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11 de março de 2015

Veja documento que mostra desperdício de R$ 147 milhões na Arena Corinthians

Com o custo inicial de R$ 820 milhões, o Corinthians vai finalizar as obras do estádio pelo valor final de R$ 985 milhões (sem contar os juros e as estruturas complementares usadas para a Copa do Mundo), ao menos até agora. Apesar de ter sido acordado com preço fixo, no qual tudo estava incluído, a Odebrecht cobrou no meio da construção contratos adicionais, que cobrissem gastos teoricamente não estabelecidos no projeto original.
Uma auditoria, no entanto, mostra que não era necessário gastar tanto em Itaquera, como havia mostrado a revista Exame, no ano passado. 
A reportagem do ESPN.com.br teve acesso ao relatório da Tessler Engenharia, empresa contratada pelo próprio clube alvinegro no final de 2013 para fazer uma análise da situação, avaliando se de fato seria necessária a assinatura de novos termos. O resultado do trabalho, contudo, nunca foi levado em conta. 
De acordo com a consultoria, os R$ 820 milhões seriam suficientes para que a arena ficasse pronta exatamente da maneira que ela fora projetada.
"A documentação apresentada pela construtora não tem consistência suficiente para justificar um acréscimo nos custos de vendas orçamentárias e, por consequência, uma necessidade de aditamento do contrato para cobrir tal acréscimo. Pelo contrário, foi possível observar que ainda haveria valor disponível para aquisição de novos itens", considerou a Tessler, em relatório, como é possível verificar nas imagens ao final desta página.
Levando em conta um ou outro debate entre as partes, a empresa de engenharia avaliou que no máximo R$ 18 milhões a mais poderiam ser cobrados pela construtora, o que levaria a conta do "desperdício" para R$ 147 milhões. Mesmo com a conclusão em mãos, a diretoria corintiana decidiu acordar, cinco meses depois, um novo combinado, para que as obras não ficassem paradas. 
Naquele momento, ao final de 2013, a Odebrecht argumentava que não havia mais dinheiro, que todos os recursos tinham sido gastos e que era preciso mais para a finalização das obras. Chegou, aliás, como mostra a Tessler, a sugerir cortes no escopo para que o custo final da obra permanecesse em patamar inferior aos cenários apresentados.
Entre os valores cobrados a mais estavam impostos, mudanças na cobertura do estádio, certificado de sustentabilidade, alterações arquitetônicas, entre outros. De acordo com a auditoria, porém, esses gastos já estavam contemplados no contrato original, de R$ 820 milhões (como é possível ver abaixo).
Procurado, o Corinthians não respondeu às perguntas das reportagem. A Odebrecht, por sua vez, afirmou que desconhece a auditoria e que a obra inteira foi realizada com confiança mútua entre as partes. A Tessler diz que não pode comentar por cláusulas de confidencialidade do contrato.
Muito cômodo esta clausula de confiabilidade, e assim vamos indo, sem transparência e sem verdades. E o País cada dia que passa perde sua credibilidade e sua condição de futura potência (só se for de propinas e desvios), nisto sim, estamos ganhando de goleada.

16 de outubro de 2014

Custo de reforma do Engenhão já está em R$ 100 milhões

O custo da reforma do Engenhão, cujo fechamento, desde 26 de março de 2013, torna cada vez mais dramático o calvário financeiro do Botafogo, já chegou a R$ 100 milhões. O valor corresponde a quase um terço do preço da construção do estádio. E a conta, mais uma vez, pode cair no colo do contribuinte. A previsão da prefeitura do Rio para a reabertura do estádio é “fim de novembro”. Mas não há garantia desse prazo.
Apesar de ter afirmado que não pagaria pela reforma da cobertura, que corria risco de cair, a prefeitura ainda pode ser obrigada a arcar com os gastos. Isso porque a recuperação do Engenhão, sede do atletismo nos Jogos de 2016, é alvo de brigas na Justiça.
Numa ação, as empresas responsáveis pela construção e pela reforma trocam acusações sobre a responsabilidade por supostos erros de projeto. Já o Botafogo, arrendatário do estádio, vai buscar ser ressarcido dos prejuízos causados pelo fechamento. A direção do clube diz que vai entrar com processo contra a prefeitura em novembro.
O Engenhão custou R$ 360 milhões e terá preço final, após a obra de agora, de R$ 460 milhões. O valor é bem superior ao que constava do contrato inicial, de R$ 87 milhões. Por enquanto, a reforma é paga pelo Consórcio Engenhão, formado pela Odebrecht e pela OAS. As duas empreiteiras assumiram a construção do estádio depois que o consórcio anterior, liderado pela Delta, abandonou a obra.
Odebrecht e OAS assinaram contrato emergencial para assumir a construção no dia 6 de março de 2007, a três meses da inauguração do estádio. O contrato dizia que possíveis responsabilidades por erros de projeto ou problemas com materiais comprados antes daquela data seriam da “contratante” — ou seja, da prefeitura. Porém, passados os cinco anos de garantia da obra, a prefeitura se recusou a pagar.
No dia 28 junho de 2013, o prefeito Eduardo Paes e o presidente da Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe), Armando Queiroga, assinaram termo de entendimento com os representantes do Consórcio Engenhão, no qual admitiam que os problemas na cobertura tinham sido causados por erros do projeto encomendado pela Delta e suas parceiras. Com isso, eximiram OAS e Odebrecht da responsabilidade pelo pagamento da reforma.
Como as duas empreiteiras continuaram bancando a recuperação estrutural, a prefeitura deu a elas o direito de cobrar na Justiça das empresas que compunham o primeiro consórcio (além da Delta, a Racional e a Recoma). O contrato que isenta a prefeitura de pagamento e dá às empreiteiras o direito de cobrar o valor na Justiça está sob análise do Tribunal de Contas do Município desde dezembro de 2013.
Jogo de empurra
Já corre no Tribunal de Justiça do Rio processo em que OAS e Odebrech cobram da Racional, da Delta e da Recoma a conta de R$ 100 milhões. A Racional obteve liminar para acompanhar o reforço na cobertura e, assim, aferir os gastos. A juíza Adriana Therezinha de Carvalho, que assina a liminar, nomeou um perito para acompanhar as intervenções.
A partir daí, começou um jogo de empurra. A Racional garante que o erro na cobertura não foi de projeto, mas na execução da parte da obra cuja responsabilidade coube à OAS e à Odebrecht. As duas, porém, evocam relatório da empresa alemã SBP, que apontou “risco de colapso da cobertura em ventos superiores a 70km/h”, por suposto “erro de cálculo”, portanto, de projeto. Se o Consórcio Engenhão perder a ação, ou não receber da Racional, da Delta e da Recoma (duas delas, Delta e Recoma, enfrentam dificuldades financeiras), voltará a ter direito de cobrar da prefeitura os R$ 100 milhões da reforma.
Não bastassem as brigas na Justiça, há, no canteiro de obras, rumores de que fundações do Engenhão estariam em más condições e precisariam de reforço. Essa preocupação foi investigada por engenheiros da obra, e não teria sido constatado problema. A prefeitura também negou existir orientação para monitorar qualquer outra estrutura do estádio, além da cobertura.
Segundo a assessoria do prefeito, depois da reforma da cobertura, as únicas intervenções programadas são a instalação de 15 mil lugares para as Olimpíadas de 2016 e a troca da pista de atletismo. É provável que o estádio não precise ser fechado novamente para isso.
Enquanto isso, o torcedor do Botafogo, que sofre com as crises no campo e na política interna do clube, segue sem seu estádio. Na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, o time volta a campo domingo, para receber o Sport, às 18h30m. Desta vez, nem no Maracanã será. Para evitar penhoras na renda pelos credores, o jogo será em Volta Redonda.

1 de novembro de 2012

A DOIS ANOS DA COPA DO MUNDO, O BRASIL FALHA NA TRANSPARÊNCIA DOS CUSTOS / TWO YEARS FROM THE WORLD CUP, BRAZIL FAILS IN THE TRANSPARENCY OF THE COSTS


Quando o Brasil conquistou o direito de realizar a Copa do Mundo de 2014, autoridades prometeram que seria o melhor e mais transparente torneio já realizado, e que nenhum centavo do dinheiro do contribuinte seria destinado a obras em estádios e infraestrutura.

Hoje, a menos de dois anos do jogo inaugural, essas afirmações parecem contestáveis.

Organizadores criaram sites nos quais o público pode monitorar o ritmo das obras e os gastos, um exercício de transparência que as autoridades dizem ser inédito no Brasil.
Mas críticos dizem que a informação costuma ser contraditória ou desatualizada. O custo dos estádios e dos projetos para os transportes públicos disparou, e as autoridades ainda não divulgaram o orçamento para áreas importantes, como telecomunicações e policiamento.

O governo se gabou de que monitorar os gastos seria "tão fácil que qualquer cidadão poderia se sentar no seu sofá e ver onde o dinheiro estava sendo empregado", disse Gil Castello Branco, secretário-geral da organização não governamental Contas Abertas, que monitora gastos públicos. "Mas não importa se você está no sofá, na cozinha ou no escritório, ninguém sabe quanto isso está custando", acrescentou.

Os estouros orçamentários são comuns em nações que se preparam para realizar eventos como Copas e Olimpíadas. Mas alguns dizem que as questões de transparência e responsabilidade são particularmente preocupantes no Brasil, que tem um longo histórico de corrupção e mau planejamento.

"A Copa do Mundo reflete o estado do país onde ela acontece", disse Christopher Gaffney, professor norte-americano de arquitetura e urbanismo que vive no Rio e estuda os preparativos brasileiros para os grandes eventos. "E o governo brasileiro não tem um histórico forte de transparência."

Além da Copa, o Brasil vai realizar também a Olimpíada de 2016, no Rio.

O custo dos estádios e da infraestrutura de transportes para a Copa está oficialmente estimado em R$ 27,1 bilhões, quase metade dos quais no setor de transportes. A maior parte do restante será dividido em partes quase iguais entre estádios e aeroportos, que precisam desesperadamente de modernização.

A maior parte do dinheiro vem dos cofres públicos, e três sites diferentes monitoram as obras e gastos. Um é mantido pelo Ministério do Esporte, o outro pelo Senado, e um terceiro pela Controladoria Geral da União (CGU). O Tribunal de Contas da União (TCU) também divulga relatórios periódicos.

O problema, segundo os críticos, é que os sites não são confiáveis. "A informação que recebemos é incompleta, contraditória e atrasada", disse Castello Branco. "E frequentemente enganadora."

A comunicação poderia melhorar

Os dados sobre estádios, por exemplo, diferem de um site para outro. O site do Ministério do Esporte diz que a Arena da Amazônia, em Manaus, vai custar R$ 532,2 milhões; o site do CGU fala em R$ 515 milhões; no do Senado, a cifra é de R$ 505 milhões.

O site do Senado diz que o Maracanã, no Rio, terá capacidade para 79.378 pessoas; o Ministério do Esporte arredonda para 79 mil; o da CGU não cita esse dado.

Em outros casos, a informação parece deliberadamente opaca.

O site do Ministério do Esporte diz que o estádio de Itaquera, em São Paulo, terá 65 mil lugares e custará R$ 820 milhões. O preço, no entanto, é para um estádio de 48 mil lugares.

Os quase 20 mil assentos adicionais serão temporários. O governo paulista vai bancar a instalação e remoção, mas, passado mais de um ano da assinatura do contrato para isso, ainda não revelou o custo.

O governo estadual disse que está "estudando várias formas de resolver a questão", mas não indicou nenhum funcionário para dar entrevista. "A comunicação poderia melhorar", disse Luis Fernandes, secretário-executivo do Ministério do Esporte. Apesar disso, ele defendeu os esforços de transparência do governo federal, e disse que o ministério se baseia em dados das construtoras, prefeituras e governos estaduais para se manter informado - e também para informar o público.

Confusão em Recife

Um caso notável é o da Arena Pernambuco. O estádio, próximo a Recife, deveria originalmente custar US$ 532 milhões e ficar pronto seis meses antes da Copa.

Mas as autoridades decidiram construir o estádio de 46 mil lugares em 26 meses, em vez de 36, para poder receber também a Copa das Confederações, em junho de 2013, evento preparatório para a Copa.

Um ano se passou desde essa decisão, e as autoridades ainda não disseram qual será o acréscimo no preço por causa da aceleração nas obras. "Se houver um aumento no custo da obra, será imediatamente comunicado e colocado online no site da transparência", disse Fernandes. A construtora Odebrecht, responsável pelo estádio, admitiu que o custo vai subir, mas não entrou em detalhes sobre cifras.

"Não posso dizer o quanto", disse Marcus Lessa, diretor-gerente da Arena Pernambuco, consórcio comandado pela Odebrecht. "Mas não é por falta de transparência, os custos serão auditados."

Fernandes alertou que apenas alterações superiores a 20% do custo total são imediatamente registradas nos sites de transparência. Seria demorado demais atualizar cada pequena correção em todos os projetos, segundo ele. Funcionários da CGU admitiram que alguns dados estão desatualizados ou contraditórios, e disseram estar discutindo uma forma de agilizar o sistema, que funcionaria como uma central de informações relacionadas à transparência na Copa do Mundo.

Pelo sistema proposto, a CGU receberia de Estados e prefeituras dados sobre os gastos e o avanço das obras, e os transmitiria para ministérios e agências governamentais. Assim, os diferentes sites teriam todos a mesma informação, e haveria menor custo para governos estaduais e municipais, que hoje precisam se reportar várias vezes por mês a diversas instituições.

"Além de tornar essa informação disponível no nosso portal, vamos colocar em um banco de dados, e qualquer um poderá acessar", disse Fabio Santana, que assessora a CGU em questões de transparência.

Independentemente das discrepâncias, as autoridades se dizem satisfeitas com os sites e com o avanço que eles representam. A mera introdução desses sistemas numa nação conhecida pela falta de fiscalização nos gastos públicos já representa uma mudança para melhor, segundo Fernandes.

"É um passo positivo para a frente, e eu diria até que é um dos legados da Copa do Mundo."
Eu nunca acreditei que teríamos isto, "transparência", até porque no Brasil politico é tratado como Deus, quando é eleito e pode fazer o que quiser, e enquanto isto não mudar, enquanto o povo não tiver consciência de quem é dono do poder e que ele não passa de um funcionário publico, teremos sim, que conviver entre o céu e o inferno.
Estive conversando com um engenheiro sobre os custos das Arenas e principalmente desta em nossa cidade. E pensava que se acelerando a obra, os custos iriam naturalmente aumentar, mas a explicação que ouvi foi justamente o contrário, que os custos diminuiriam.
Então me reservo o direito de não comentar sobre uma coisa que não tenho certeza, certa (como falam em Brasilia, Urgência, Urgentissima) rsrsrsrsrs.
Por ESPN.com.br com Agência Reuters, Foto: Divulgação.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

When Brazil won the right to hold the World Cup in 2014, authorities promised they would be the most transparent and at the best tournament ever held, and that not a penny of taxpayer money would be used to work on stadiums and infrastructure.

Today, less than two years of the opening match, these statements seem questionable.

Organizers have created websites where the public can monitor the pace of work and expense, an exercise in transparency that authorities say is unheard of in Brazil.

But critics say the information is often contradictory or outdated. The cost of the projects for stadiums and public transport went off, and authorities have not released the budget for important areas such as telecommunications and policing.

The government boasted that track spending would be "so easy that any citizen could sit on your couch and see where the money was being used," said Gil Castello Branco, secretary general of the Open Accounts website, which monitors spending public. "But no matter if you're on the couch, in the kitchen or in the office, nobody knows how much it is costing," he added.

The budget overruns are common in nations that are preparing to hold events such as World Cups and Olympics. But some say that the issues of transparency and accountability are of particular concern in Brazil, which has a long history of corruption and poor planning.

"The World Cup reflects the state of the country where it happens," said Christopher Gaffney, American professor of architecture and urbanism who lives in Rio and Brazilian studies the preparations for the big event. "The Brazilian government does not have a strong history of transparency."

Besides the World Cup, Brazil will also hold the 2016 Olympics in Rio

The cost of stadiums and transport infrastructure for the World Cup is officially estimated at R $ 27.1 billion, almost half of them in the transportation sector. Most of the remainder is split almost equally between stadiums and airports, in desperate need of modernization.

Most of the money comes from public coffers, and three different sites and monitor the works spending. One is maintained by the Ministry of Sports, the other by the Senate, and a third by the Comptroller General of the Union (CGU). The Court of Audit (TCU) also publishes periodic reports.

The problem, according to critics, is that the sites are not reliable. "The information we receive is incomplete, contradictory and backward," says Castello Branco. "And often misleading”.

Communication could improve…..

Data on stadiums, for example, differ from one site to another. The website of the Ministry of Sport Arena says the Amazon in Manaus, will cost R $ 532.2 million; CGU's site talks about R $ 515 million, in the Senate, the figure is R $ 505 million.

The website of the Senate says the Maracana stadium in Rio, will have capacity for 79,378 people, the Ministry of Sport rounds up to 79 000, the CGU does not mention this fact.

In other cases, the information deliberately appears opaque.

The website of the Ministry of Sports says the Itaquera stadium in Sao Paulo, will have 65,000 seats and will cost R $ 820 million. The cost, however, is for a stadium seats 48 000.

The nearly 20 000 additional seats will be temporary. The state government will fund the installation and removal, but after over a year of signing the contract for this, have not revealed the cost.

The state government said it is "studying various ways to resolve the issue," but did not indicate any employee to give an interview. "Communication could improve," said Luis Fernandes, executive secretary of the Ministry of Sports. Nevertheless, he defended the transparency efforts of the federal government, and said that the ministry is based on data from contractors, state and local governments to keep informed - and also to inform the public.

Confusion in Recife.

One notable case is that of Pernambuco Arena. The stadium, near Recife, originally supposed to cost R $ 532 million and be ready six months before the World Cup.

But the authorities decided to build the stadium of 46,000 seats in 26 months instead of 36, to receive also the Confederations Cup in June of 2013, preparatory event for the World Cup.

A year has passed since that decision, and authorities have not said what will be the increase in price because of the acceleration in the works. "If there is an increase in the cost of the work will be reported immediately and placed online on the website of transparency," said Fernandes. The construction company Odebrecht, responsible for the stadium, admitted that the cost will go up, but did not elaborate on figures.

"I cannot say how much," said Marcus Lessa, managing director of Arena Pernambuco, a consortium led by Odebrecht. "But it's not for lack of transparency, the costs will be audited."

Fernandes warned that only changes greater than 20% of the total cost are immediately recorded on the websites of transparency. It would be too time consuming to update each small correction in all the projects, he said. GTU officials admitted that some data are outdated or contradictory, and said they were discussing a way to streamline the system, which would act as a clearinghouse of information related to transparency at the World Cup.

For the proposed system, the CGU of states and municipalities receive data on expenditures and progress of the work, and to convey the government ministries and agencies. Thus, all the different sites have the same information, and there would be less cost to state and local governments, which now need to report several times a month at various institutions.

"In addition to making this information available on our website, we put in a database, and anyone can access," said Fabio Santana, who advises the CGU on transparency issues.

Regardless of the discrepancies, authorities say they are satisfied with the site and with the progress they represent. The mere introduction of these systems into a nation known for its lack of oversight in public spending already represents a change for the better, according to Fernandes.

"It is a positive step forward, and I would even say that it is one of the legacies of the World Cup."

I would have never believed this, "transparency", because in Brazil politician is treated like God, when is elected and can do what they want, and while this does not change, while the people are not aware of who owns the power and the politicians are nothing more than a public official, we still have to live between heaven and hell.

I was talking to an engineer about the costs of Arenas in our city. And I thought that accelerating the work, the costs would naturally increase, but the explanation I heard was just the opposite, that costs would decrease.

So I reserve the right not to comment on something that I'm not sure, for sure….like some politicians such as speaking in Brasilia, Urgency, Urgentissima, means, most urgency rsrsrsrsrs.

By ESPN.com.br with Reuters, Photo: Disclosure.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.

31 de agosto de 2012

JEROME VALCKE PÕE EM DÚVIDAS PERNAMBUCO NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES / JÉROME VALCKE IN DOUBT ABOUT PERNAMBUCO IN THE CONFEDERATIONS CUP



Depois das visitas às Arenas em construção o secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, deixa em suas palavras certa preocupação com o andamento das obras na Arena Pernambuco. E coloca que somente no final de Outubro deverá ser dada a última palavra. 

Tudo, ainda, depende do trabalho que será feito pela Odebrecht até a data final.

Ainda reitera que precisa ver como estão os trabalhos neste mês já que a entidade tem que colocar os ingressos à venda e precisa de certeza absoluta.

Pois é, eu também me preocuparia com o andamento das obras de acessibilidade da cidade, do entorno, dos hotéis, enfim, de toda a logística necessária para o evento. 

Saudações.

Fonte: Roberto Queiroz. Foto: Divulgação: Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

After a visit the FIFA Secretary, Jérôme Valcke, lefted some concern about the progress of the Arena Pernambuco. And that will only see the situation in late October when should be given the last word. 

Everything depends of the works done by the constructor Odebrecht.

And says that need to see how are the constructions around the city, since FIFA have to put the tickets on sale and needs absolute certainty.

Yeah, I also worry about the construction progress of accessibility, hotels, subway, and all the necessary logistics for the event. 

Greetings.

Source: Roberto Queiroz. Photo: Disclosure: Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.

17 de maio de 2011

Construction cost of Itaquerão, made Corinthians think of giving up the opening-report; Brasilia is Favorite/Custo do Itaquerão faz Corinthians pensar


Exigências da FIFA estariam irritando a diretoria do clube paulista, que cogita retomar o projeto inicial e abrir mão do jogo inaugural da Copa

Indicado como provável palco da partida de abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o futuro estádio do Corinthians, o Itaquerão, nunca esteve tão ameaçado ao posto.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo nesta terça-feira, o aumento no custo da arena, que pode custar cerca de R$ 1 bilhão, faz o clube do Parque São Jorge pensar até em desistir de receber o primeiro jogo do Mundial.

Segundo o jornal, é cada vez mais provável que a abertura da Copa não seja realizada em São Paulo. Neste momento, a maior favorita é a capital do País, Brasília. Belo Horizonte, que tem adiantadas as obras do Mineirão, também corre por fora.

Por conta das exigências feitas pela FIFA para a abertura do Mundial, o custo total do Itaquerão poderia chegar a R$ 1 bilhão, segundo informou a Odebrecht, empreiteira responsável pela obra, na semana passada. Até então, o custo para levantar um estádio de 65 mil lugares era estimado em R$ 650 milhões.

O Corinthians já vem cogitando a possibilidade de voltar a seu plano inicial: construir um estádio com capacidade para 48 mil espectadores, com custo aproximado de R$ 400 milhões. Com esse número de lugares, a arena não teria condições de receber o jogo de abertura da Copa. No máximo, uma partida das quartas de final.

Que pena, eles não devem saber que o jogo inaugural feito nesta arena, deve certamente trazer muitos e muitos dividendos para o clube e seus cofres. Portanto, é triste ver a falta de visão e de empreendimento de nossos dirigentes e principalmente de um clube que está na frente de quase todos os outros, em ações de marketing, planejamento, mídia e idéias.

Algo está ocorrendo por lá, perderam o Gilberto para o Internacional, estão começando a ficar com um pé atrás, vamos aguardar as novidades.

Fonte: Folha de São Paulo e ESPN.COM Foto: Divulgação.

Comentário e Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.

FIFA requirements would be irritating the paulista club board, which is considering resuming the original project and give the opening match of the Cup.

Proposed as the probable scene of the opening match of World Cup 2014 in Brazil, the future stadium for Corinthians, the Itaquerão has never been so threatened the station.

According to a report in the Folha de Sao Paulo newspaper on Tuesday, the increase in the cost of the arena, which can cost about $ 1 billion of Reais, is the club's Park São. Jorge think about quitting until receiving the first game of the World Cup in 2014.

According to the newspaper, it is increasingly likely that the opening World Cup is not held in Sao Paulo. At this time, most favorite is the Country's capital, Brasilia. Belo Horizonte, which has advanced the work of Mineirão also runs at the side.

Because of the demands made by FIFA for the opening of the World Cup match, the total cost of Itaquerão could reach $ 1 billion, reported by the Odebrecht construction company responsible for the work last week. Until then, the cost to raise a 65,000 seat stadium was estimated at $ 650 million of Reais [ Brazilian money].

Corinthians is already considering the possibility of returning to his original plan: build a stadium with capacity for 48,000 spectators only, with an approximate cost of $ 400 million. With this number of seats, the arena would not be able to receive the opening match of the tournament. At most, only a quarter-final match.

Too bad, they should not know who made the inaugural game in this arena, must surely bring lots and lots of dividends for the club and its coffers. So sad to see the lack of vision and enterprise of our leaders and especially from a club that is in front of almost all others, in marketing, planning, media and ideas.

Something is happening there, Gilberto was lost to Internacional today why they are beginning to take a step back, let's wait for news.


Source: Folha de Sao Paulo and ESPN.COM Photo: Publicity.
Commentary and Translation: Roberto Queiroz de Andrade.

28 de março de 2011

Internacional FC. yields to pressure from FIFA and approves partnership in the reform of Beira-Rio/Internacional cede à pressão da FIFA e aprova parce


Levada ao Conselho Deliberativo pelo presidente Giovanni Luigi, os conselheiros decidiram unanimemente pela criação de uma parceria.

Após discussões acirradas, abalando o grupo de situação no Internacional, o clube definiu o projeto financeiro que sustentará a reforma do Beira-Rio, visando à Copa do Mundo.

Levada ao Conselho Deliberativo pelo presidente Giovanni Luigi, os conselheiros decidiram unanimemente pela criação de uma parceria. A proposta de Vitório Piffero, antecessor do atual mandatário e responsável pelo inicio do projeto, que sugeria um orçamento auto-sustentável, com todo o empreendimento sendo bancado com dinheiro dos cofres colorados, foi retirada antes da votação.

A mudança de metodologia ocorreu por uma imposição da FIFA. A entendida não aceitava as garantias bancárias dadas pelo Inter para a remodelação do estádio, orçada inicialmente em R$ 158 milhões, mas podendo chegar aos 290 milhões.

O clube abrirá uma licitação para fechar com uma parceria. O edital será publicado na quarta-feira e os candidatos terão 15 dias para enviarem suas propostas. A mais forte candidata é a Andrade Gutierrez, empresa pela qual Luigi gostaria de firmar acordo.

A solução encontrada foi um meio termo. O clube não arcará com toda a remodelação do estádio e não há certeza de que a Andrade Gutierrez será a parceira, cuja proposta é ter o lucro de algumas partes do empreendimento, que conta com estacionamento e Shopping Center, além de 12% dos assentos, por 20 anos.

Em troca, o clube receberia um centro de treinamentos. Muitos conselheiros, entre eles Piffero, acreditam que o acordo com a empreiteira seria desvantajoso para o Inter.

Uma comissão composta por 13 pessoas ficará encarregada de examinar o contrato proposto pela Andrade Gutierrez.

De acordo com o Inter mais de 15% das obras para o novo Beira-Rio estão realizadas. O andamento do processo é visto a olho nu. O pátio da casa colorada é um canteiro de obras. Na parte interna, um pedaço da social foi demolido.

Está nos aparecendo o único clube com uma administração com os pés no chão, centrada em desenvolver seu estádio, mais olhando nos juros, nos prazos para ter de volta seu patrimônio e ainda por cima, liberando apenas uma pequena parte para esta parceira que tem fome de leão.

Também acredito que “parcerias” tão longas sejam prejudiciais ao clube, aos seus sócios e aos seus interesses. Tenho quase certeza de que na Alemanha, por exemplo, o prazo foi de 10 anos + carência* (*tempo que leva para derrubar e construir), esta entrega ao parceiro do estádio e de suas facilidades e todos saíram ganhando.

O que é hoje, daqui a 30 anos deverá ser completamente diferente, só precisa pensar nisto. Acredito que depois de 30 anos tudo deverá ser reconstruído.


Fonte: ESPN.COM.BR Foto:
Comentário e Divulgação: Roberto Queiroz de Andrade.

Taken to its Advisory Board by President Giovanni Luigi, the directors have decided unanimously to create a partnership.

After heated discussions, the group rocked the international situation, the club has developed the project will support the financial reform of the Beira-Rio, aiming at the World Cup.

The proposed Victor Pifferi, predecessor of the current president and responsible for the project began, suggesting a self-sustaining budget, with the whole enterprise being funded with money from the coffers Colorado, was withdrawn before the vote.

The change in methodology occurred from a charge of FIFA. The perceived not accept bank guarantees given by Inter for the redevelopment of the stadium, originally budgeted for $ 158 million, but may reach 290 million.

The club will open with a bid to close a partnership. The announcement will be published on Wednesday and candidates have 15 days to submit their proposals. The strongest candidate is the Andrade Gutierrez, Luigi company you would like to sign the agreement.

The solution was a compromise. The club will not cover the whole redevelopment of the stadium and there is no certainty that the Andrade Gutierrez will be the partner, whose purpose is to profit from some parts of the enterprise, which has parking and shopping center, plus 12% of the seats, for 20 years.

In return, the club would receive a training center. Many directors, among them Pifferi, believe the agreement with the contractor would be disadvantageous for Internacional.

A committee consisting of 13 persons will be required to review the contract proposed by Andrade Gutierrez construct business.

According to the Internacional over 15% of works for the new Riverside audits. The actual process is seen by the naked eye. The court of Colorado is a construction site. Inside, a piece of stock was demolished.

They are showing us the only club with an administration with feet on the ground, focused on developing its stage, looking more in interest of the club, within the time to take back their heritage and to top it off, releasing only a small part to this partner that is hungry lion.

I also believe that "partnerships" as long is harmful to the club, its members and their interests. I'm almost countries who did that certain that Germany, for example, the term was 10 years grace period + * (* time it takes to demolish and build), this partner to deliver the stadium and its facilities and everyone won.

What is today, 30 years from now will be completely different, just need to think about it. I believe that in 30 years everything have to be rebuilt.


Source: ESPN.COM.BR Photo:
Comment and Disclosure: Roberto Queiroz de Andrade.