Páginas

Mostrando postagens com marcador Prefeitura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prefeitura. Mostrar todas as postagens

16 de outubro de 2014

Custo de reforma do Engenhão já está em R$ 100 milhões

O custo da reforma do Engenhão, cujo fechamento, desde 26 de março de 2013, torna cada vez mais dramático o calvário financeiro do Botafogo, já chegou a R$ 100 milhões. O valor corresponde a quase um terço do preço da construção do estádio. E a conta, mais uma vez, pode cair no colo do contribuinte. A previsão da prefeitura do Rio para a reabertura do estádio é “fim de novembro”. Mas não há garantia desse prazo.
Apesar de ter afirmado que não pagaria pela reforma da cobertura, que corria risco de cair, a prefeitura ainda pode ser obrigada a arcar com os gastos. Isso porque a recuperação do Engenhão, sede do atletismo nos Jogos de 2016, é alvo de brigas na Justiça.
Numa ação, as empresas responsáveis pela construção e pela reforma trocam acusações sobre a responsabilidade por supostos erros de projeto. Já o Botafogo, arrendatário do estádio, vai buscar ser ressarcido dos prejuízos causados pelo fechamento. A direção do clube diz que vai entrar com processo contra a prefeitura em novembro.
O Engenhão custou R$ 360 milhões e terá preço final, após a obra de agora, de R$ 460 milhões. O valor é bem superior ao que constava do contrato inicial, de R$ 87 milhões. Por enquanto, a reforma é paga pelo Consórcio Engenhão, formado pela Odebrecht e pela OAS. As duas empreiteiras assumiram a construção do estádio depois que o consórcio anterior, liderado pela Delta, abandonou a obra.
Odebrecht e OAS assinaram contrato emergencial para assumir a construção no dia 6 de março de 2007, a três meses da inauguração do estádio. O contrato dizia que possíveis responsabilidades por erros de projeto ou problemas com materiais comprados antes daquela data seriam da “contratante” — ou seja, da prefeitura. Porém, passados os cinco anos de garantia da obra, a prefeitura se recusou a pagar.
No dia 28 junho de 2013, o prefeito Eduardo Paes e o presidente da Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe), Armando Queiroga, assinaram termo de entendimento com os representantes do Consórcio Engenhão, no qual admitiam que os problemas na cobertura tinham sido causados por erros do projeto encomendado pela Delta e suas parceiras. Com isso, eximiram OAS e Odebrecht da responsabilidade pelo pagamento da reforma.
Como as duas empreiteiras continuaram bancando a recuperação estrutural, a prefeitura deu a elas o direito de cobrar na Justiça das empresas que compunham o primeiro consórcio (além da Delta, a Racional e a Recoma). O contrato que isenta a prefeitura de pagamento e dá às empreiteiras o direito de cobrar o valor na Justiça está sob análise do Tribunal de Contas do Município desde dezembro de 2013.
Jogo de empurra
Já corre no Tribunal de Justiça do Rio processo em que OAS e Odebrech cobram da Racional, da Delta e da Recoma a conta de R$ 100 milhões. A Racional obteve liminar para acompanhar o reforço na cobertura e, assim, aferir os gastos. A juíza Adriana Therezinha de Carvalho, que assina a liminar, nomeou um perito para acompanhar as intervenções.
A partir daí, começou um jogo de empurra. A Racional garante que o erro na cobertura não foi de projeto, mas na execução da parte da obra cuja responsabilidade coube à OAS e à Odebrecht. As duas, porém, evocam relatório da empresa alemã SBP, que apontou “risco de colapso da cobertura em ventos superiores a 70km/h”, por suposto “erro de cálculo”, portanto, de projeto. Se o Consórcio Engenhão perder a ação, ou não receber da Racional, da Delta e da Recoma (duas delas, Delta e Recoma, enfrentam dificuldades financeiras), voltará a ter direito de cobrar da prefeitura os R$ 100 milhões da reforma.
Não bastassem as brigas na Justiça, há, no canteiro de obras, rumores de que fundações do Engenhão estariam em más condições e precisariam de reforço. Essa preocupação foi investigada por engenheiros da obra, e não teria sido constatado problema. A prefeitura também negou existir orientação para monitorar qualquer outra estrutura do estádio, além da cobertura.
Segundo a assessoria do prefeito, depois da reforma da cobertura, as únicas intervenções programadas são a instalação de 15 mil lugares para as Olimpíadas de 2016 e a troca da pista de atletismo. É provável que o estádio não precise ser fechado novamente para isso.
Enquanto isso, o torcedor do Botafogo, que sofre com as crises no campo e na política interna do clube, segue sem seu estádio. Na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, o time volta a campo domingo, para receber o Sport, às 18h30m. Desta vez, nem no Maracanã será. Para evitar penhoras na renda pelos credores, o jogo será em Volta Redonda.

15 de outubro de 2012

MARACANÃ, O GIGANTE ADORMECIDO DE 5.500 FUNCIONÁRIOS E QUE FUNCIONA 24 HORAS / MARACANÃ, THE SLEEPING GIANT OF 5.500 EMPLOYEES AND OPERATES 24 HOURS.



Fechado para as reformas da Copa do Mundo de 2014, o Maracanã é um gigante (só parcialmente) adormecido. Todos os dias, 5.500 pessoas, entre operários e administradores, se locomovem no complexo: um fluxo que funciona 24 horas, com uma cuidadosa autonomia.

Segundo estimativas do IBGE de 2011, 1.473 cidades do Brasil possuem menos habitantes que o Maracanã, hoje, a cinco meses do final das obras para a Copa das Confederações. Às sete da manhã, chegam os funcionários do primeiro expediente. Batem cartão, comem o café da manhã; às 18h, após lanche e almoço, batem cartão de novo e recebem os plantonistas, que só deixam o local às 5h da manhã seguinte - quando o ciclo recomeça.

- Servimos, em média, sete mil refeições diariamente no Maracanã. São quatro refeições, e há controle de cada etapa da produção da comida, desde a chegada dos caminhões - explica a nutricionista Jeruza Campos, responsável pelo refeitório.

Para além da alimentação, o Maracanã é funcional. Comporta uma escola de alfabetização para os operários, uma sala de lazer com carteado, totó e TV, um centro de reciclagem, um centro médico e até um gerador elétrico, para garantir o ritmo das obras.

Os escritórios da administração da obra - do consórcio responsável pela reforma - funcionam como uma prefeitura: é onde os funcionários reclamam e se informam; é onde, ainda, há a cartilha com as normas de segurança, a programação da semana - de palestras - e as dicas para evitar, por exemplo, o mosquito da dengue.

- Para chegar na hora, costumo acordar às 4h30m, 5h. De manhã, é rápido chegar. O problema é a volta: saindo às 18h, chego em casa, em Várzea das Moças (Niterói), às vezes às 21h. É jantar, beijar as filhas e dormir - diz o operador de empilhadeira Ronaldo Carvalho.

No apertado cronograma da obra, orçada em R$ 859 milhões, não há espaço para falhas. Os habitantes do Maracanã andam em linha reta por corredores sinalizados - cada setor com as suas minúcias: de vermelho, andam os eletricistas; de azul, pedreiros. Na folga da hora do almoço, uma fila se forma na sombra para cochilar antes da volta ao batente. Pela manhã (sempre no horário), os religiosos fazem círculo e rezam. E a única lacuna que liga o Maior do Mundo ao resto do Rio, além do portão, é o adeus: não há alojamentos no canteiro de obras.

- Às vezes, quando os caras saem, se reúnem para beber uma cerveja na feira (de São Cristóvão, reduto de nordestinos no Rio) - revela Leandro Soares, de 22 anos, que ostenta orgulhoso um capacete amarelo em referência ao Complexo do Alemão, a casa durante a noite. Até porque, ninguém é de ferro.

Flamengo absoluto no canteiro

Na demografia do Maracanã, o Flamengo é absoluto: o consórcio estima que 95% dos funcionários sejam rubro-negros, mas o Campeonato Brasileiro se vê representado por inteiro entre os pilares de concreto: operários paulistas, mineiros, gaúchos e nordestinos - que compõem a imensa maioria. Pipocam camisas de clubes como Cruzeiro, Corinthians, Bahia e Fortaleza, Sport Recife e Santa Cruz.

Começaram as obras em cima da hora, então foram forçados a trabalhar desta forma. Enquanto isto no Qatar e na Rússia, eles já estão começando a construir suas Arenas e as obras de entorno e de acessibilidade com tempo hábil para gastar somente a metade dos valores gastos nas construções em nosso País.

Este é o nosso País, um gigante adormecido em “berço esplêndido”, pois dinheiro não falta, falta planejamento profissional e transparência nos negócios.

Fonte: Linkedin, Ricardo Gomes. Foto: divulgação.
Comentário Final: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

Closed for the reforms of the 2014 World Cup, Maracana is a giant (only partly) asleep. Every day, 5,500 people, including workers and managers, they move in the complex: a stream that runs 24 hours, with careful autonomy.

According to IBGE estimates from 2011, 1473 cities in Brazil have fewer inhabitants than Maracanã today to five months of the end of the works for the Confederations Cup. At seven in the morning, get the first-time employees. Beat card, eat breakfast; 18h after snack and lunch, hit card and receive new physicians, who only leave the place at 5am the next morning - when the cycle begins again.

- Serve on average, seven thousand meals daily at the Maracanã stadium. Four meals, and no control of every stage of food production, from the arrival of trucks - explains nutritionist Jeruza Campos, head of the cafeteria.

Apart from food, the Maracana is functional. Holds a literacy school for the workers, a recreation room with card games and others games, and TV geek, a recycling center, a medical center and even an electric generator to ensure the pace of construction.

The administration offices of the work - the consortium responsible for reform - function as a city: it is where employees complain and inform, which is still there with the playbook safety standards, the schedule of the week - lectures - and tips to avoid, for example, the dengue mosquito.

- To be on time, I usually wake up at 4:30, 5h. In the morning, is fast arriving. The problem is the back, leaving at 18h, get home in Lowland Young Women (Niterói), sometimes to 21pm. Its dinner, bed and kissing his daughters - says the forklift operator Ronaldo Carvalho.

In the tight construction schedule, budgeted at Reais $ 859 million, there is no room for failure. The inhabitants of the Maracana stadium walk straight through corridors flagged - each sector with its minutiae: red, walking electricians, blue, bricklayers. At the lunch break, a queue forms to doze in the shade before the stop back. In the morning (always on time), the religious make circle and pray. And the only gap that connects the rest of the World's Largest River, beyond the gate, its goodbye: no accommodation at the jobsite.

- Sometimes, when guys go out, get together for a beer at the fair (São Cristovão at northeastern stronghold in Rio) - reveals Leandro Soares, 22, proud bearing a yellow helmet in reference to the Alemão Complex, his house overnight. Because, no one is made from iron.

Flamengo absolute in bed

Demographics Maracanã, Flamengo is absolute: the consortium estimates that 95% of employees are Rossoneri but the Brazilian Championship sees represented by integer between concrete pillars: paulistas workers, miners, gauchos and Northeastern - that make up the overwhelming majority. Backfire shirts as clubs Cruzeiro, Corinthians, Bahia and Fortaleza, Recife Sport and Santa Cruz.

Began construction in the nick of time, and then were forced to work in this way. Meanwhile in Qatar and Russia, they are already starting to build their works of Arenas and surroundings and accessibility with enough time to spend only half the amount spent in construction in our country

This is our country, a sleeping giant in "splendor" because money does not lack, lack professional planning and transparency in business.

Source: Linkedin, Ricardo Gomes. Photo: publicity.
Final Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Roberto Queiroz Junior.

9 de maio de 2011

Start of construction of the stadium for Corinthians slows again/Início das obras do estádio do Corinthians atrasa novamente.


O vice-presidente de marketing corintiano, no entanto, tranquiliza e diz que tudo estará pronto para receber a abertura em 2014.

Programadas para começar em maio, as obras no estádio do Corinthians têm nova alteração no calendário e só terão início em junho. O vice-presidente de marketing do clube, Luis Paulo Rosemberg, no entanto, demonstrou tranquilidade ao comunicar o novo atraso no cronograma e garantiu que o estádio estará pronto para receber a Copa do Mundo de 2014.

"Estamos em busca do melhor acerto financeiro. De resto não há nada que impeça. O estádio sai para a Copa, e não para a Copa das Confederações. Não passa de junho. Caiu um temporal semana passada. Começando em junho, é obra para 28, 30, 31 meses. Não tem problema, a gente termina isso serenamente", declarou o dirigente, nesta quinta-feira, no CT Joaquim Grava.

Outra questão que ainda não está resolvida e pode estar atrasando o início das obras em Itaquera é a definição do financiamento do estádio. O Corinthians ainda busca as melhores maneiras de garantir os R$700 milhões necessários para erguer o "Fielzão" e Rosemberg garante que não haverá dinheiro público envolvido na construção.

"Tem gente que fala que é pegar dinheiro da prefeitura e colocar no estádio. O BNDES não está botando nada aqui, está emprestando com garantias totais. Estamos ultimando um modelo de financiamento e estamos muito perto de equacionar. Já temos uma via, mas achamos que podemos ter outra. Vamos fazer isso (iniciar as obras) quando estiver tudo muito bem equacionado, não estou operando em ritmo de UTI", disse o vice-presidente de marketing corintiano.

Um impasse que também estaria dificultando o início das obras do estádio corintiano seria a liberação do terreno pela Prefeitura. No entanto, nesta semana, o Corinthians assinou um acordo com o Ministério Público e com a prefeitura de São Paulo se comprometendo a investir R$12 milhões no desenvolvimento social da região de Itaquera para conseguir a liberação do terreno. Rosemberg garante que esse não é mais um problema para o Corinthians reiterou que o início da construção do estádio depende apenas do clube e da empresa Odebrecht.

"Era uma questão de vida ou morte. Não colocaria um trator lá enquanto não tivesse uma decisão favorável. Isso passou. Agora quem controla o começo da obra é realmente Corinthians e Odebrecht", completou.

Estamos acostumados a ouvir isto diuturnamente no Brasil, e no futebol quando os dirigentes vêm a publico e falam “SIM”, pode escrever como “NÃO”. Espero está errado.

Fonte: ESPN.COM Foto: lancenet.com.br.

Comentário e Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.

The vice president of marketing Corinthians, however, reassuring and says everything will be ready for opening in 2014.

Slated to begin in May, works in the new stadium for Corinthians are on the calendar and will only start in June. The vice president of marketing for the club, Luis Paulo Rosemberg, however, has shown calm in communicating the new schedule delay and assured that the stadium will be ready for the World Cup 2014.

"We are in search of better financial settlement. Moreover there is nothing between. The stadium is ready for the Cup of 2014, not to the Confederations Cup. It's only June. Fell a storm last week. So the work starting in June, is to work 28, 30, 31 months. No problem, we end this peacefully, "said the officer, on Thursday, at CT Joaquim Grava.

Another issue that has not been resolved and may be delaying the start of construction in Itaquera is the definition of financing of the stadium. The Corinthians also find better ways of ensuring the $ 700 million needed to build the "Fielzão” and Rosenberg ensures that no public money involved in the building.

"Some people say that is taking money from city hall and put in the stadium. BNDES is not putting anything here, is lending with total guarantees. We are finalizing a funding model and we are very close to solve. We have a track, but we can have another. Let's do it (start work) when everything worked out very well, I'm not operating at rate of Emergency in UTI, "said vice president of marketing Corinthians.

An impasse that would also be hindering the start of construction of the stadium would be releasing the Corinthian land by the city. However, this week, Corinthians signed an agreement with prosecutors and the mayor of Sao Paulo pledging to invest $ 12 million in social development in the region of Itaquera to obtain release of the land. Rosenberg ensures that this is no longer a problem for the Corinthians reiterated that the start of construction of the stadium only depend on the club and the company Odebrecht.

"It was a matter of life or death. Do not put a tractor there until he had a favorable decision. That happened. Now who controls the start of the work is really Corinthians and Odebrecht," he added.

We are accustomed to hear it day and night in Brazil, and in football when the leaders come to the public and say "YES", write "NO". I hope this be my mistake.

Source: ESPN> COM Photo: lancenet.com.br.
Commentary and Translation: Roberto Queiroz de Andrade.