Não vou eu querer ser o padrinho das soluções para o Corinthians.
Impostos atrasados
Na gestão do Mario, minha responsabilidade era maior do que só olhar para o marketing. Eu tinha de cuidar de toda a parte de dinheiro. Eu cheguei, a situação estava difícil, o dinheiro era curto. Dentre os pagamentos que não poderiam ser honrados, a gente tentou fazer que os impostos não estivessem entre eles. Aquele momento de atrasos foi transitório, não faz parte da filosofia do Corinthians.
É muito óbvio que a gente tenha de zelar pela saúde financeira do clube. Quando se fala dos valores da negociação do Guererro, isso não vale nem para um exército inteiro, tampouco para um guerreiro sozinho. Nessa parte de finanças, é importante sempre ter um chato do setor financeiro para falar essas coisas e fazer essas lembranças. Eu tenho certeza que será essa a prioridade do Citani e isso jamais aconteceria na gestão dele.
O Paulo Garcia e o Ilmar falam que o Corinthians está quase quebrado, você enxerga assim?
Está longe de falência. Falência vai para quem tem patrimônio menor que dívidas. Mas ele vai precisar de uma gestão competente para o próximo mandato. A gente precisa de uma gestão responsável, que não saia repatriando qualquer jogador para colocar no Corinthians, sem contratações loucas e, principalmente, que prestigie a base. Todo menino quer jogar no Corinthians.
O Corinthians tem condições de falar: "vem jogar aqui". Eu não quero uma porcentagem, eu quero que o Corinthians tenha de ficar com no mínimo 80% do jogador. Aí sim, avisar o treinador que é filosofia do Corinthians fazer os meninos da base subir. Não adianta vir me pedir para contratar a seleção brasileira. Tem de ajudar a construir a base. Com isso, cai a folha salarial, por exemplo, cai os gastos com contratações e, claro, cai a putaria que tem em volta das negociações de jogadores, que é a doença do futebol, a Petrobrás do futebol brasileiro. Então, esse é o que de principal a gente tem de exigir do próximo treinador e do próximo presidente. O Roque defende isso há muitos anos.
Você acha que a 'Petrobrás' está na base?
Eu acho que está nas negociações de jogadores. Na base e nas contratações de jogadores para o profissional. Na entrada de investidores que caem do céu. De repente, um intermediário está com 30% de um jogador. O que é isso? A vitrine do Corinthians é o patrimônio mais alto que existe no futebol brasileiro. E eu boto um jogador para jogar lá e o Corinthians não fica com nada? Isso tem de mudar. Tem que tirar todo mundo que está lá dentro e colocar gente nova.
Isso faz parte da ação entre amigos que você comentou?
Nada definiria melhor uma ação entre amigos do que isso.
Quem você gostaria de ver como técnico?
Você sabe a minha filosofia. Quem quer que seja será o melhor técnico do mundo. Eu vou torcer por ele. A única coisa que parece realmente importante é que venha para ficar cinco anos, que tenha uma estratégia, que faça integração com a base, que limpe a sacanagem, que entenda que ele não está vindo só para treinar um time de futebol. Ele está vindo para liderar uma nação de 30 milhões.
Relação com torcidas organizadas
Eu acho que a torcida tem de ser respeitada. Ela tem um papel importante. Várias vitórias não teriam acontecido sem a torcida organizada. Mas acho muito importante que fique claro os papeis. Eles não são os donos do Corinthians, eles são clientes preferenciais. Tem de ter o espaço deles e se nesse espaço eles não querem cadeira, não tem problema nenhum. Eu acho justo. Mas eu não dou cobertura para criminoso.
Eu programei o estádio para ter um sistema de identificação para quem está proibido de ir. Tem de separar o joio do trigo. Prestigiar a família no estádio. Sem jamais acobertar criminosos, nem vantagens especiais. E mais, sem permitir que eles se sintam donos do clube, juízes, executores. Uma relação realmente entre duas entidades.
Será que da para acreditar? Somente o tempo pode mostrar.