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7 de fevereiro de 2015

O FUTEBOL BRASILEIRO ESTÁ CAMINHANDO PARA A FALÊNCIA, POR FALTA DE PROFISSIONALIZAÇÃO.


Vou transcrever um comentário que vi tempos atrás e que agora cabe aqui.... E depois farei meu comentário;


Treinador Edson Roberto Vieira Vieira, assim escreveu e irei transcrever aqui, de forma fidedigna:
"COMEÇOU;CLUBES FALINDO;
Um tempo atras escrevi aqui que muitos times fechariam suas atividades se continuasse como estava,sem grana,sim, sem dinheiro,a lei mudou em 1998 e 10% apenas dos times se preparam para a mudança,a tal lei Pelé.
Joguei e trabalhei como treinador no União São João de Araras 3 vezes,faturava antes de 98 entre 7 a 10 milhões de dólares ano, com venda de jogadores ,16,17 anos se passaram e FALIU. Com a mudança da lei os clubes se enfraqueceram e o tempo seria implacável contra eles,antigamente a lei permitia as prefeituras atuarem diretamente nas finanças de vários clubes brasileiros',Mas ai acabou essa ajuda também, e muitos clubes fecharam,os pequenos nem atenção tiveram,mas alguns começam a chamar atenção,União São João e XV De Jau fecharam,Noroeste de Bauru e America de Rio Preto vão lutar, ou lutam pra não seguir o mesmo caminho.
Os times agonizam no BRASIL, o fundo do poço chegou,gravem ai, o FUTEBOL BRASILEIRO VAI ELITIZAR quando falei a uns anos atras que muitos quebrariam fui motivo de chacota,vcs já repararam os preços dos ingressos,na final da copa do brasil o ingresso era 1,000 reais e vendeu tudo, 9 milhões foi a renda.
Se preparem é só o começo, muitos clubes do interior, e até capitais vão fechar as portas,o FUTEBOL VAI SEGUIR O QUE VEM DE CIMA DO PAIS,vamos passar arroxo,começamos com a nossa GASOLINA infelizmente já começamos a sentir no bolso,o que roubaram nós vamos pagar,e nós que trabalhamos no futebol e vcs que amam e torcem por ele vão se entristecer com o que vi-rá.
BOM FINAL DE SEMANA A TODOS JESUS NO CONTROLE."

Este ´(abaixo) é nosso comentário:
O problema residual não é este, mas, sim, a questão de ser profissional em tudo que se faz na vida, e principalmente em um trabalho que gera lucros e sustenta muitas familias. Que é uma indústria de entretenimento, tem que produzir resultados e com isso gerar lucros.
Muitos dos nossos dirigentes, são profissionais em outras áreas, entraram no futebol por paixão e também por interesse, mas, infelizmente, eles não tem tempo e nem podem dedicar-se ao esporte como se dedicam aos seus negócios. Além de não saberem gerir uma empresa que vive de sonhos, de paixões e de fanatismo.
Então, querem tomar conta de tudo, falar na imprensa sobre quem contratou de jogadores, sobre o treinador, conseguir patrocínios, e até fazer campanhas de marketing, então, assobiar, chupar cana, e comer farinha ao mesmo tempo, gera isso, FALÊNCIA.   
Ou se profissionaliza os clubes com um planejamento a curto, médio e longo prazo ou então o destino será este mesmo. E nem ao menos tocamos no quesito da maioria dos clubes brasileiros que inflacionaram o mercado nacional internamente (prometendo salários astronômicos, refletindo o que a Europa paga), esquecendo que lá a moeda tem valor três vezes maior que a nossa.
E no fundo do tacho, ainda tem a questão da falta de honestidade, vendem (transferem os jogadores - que são ativos dos clubes), sem o menor pudor ou consciência, em muitas vezes embolsando parte do dinheiro e na maioria das vezes sem ter conhecimento real do valor dos seus atletas. Vejam que normalmente os atletas transferidos, depois de uma ou duas temporadas la fora, tem seu valor multiplicados várias vezes e os clubes que adquiriram estes atletas, enchem os cofres.
Precisamos entender isso, não foi a Lei Pelé, ou até mesmo, a FIFA com a criação de agentes Credenciados, ou o fatiamento nos Direitos Econômicos que estão levando-os a fecharem sua portas, o que está fazendo isso, é a falta de hombridade (aquela Lei de Gerson), que todos nós aqui no Brasil conhecemos muito bem, e a falta de conhecimento.

1 de novembro de 2014

Com R$ 140 mi emprestados, Nobre não se vê como um 'talão de cheques'

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) aprovou, por unamidade, as contas de setembro, apresentadas pela gestão de Paulo Nobre. O clube teve um déficit de R$ 1,9 milhão no mês, e quase R$ 15 milhões negativos em todo o ano. Para tentar coibir este problema, o presidente vem realizando empréstimos constantes ao clube - agora já são mais de R$ 140 milhões repassados pelo dirigente ao Verdão desde que assumiu o cargo.
A reunião do COF ocorreu na última sexta-feira, e o conselho mês a mês constata um crescimento no valor que o presidente colocou no clube. Sem um patrocionador master desde o início do ano passado, e com as receitas de TV comprometidas por gestões anteriores até o fim do Paulista de 2015, Nobre viu nos empréstimos a chance de tentar diminuir os problemas financeiros do Verdão. Ele, porém, nega ser o "talão de cheques" alviverde.
- Não sou um talão de cheque ambulante, estou tentando trazer ao Palmeiras, o meu clube de coração, a experiência que tive no mercado financeiro e na minha vida profissional. Posso dizer que no Palmeiras saiu mais água do que entrou. Não há mágica, a caixa acaba secando. É preciso ter responsabilidade financeira e criatividade para adquirir outras fontes de receita - analisou, em entrevista à rádio Jovem Pan.
- A grande verdade é que se você somar o dinheiro de 2013 e o de 2014, nós não tivemos o dinheiro de uma gestão inteira. Se eu fosse recorrer a bancos, o clube ficaria com uma dívida impagável. Se eu fosse só completar a receita gasta por gestões anteriores desta forma, o Palmeiras teria de pagar R$ 320 milhões a mais por taxas - analisou.
O Conselho Deliberativo do clube já aprovou o pagamento de cerca de R$ 104 milhões ao atual mandatário. A partir de abril do ano que vem, 10% da renda mensal do clube, independente do valor, será colocada em um fundo destinado à dívida com o candidato à reeleição. Desta forma, considera-se que o valor, acrescido apenas com a correção do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), será quitado entre dez e 15 anos.
Os R$ 40 milhões restantes ainda não estão nesta conta, pois vieram depois da aprovação do projeto, no início de setembro - as contas à época tinham sido apresentadas até julho. Espera-se, porém, que para esta quantia seja feito o mesmo trâmite.
Vejam que brilhante é esta administração, ao invés de criar meios (como por exemplo, um departamento de marketing com conhecimento de futebol e contatos internacionais, este seria o primeiro passo), ele simplesmente "empresta", o dinheiro que o clube em sua gestão necessita (melhor falando, amadora).  Esta é realmente uma "mesmice", sem tamanho, enquanto o presidente pode bancar o clube, se esquecem de ir buscar na fonte (futebol), as receitas necessárias que o clube e seu departamento "profissional", de futebol, precisa.
Então irão me perguntar, mas, como podemos fazer, não temos um patrocinador master? E daí, se precisa é buscar ou melhor falando, criar receitas com ideias inovadoras e olhe que basta olhar em volta, o que temos de ensinamentos e exemplos, não está no gibi. Me perdoem, mas, não consigo acreditar nisto, nesta mesmice e até babaquice, voce se propõe a ser o gestor do clube (presidente), e não tem tempo, não sabe e/ou então não contrata alguém que sabe o caminho e o mais importante, trabalhe profissionalmente com e no futebol, para trazer receitas e tornar viável o futebol de seu clube. 
Tem tantos exemplos que nem vou perder tempo enumerando-os, tantos clubes que tem superavit em suas receitas anuais que fico me perguntando, onde vamos parar com este tipo de gestão "profissional" de nossos clubes e onde vão nos levar. Certamente, que a falência.

11 de janeiro de 2013

DEPORTIVO PEDE PROTEÇÃO CONTRA FALÊNCIA / DEPORTIVO FILES FOR BANKRUPTCY PROTECTION





Deportivo La Coruña tornou-se o mais recente clube espanhol da primeira divisão espanhola a procurar assistência para evitar sair do negócio depois de anunciar na quinta-feira que entrou com pedido de proteção contra falência.

O clube galego ganhou a Primeira Divisão em 2000, mas afirmou que apresentou documentos à Justiça para solicitar que seja autorizada a renegociar suas dívidas pendentes. O mais recente clube a pedir esta providência, é o Deportivo e torna-se o oitavo clube da Primeira Divisão, que quer estar sob a proteção de falência ou ainda pagar as suas dívidas reestruturadas depois de sair desta proteção.

A agência espanhola do imposto de renda, AEAT em novembro moveu-se para confiscar o rendimento de uma série de clubes da Primeira e Segunda Divisão, e o Deportivo supostamente pode ter todas as suas receitas apreendidos. O clube disse no mês passado, dever em torno Euros 34 milhões para as autoridades fiscais, com suas dívidas totais acima dos 100 milhões de euros.

O Deportivo ganhou o direito de voltar para a Primeira Divisão na temporada passada, mas atualmente se encontra classificado na 19 posição na tabela, apenas um ponto acima do último colocado, que é o Osasuna.
Parece-nos que não é um privilégio somente dos clubes brasileiros, estarem mal das pernas e devendo até os cabelos da cabeça. Mas, na Espanha existe uma enorme diferença, lá a Receita Federal vai atrás e confisca os bens da instituição, sem piedade e a própria Federação tira do futebol profissional os clubes que não honram seus compromissos.
Já imaginaram se isto acontecesse no Brasil? Não teríamos certamente o Campeonato da Serie A, e B, porque não se pode fazer o mesmo com meia dúzia de clubes, e olhe que estou sendo generoso.
Fonte: SOCCEREX. Foto: divulgação.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

Deportivo La Coruna has become the latest Spanish Primera (First) Division club to seek assistance to avoid going out of business after announcing on Thursday that it has filed for bankruptcy protection.
The Galician club won the (First) Primera Division as recently as 2000, but has stated it has submitted documents to the courts to request that it be permitted to re-negotiate its outstanding debts. The latest development means, Deportivo becomes the eighth at the First Division club to either be under bankruptcy protection or still be paying off its restructured debts after emerging from protection.
Spanish tax agency AEAT in November moved to confiscate income from a host of First and Second Division clubs, with Deportivo reportedly having all of its revenue seized. The club was last month said to owe around Eur34 million to the tax authorities, with its total debts sitting at above Eur100 million.
Deportivo return back to the First Division last season, but currently sits 19th in the table, just one point above the lasted bottom-placed, Osasuna.

It seems that it is not only a privilege of Brazilian clubs, to be in bad shape and failure to do the payments, they managers should even lost the hairs from the heads. But in Spain there is a huge difference, there, the IRS goes  after and confiscates the goods of the clubs and the Federation itself takes all professional football clubs that do not honor their commitments from the championships tournaments.

Can you imagine if this happened in Brazil? There would certainly Championship Serie A, and B, because you cannot do the championships tournaments with half a dozen clubs, and look, I'm being generous, very generous.

Source: SOCCEREX. Photo: Divulgation.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.