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16 de janeiro de 2015

Romário na marca do pênalti


Voltemos a fita na memória. Julho de 1994, a chegada do avião da Seleção Brasileira em Brasília após a conquista do Tetracampeonato na Copa da FIFA. Mal o avião concluiu o taxiamento e da janela do comandante desponta a figura de Romário, o craque daquele torneio, segurando com orgulho a bandeira do Brasil. Foi comovente, encantador, momento histórico.
Stop na fita memorial. Os anos que se passaram nos mostraram o que a alma do craque, e que o tempo consolidou: Romário dentro e fora de campo sempre foi um marqueteiro, e assim tornou-se um bom político. E vice-versa, desde que assumiu o mandato na Câmara dos Deputados em Brasília.
Como na Copa de 94, os ‘jogadores’ do tapete do Salão Verde não deram a mínima para ele, desdenharam de seu potencial talento na ‘grande área’ do plenário e, quando acordaram, Romário já os driblara e marcara seus gols como fazia em campo. Surgiu em momentos oportunos para ‘chutar’ para a Mesa seus projetos e da Tribuna comemorar com a plateia — e por que não torcida.
Contrariando todos os prognósticos dos descrentes, Romário tornou-se um deputado exemplar, muito diferente do perfil e da vida de farras antes do mandato. Foi assíduo em plenário e ativo nas comissões das quais participou, debateu, cobrou, e destacou-se pelos projetos de apoio aos deficientes físicos e de fiscalização dos clubes de futebol. Não por acaso, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro e enterrou a pretensão de Sérgio Cabral de voltar à Casa Alta. E se o leitor ainda está incrédulo daí da arquibancada, assistindo a tudo, prepare-se para conhecer em breve — em meses ou ano — a grande jogada. Romário é candidato ao Governo do Rio, e, se eleito, será candidato a presidente da República. Sim, ele entra na grande área devagar e vai cavar seu pênalti, como fazia com maestria no futebol.
E com chances, independentemente de futuras conjunturas. Tudo depende de sua atuação, porque os cenários conspiram a seu favor. É plausível, pelo seu notório perfil de campeão, marrento e gozador, Romário soltar hoje um ‘Aí Deus apontou o dedo pra mim e falou: tu vai ser presidente!’. Inimaginável — ou, espera-se tamanha indignação de eleitores — se a frase sair de Aécio Neves, Lula, Marina Silva ou outro qualquer potencial presidenciável. Se Romário fala, a galera vibra, ironiza, bate palma (e leva a sério). Para qualquer outro político pretensioso como ele, a vaia.
Antes de qualquer tentativa que o leve a eventual candidatura nacional, não será surpresa Romário se candidatar à Prefeitura do Rio ano que vem. Já citou isso para amigos e aliados. É outro ponto a favor: estrela em ascensão no PSB, com apoio incondicional da executiva nacional do partido e a certeza de um mandato no Senado de oito anos, não tem nada a perder, só a eleição. E isso faz parte do jogo. Perde ganhando, como num campeonato de pontos. Mesmo que saia das urnas derrotado, dá um ‘empate’ no projeto político. Ele garante a vitrine por meses na capital e um bom recall de votos para uma futura candidatura à reeleição ou ao governo do Rio de Janeiro.
Romário candidato ou presidente não é exagero. A literatura política mundial já nos revelou nomes outrora inimagináveis concretizados nas cadeiras de mandatários. Foi assim com Ronald Reagan, o ator de filmes de segunda categoria dos Estados Unidos que chegou à Casa Branca. Arnold Schwarzenegger foi eleito governador da Califórnia, e só não foi candidato a presidente por bloqueio dos próprios republicanos — e pela má fama de, casado, revelar ser pai do filho da empregada doméstica. Eleitores não perdoam traidores assim (aqui também ‘pulada de cerca’ pega mal, te cuida, Romário). E se toda uma horda de políticos, entre aliados e adversários, não tivesse barrado a pretensão do apresentador Silvio Santos na década de 90, provavelmente ele teria passado a faixa de presidente da República para Fernando Henrique Cardoso.
Pão e circo compõem o espetáculo da política desde que mundo é mundo, e somado a futebol, com um personagem vitorioso e polêmico, pode render um bom show.
por Leandro Mazzini

23 de setembro de 2013

MEDIDA PROVISÓRIA, Nº 620 de 2013


Veja aqui em sua íntegra.

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=113173

As entidades esportivas que recebem recursos públicos não poderão eleger um mesmo dirigente por mais de dois mandatos seguidos, com duração de quatro anos cada. O projeto de lei de conversão que limita o mandato de cartolas no futebol e em outros esportes foi aprovado com o apoio do senador Armando Monteiro (PTB-PE). A norma é oriunda da Medida Provisória 620/2013 e agora segue para sanção presidencial.

Além de permitir uma única reeleição de dirigentes, a MP também torna inelegíveis o cônjuge e os parentes até o segundo grau dos dirigentes que forem sucedidos. Prevê ainda outros requisitos, voltados a uma maior transparência de gestão, como condição para que clubes, comitê olímpico, ligas, federações e confederações esportivas tenham acesso a verbas públicas. Determina, por exemplo, que os resultados financeiros sejam integralmente destinados para manutenção dos objetivos sociais.

Infelizmente as coisas não poderiam sair ou ser desta maneira e muito menos feitas por pessoas que não estão no futebol. Que se precisa ordenar isto, esta mais que necessário, só que, corretamente.


Precisamos alinhar, por exemplo, o mandato dos presidentes com os ditames da FIFA, com o regulamento de contratações, pois se a instituição é sem fins lucrativos, o esporte não é, portanto, não adianta legislar somente para aparecer. Pois, ao invés de melhorar, dará lugar apenas a outros mandatos fantasmas e medidas alinhadas para burlar a lei, isto é Brasil.

9 de maio de 2012

FIFA RECONHECE “AVANÇOS” EM OBRAS DE INFRAESTRUTURA PARA A COPA DE 2014 / FIFA RECOGNIZES “ADVANCES” IN INFRASTRUCTURE FOR 2014 WORLD CUP.


ZURIQUE - A reunião entre CBF, Comitê Organizador Local (COL), governo brasileiro e FIFA, nesta terça-feira, em Zurique, na Suíça, serviu não apenas para que o ministério do Esporte decidisse intervir no COL e fizesse as pazes com Jérome Valcke, mas também para que os responsáveis pela organização da Copa do Mundo de 2014 resolvessem questões técnicas para o sucesso do Mundial.
Um dos problemas que precisam ser resolvidos é com relação às obras de infraestrutura. Durante reunião de cerca de seis horas na sede da FIFA, o governo brasileiro apresentou dados que parecem ter tranquilizado um pouco a entidade máxima do futebol. 'Nas últimas semanas, reconhece-se que foram feitos vários avanços nas áreas de aeroportos e mobilidade urbana', diz a FIFA.
Depois, em entrevista coletiva, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, falou da possibilidade de utilização de aeroportos militares para garantir a eficiência do transporte entre as sedes da Copa. 'Temos o grupo da Copa que considera todas as soluções e possibilidades do âmbito dos desafios de organização de operação para a Copa e essa opção (aeroportos militares) é considerada. Mas a forma, o detalhe, as condições, só podem ser reveladas quando resolvidas com o ministério da Defesa, que é em ultima instância a área responsável por essas operações', explicou Aldo Rebelo
Outro ponto discutido foi a situação do Maracanã, que teve uma das empreiteiras que cuidam da sua reforma, a Delta, envolvida em escândalo de corrupção e retirada do consórcio. 'A saída da Delta já obteve uma solução adequada, porque ela integrava um consórcio e foi simplesmente substituída pelas outras empresas que o integram. Como todos sabem, o Maracanã é obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas o ministério tem acompanhado as obras e não achamos que haja nenhum atraso que comprometa a entrega da obra no prazo', comentou o ministro.
Uma grande preocupação segue sendo a aprovação da Lei Geral da Copa, que ainda tramita no Senado. Aldo Rebelo garantiu que não há pressão do Executivo. 'O Congresso é independente, soberano, e toma suas deliberações sem que o Executivo interceda. ' Já o presidente da FIFA Joseph Blatter fechou a entrevista coletiva pedindo 'solidariedade' do legislativo brasileiro. 'Convido não apenas o Executivo, mas também o Legislativo para olhar para frente em solidariedade do beneficio do País', disse ele.
Hoje estão fazendo outro carnaval na Camara Federal com a possível aprovação da Lei Geral da Copa. Infelizmente temos que falar isto, está longe de termos parlamentares sérios e comprometidos com a palavra dada, estão fazendo o maior escarcel, principalmente a bancada dos “Evangélicos” que não sabem o que se passa, não vão a campo de futebol e querem apenas atrapalhar e desmoralizar a palavra e os documentos firmados anteriormente pelo nosso ex-presidente LULA.
E se brincar, tem outros interesses que são os do próprio bolso, pois já descobriram que o mercado do futebol é tão grande ou até maior que o mercado de religião e naturalmente querem levar mais vantagens ainda.
Fonte: Reuters. Foto: divulgação.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.
ZURICH - The meeting between CBF, the Local Organising Committee (LOC), FIFA and the Brazilian government, on Tuesday in Zurich, Switzerland, served not only to the Ministry of Sport decided to intervene in COL and make peace with Jerome Valcke but also for those responsible for organizing the 2014 World Cup solve technical issues to the success of the World.

One of the problems to be solved is related to infrastructure works. During a meeting of about six hours at the headquarters of FIFA, the Brazilian government reported data that seem to have calmed a little by governing body of football. 'In recent weeks, it is recognized that many advances were made in the areas of airports and urban mobility, "says FIFA.

After a new conference, the Minister of Sports, Aldo Rebelo, spoke of the possibility of using military airports to ensure the efficiency of transport between the venues of the tournament. 'We have the World Cup group that considers all possible solutions and the scope of the challenges of operating organization for the World Cup and this option (military airfields) is considered. But the way the detail, the conditions can only be revealed when solved with the Defense Ministry, which is ultimately responsible for the area these operations, "explained Aldo Rebelo

Another point discussed was the situation in the Maracana, which had one of the contractors who take care of their constraction, Delta, involved in a corruption scandal and withdrawal of the consortium. 'The output of the Delta has obtained an appropriate solution, because it was part of a consortium and was simply replaced by other firms within it. As everyone knows, the Maracana is the work of the State Government of Rio de Janeiro, but the ministry has been following the works and we do not think there is any delay that compromises the delivery of work within, "said the minister.

A major concern remains the approval of the General Law of the World Cup, which still pending in the Senate. Aldo Rebelo assured that there is no pressure from the Executive. 'The Congress is an independent, sovereign, and takes its deliberations without the Executive intercede. 'The president of FIFA Joseph Blatter closed the press conference asking for' solidarity 'of the Brazilian legislature. 'I invite not only the Executive, the Legislature but also to look forward in solidarity with the benefit of the country, "he said.

Today they are making another carnival in the Federal Chamber with the possible approval of the General Law of the tournament. Unfortunately we have to say this is far from parliamentary terms serious and committed to their word, and with our country they are making the biggest scarcely, especially the bench of the "Evangelicals" who do not know what is happening, do not go to the football field and just want to disrupt and demoralize the word and the documents signed earlier by our former president Lula.

And if play has other interests that are thus they own pocket, because they found that the football market is as equal as or even bigger than the market of religion and of course they want to take even more advantages.

Source: Reuters. Photo: publicity.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.