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2 de novembro de 2013

O FUTEBOL FRANCÊS VAI PARAR.......

Mesmo após uma reunião com o Presidente da França, François Hollande, na quinta-feira, os clubes da Ligue 1 e Ligue 2, primeira e segunda divisão do futebol Francês, mantiveram ativo seu plano de greve no último final de semana de novembro.
No encontro, Hollande rejeitou o pedido dos clubes para serem isentos do imposto de 75% sobre alto assalariados. Se mantida, esta será a primeira paralisação do futebol francês desde 1972. Hollande convocou os clubes para trabalharem com o governo na construção de um “modelo econômico duradouro e equilibrado”, mas acrescentou que o imposto sobre a renda de mais de 1 milhões de euros deve ser aplicado a “todas as empresas afetadas”.
“A necessidade de reequilibrar as contas púbicas justifica totalmente o esforço que estamos pedindo a estas empresas que escolheram pagar salários anuais deste nível” disse Hollande à Agence France Presse. Frederic Thiriez, Presidente da liga de futebol francês (LFP), afirmou: “O Presidente escutou atentamente, mas absolutamente não nos ouviu. Nenhuma solução foi encontrada esta noite, então, a mobilização segue em frente.”
A taxa de imposto é uma das principais promessas eleitorais de Hollande e já tem sido contabilizada como parte do orçamento para o próximo ano, mas ainda não foi aprovada pelo parlamento. Os clubes de futebol, que não entrarão em campo entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro, afirmaram que a tarifa de imposto custará à Ligue 1 cerca de 44 milhões de euros.
Resta perguntar se o presidente Francês, vai pagar também. Todos sabem o que acontece na politica, daqui, de lá e de todo o mundo.

Fonte: Soccerex. Comentário: Roberto Queiroz.

29 de outubro de 2013

Clubes Franceses confirmam greve contra os planos de 'super imposto'


Os clubes franceses da Ligue 1 e Ligue 2, primeira e segunda divisão do campeonato nacional, convocaram uma greve, nesta quinta-feira, que afetará a rodada do fim de semana de 29 de novembro a 2 de dezembro. A paralisação será realizada como forma de protesto contra a proposta do ‘super imposto’ do governo francês.
A reunião da União dos Clubes de Futebol Profissional (UCPF) teve representantes dos clubes abordando a questão e elaborando a campanha chamada ‘Futebol em Perigo – Todos Juntos’. A Ministra do Esporte da França Valerie Fourneyron declarou na semana passada que os clubes da Ligue 1 e Ligue 2 não seriam apoiados pela população francesa em caso de greve contra a proposta.
O governo do Presidente François Hollande tem procurado introduzir uma taxa de imposto de 75% aplicável aos que tiverem ganhos superiores a 1 milhão de euros ao ano.
Esta nova taxa é vista como uma forma de ajudar a fraca economia francesa, mas a Liga de Futebol da França (LFP), que deu total apoio à greve, e os clubes de futebol manifestaram insistentemente suas preocupações em relação ao efeito do imposto nos jogadores, e que isso poderia causar uma fuga de talentos do futebol francês.
Jean Pierre Louvel, Presidente da UCPF, afirmou: “O que nós queremos, como parte do ‘Futebol em Perigo-Todos Juntos’ é abrir o palco para todos os fãs, amantes do futebol, as pessoas que são parte da rotina diária do futebol. Isto é para os torcedores, jogadores amadores, associações, voluntários, educadores, treinadores e funcionários, todos aqueles que irão suportar o peso deste imposto injusto.
É o papel social do futebol que será afetados em consequência desta medida. Esta é uma oportunidade para a silenciosa maioria do futebol francês expressar sua opinião.”
Representantes dos clubes irão se reunir com Hollande na próxima semana para discutir uma solução para o atual momento. Louvel não afasta a possibilidade de que ações futuras sejam organizadas após o final de semana da greve. A UCPF afirmou que o imposto deve custar ao futebol profissional 44 milhões de euros por ano.
A União ainda acrescentou que 50 milhões de euros já são perdidos anualmente em direitos de imagem coletivo e o futebol francês doa cerca de 130 milhões de euros por ano para esportes amadores. Uma primeira leitura da proposta de aumento da taxa foi aprovada pelo Parlamento Francês, que deve ser votada entre o final de novembro e começo de dezembro.
Enquanto o aumento de imposto deve ter maior impacto em clubes como o Paris Saint-Germain e A.S Monaco, espera-se que os custos aos jogadores sejam compensados pelos seus proprietários, do Qatar e da Rússia, respectivamente. Em vez disso, é provável que o impacto maior recaia sobre os clubes que são adversários diretos dos dois milionários do futebol francês.
O Presidente do Saint Etienne, Bernard Caizzo, afirmou à agência de notícias Associated Press: “A maioria dos clubes não fazem dinheiro”. Eles perdem dinheiro. Então, como é possível que os clubes paguem este imposto quando eles não têm dinheiro sobrando? Este é o grande ponto.
Ao invés de jogadores pagando os impostos, eles querem os clubes pagando. O futebol francês é o que tem maior carga tributária da Europa. Quando ganhamos 100 euros, pagamos 70 euros. Não é a Inglaterra, a Alemanha, a Itália nem a Espanha. Muitos clubes não conseguirão suportar isso e podem desaparecer.”
Fiz um comentário anterior, onde usei de sarcasmo, com esta situação de clubes pagarem “impostos”, até movido pelo que acontece nos bastidores do futebol e em nosso futebol, e que todos sabem como se fazem as coisas, sempre saindo uma boa parte por baixo da mesa e para a conta de dirigentes mal intencionados. Posso até dar um palpite, porque não colocar a Receita Federal de cada País na parada, para investigar todas as transações á fundo, ao invés de simplesmente tentar punir o futebol, até porque, não se iludam, quem faz hoje irá continuar fazendo (desviando o dinheiro do futebol).
E se depender da FIFA e de seus organismos, todos nós sabemos que não resolve não se chega a nenhum lugar. Infelizmente.

Fonte: Soccerex. Comentário: Roberto Queiroz.

28 de outubro de 2013

Presidente Francês diz que não haverá exceções no 'Super Imposto'

O Presidente da França, François Hollande, reagiu às críticas da indústria do futebol do país sobre o ‘Super Imposto’, proposto por seu governo, insistindo que nenhum setor será excluído da nova regulamentação.
Os comentários de Hollande foram feitos depois que os clubes da Ligue 1 e da Ligue 2 convocaram uma greve para a rodada do final de semana de 29 de novembro a 2 de dezembro em resposta ao ‘Super Imposto’. Uma reunião da União dos Clubes Profissionais de Futebol viu os clubes tratarem o assunto e criarem uma campanha chamada ‘Futebol em perigo – Todos Juntos’.
O governo de Hollande há algum tempo tenta introduzir uma taxa de 75% de imposto de renda para contribuintes que receberem mais de 1 milhão de euros ao ano. Grandes clubes afirmam que esta nova lei aumentará em 20 milhões de euros os seus gastos com impostos.
Hollande aceitou o pedido de um encontro com o Presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noel le Graet, para discutir sobre o imposto, mas afirmou que não vê motivos para criar uma exceção. “Quando a lei do imposto for votada ela irá ser a mesma para todas as empresas, independente de sua área de atuação.” disse Hollande, de acordo com a Reuters. “Isso não nos impede de termos um diálogo sobre as dificuldades enfrentadas pelos clubes profissionais, mas todos precisam estar cientes das regras.”
Enquanto isso, o Presidente do Lille, Michel Seydoux, reiterou sua preocupação com o impacto da nova taxa de imposto sobre o futebol francês, sustentando que serão os clubes, e não os jogadores, a serem afetados. “Eu entendo que o público possa se surpreender com o salário dos jogadores” disse Seidoux ao jornal Le Parisien. “Mas serão seus empregadores, os clubes, que serão taxados e não os jogadores”.
Se você tivesse me dito que pagaríamos impostos pelos nossos lucros eu teria aceitado. Mas você não pode nos taxar pelas nossas perdas. É totalmente pecaminoso e escandaloso”. Seudoux ainda disse que somente o Paris Saint Germain e o A S Monaco, com seus proprietários do Qatar e da Rússia, respectivamente, poderiam lidar com a nova regra.
Ele afirmou ao L’Equipe: “Em que país do mundo o governo faz os proprietários de empresas deficitárias pagarem os impostos de seus funcionários? Esta taxa nos custará mais 4.8 milhões de euros. Nos últimos três anos nossas despesas já subiram 15%. Estamos fartos. Mais uma vez somos forçados a vender nossos melhores jogadores.”
Á algum tempo que estamos acompanhando o que se passa na Europa e a crise que atravessam, mas, este tipo de taxação me pegou de surpresa, já pensaram se a moda pega. Aqui no Brasil, mesmo sem este tamanho de crise que a Europa enfrenta já não se paga os impostos.
Muito embora que o nosso País, já tem uma carga tributária que certamente ultrapassa o bom senso, e a maioria de todos estes Países, e isto não é somente no futebol é em tudo que se compra e se for importado, aí sim, as taxações chegam às raias do absurdo.

Fonte: Soccerex. Comentário: Roberto Queiroz.