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5 de dezembro de 2014

Base em risco? Após Neymar, Santos pode dispensar 1 time de Meninos da Vila

FOTO: Filho de David Beckham, nas categorias de base.
Após a Era Neymar e Ganso, o Santos enfrenta dificuldades para engrenar uma nova safra de Meninos da Vila. Muitos foram testados nos últimos anos, mas quase todos foram reprovados e, inclusive, podem ser dispensados no final de dezembro deste ano. Dependendo da nova diretoria e até de uma nova comissão técnica, mais de "um time" de jogadores revelados no clube pode não ficar para a temporada 2015.
Entre os renegados está Givanildo, o Giva, que fez parceira com Neymar em 2012, e virou prioridade de compra do Barcelona na polêmica transferência do principal jogador brasileiro ao clube espanhol. Giva, que foi afastado do elenco principal neste ano, fica sem contrato em dezembro e não terá seu vínculo renovado.  
Além de Giva, mais sete "pratas da casa" ficam sem contrato em dezembro e podem ser dispensados. Casos do goleiro Vladimir, dos zagueiros Vinicius Simon, Nailson e Rafael Caldeira e dos atacantes Jorge Eduardo, Tiago Alves e Dimba.
Os jogadores que ficam sem contrato em dezembro não são os únicos que podem deixar o clube. As revelações santistas que tem vínculo até 2017, casos de Lucas Otávio, Pedro Castro, Lucas Crispim e Léo Cittadini, também podem ser negociados. Os quatro não foram aprovados nos últimos anos e, por isso, estavam emprestados para outros clubes.
O Santos ainda conta com o lateral direito Crystian, que tem contrato com o clube até o fim de 2015 e que treina separado dos demais companheiros. Magoado, o lateral acredita que a atual diretoria pode colocar fim a principal virtude do Santos – a revelação de jogadores criados nas categorias de base. Crystian lembrou a saída de Neilton, Victor Andrade e companhia e ressaltou que os dirigentes preferem contratar "medalhões" em vez de apostarem nos "pratas da casa".
"Eu não vejo o Santos mais como o time dos Meninos da Vila. Muita coisa mudou. Eles dão prioridade para os atletas de fora. O Neilton se destacou e só queria um aumento, algo normal. A marca do Santos são os Meninos da Vila. Eles não podem acabar com essa essência", declarou.
Nos bastidores, os "pratas da casa" rejeitados neste ano torcem pela saída de Enderson Moreira. O treinador, que chegou ao Santos com o perfil de utilizar os jogadores das categorias de base, lançou apenas o lateral esquerdo Caju. Apesar de a jovem revelação ter subido ao profissional por Oswaldo de Oliveira, foi Enderson quem o escalou pela primeira vez. No entanto, o treinador termina a temporada 2014 na Vila Belmiro com apenas duas revelações das categorias de base como titulares – Gabriel Barbosa e Alison.
O primeiro, apesar de artilheiro do time na temporada, com 22 gols, foi vetado em diversos jogos para a entrada de Leandro Damião. Outros atletas promovidos por Oswaldo no primeiro semestre sumiram sob seu comando – casos de Stéfano Yuri, Diego Cardoso, Serginho, Zé Carlos, Jubal e Paulo Ricardo.
Após o duelo contra o Botafogo no último domingo, Enderson exaltou o fato de ter lançado mais um prata da casa no time titular – caso do lateral Daniel Guedes.
"Com relação ao Daniel, nós esperamos o momento apropriado para lançar o jogador. Era um jogo que não tinha tanto apelo, e ele se sentiu bem à vontade, fez um grande jogo dentro das suas qualidades", disse.
Reformular a categoria de base do Santos é o "carro-chefe" das promessas dos cinco candidatos que concorrem às eleições para a presidência do clube no próximo sábado, na Vila Belmiro. Nabil Khaznadar, José Carlos Peres, Modesto Roma, Orlando Rollo e Fernando Silva disputam o pleito.
Infelizmente esse é o nosso futebol, é uma lástima, ler isto e saber disso, pessoas sem escrúpulos e até mesmo sem entender o que se precisa fazer e ter para se manter um clube deste tamanho e desta tradição no cenário nacional e internacional. Então se candidatam a presidente e depois começam a dilapidar o patrimônio do clube. 
É uma pena, eu mesmo já fui até lá e tirei um dos candidatos a "jóia" do clube e com um brilhante futuro, por motivo de falta de conhecimento e visão, não aceitaram o pedido de melhoria do jovem atleta, que seria um salário compativel com sua qualidade e que por seu lado tinha um "empresário", como gestor que tinha apenas ganância em sua sabedoria. O resultado todos já podem imaginar, o jovem com uma brilhante carreira acomodou-se (recebeu uma boa quantia), e agora está sem decolar com sua carreira.

Um comentário:

Adailton Marcelo disse...

Enquanto não houver uma profissionalização dos clubes em relação aos que comandam a base e tirarem os chupins que tomam conta, o nosso futebol irá perder muitas vezes de "7" para outros países.

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