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22 de março de 2012

DILMA SOFRE SÉRIE DE DERROTAS NA CÂMARA E BASE AJUDA A OBSTRUIR LEI GERAL DA COPA / DILMA SUFFERS SERIES OF DEFEATS IN THE DEPUTY HOUSE AND BASE HELPS


Sequela da intervenção do Governo na articulação política, a presidente Dilma Rousseff foi desafiada ontem pela base aliada e sofreu uma série de derrotas na Câmara. Os deputados impediram a votação do projeto de Lei Geral da Copa, prioridade da semana para o governo aprovar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o projeto de lei retirando poderes da presidente na demarcação de terras indígenas, de quilombolas e de preservação ambiental, e ainda convocaram a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

O revés governista aconteceu uma semana depois de Dilma ter feito alteração na coordenação política, trocando os líderes na Câmara e no Senado, com a entrada do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) no lugar de Cândido Vaccarezza (PT-SP) e do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) em substituição a Romero Jucá (PMDB-RR).

O conflito entre a presidente e seus aliados na Câmara se espalhou nas diversas bancadas, conduzido pelo tema do Código Florestal e da permissão de venda de bebidas nos estádios, assunto do projeto da Lei Geral da Copa.

Setores da base condicionaram a votação do projeto da Lei Geral da Copa à votação do Código Florestal, contrariando a estratégia do Palácio do Planalto que não quer tratar da questão ambiental antes da realização da Conferência Rio + 20.

Na Câmara, a contabilidade dos aliados aponta para uma derrota do projeto do Código Florestal votado no Senado, defendido pelo governo, devido às articulações da bancada ruralista. Grande parte da base defende o texto aprovado anteriormente pelos deputados, mais favorável aos produtores que desmataram áreas de forma ilegal. 'Em todas as bancadas existem os que militam na área agrícola e é público e notório que, desde que foi votado aqui, o projeto tem em torno de 400 votos na Câmara', reconheceu Chinaglia.

Os líderes de partidos da base aliada ficaram sem domínio de suas bancadas no plenário. 'Estão todos contaminados pelo Código Florestal. Eu, como governo, não quero perder e, hoje (ontem), a proposta poderia não ter os votos para ganhar. Estou pedindo tempo para não perder', argumentou o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), ao obstruir a votação para derrubar a sessão de ontem.

O peemedebista identificou no plenário uma 'maioria silenciosa' pronta para derrubar o projeto da Lei Geral da Copa, se a proposta chegasse a ser votada.

Pêndulo. 'A instabilidade é total. Tem problema em todas as áreas', avaliou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), considerando que o Código Florestal serviu apenas como cortina de fumaça para o movimento da base contra o governo. Ao observar o plenário, ele brincou: 'A base está fechada. Mas é contra o governo'.

Chinaglia minimizou as dificuldades: 'Estava na contabilidade (não votar o projeto ontem). A base está se comportando bem', disse o petista. Apesar da pressão dos ruralistas, Chinaglia disse que o governo não está trabalhando para fixar uma data de votação do projeto do Código Florestal. 'O que condiciona a votação (do código) é maioria, é acordo. É possível e necessário desvincular as votações', disse o líder.

Ministra convocada. O primeiro movimento de aliados contra o governo foi pela manhã, na Comissão do Trabalho. Apesar da maioria governista, os deputados aprovaram um requerimento da deputada Andrea Zito (PSDB) convocando a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para explicar os cortes no Orçamento que atingiram as emendas e o impacto e as consequências desse contingenciamento para a administração pública. 'A convocação pode ter ocorrido por falta de acompanhamento', reconheceu Chinaglia.

Rebelados da base já tinham ameaçado convocar novamente o ministro Guido Mantega (Fazenda) para falar sobre a crise na Casa da Moeda.

Que o Brasil tem muita coisa em atraso e muita coisa para ser mudado não tenho dúvidas, mas deveria começar pela própria maneira de se votar e de se eleger pessoas que não merecem ser parlamentar, que não tem comprometimento, respeitabilidade e acima de tudo idoneidade. Estamos vendo o Brasil sendo desmoralizado, e a maioria dos deputados entrevistados pensam primeiramente no que é bom para “ele”, para seu interesse pessoal e depois para o “partido”, não pensam um momento sequer no País e em sua missão de ajudar a mudar o Brasil, pois foi pensando nisto que os elegemos.

Por DENISE MADUEÑO / BRASÍLIA, estadao.com.br. COLABOROU EDUARDO BRESCIANI. Foto: divulgação.

Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

Sequel of government intervention in the political articulation, President Dilma Rousseff was challenged yesterday by the allied base and suffered a series of defeats in the House. The deputies stopped the vote on the bill of Law General Cup, priority of the week for the government to approve the Committee on Constitution and Justice (CCJ) the bill removing the powers of President in the demarcation of indigenous lands, the “Quilombolas” (descendants of Africans slaves) and environmental preservation, and also summoned the Minister of Planning, Miriam Belchior.

The setback ruling came a week after the president Dilma have done change in policy coordination, changing leaders in the House and Senate, with the entry of Mr Arlindo Chinaglia (PT-SP) in place of Candido Vaccarezza (PT-SP) and Senator Eduardo Braga (PMDB-AM) to replace Romero Juca (PMDB-RR).

The conflict between the president and his allies in the House spread in various quarters, driven by the theme of the Forest Code and permit sale of alcohol in the stadiums, the subject of the project of the General Law of the tournament.

Sectors based conditioned the vote on the bill of Law General Cup to the vote of the Forest Code, contrary to the strategy of the Presidential Palace does not want to deal with environmental issues before the Conference Rio + 20.

In the House, accounting Allied points to defeat the project of the Forest Code voted in the Senate, defended by the government due to the joint caucus. Much of the base supports the text approved by MEPs earlier, more favorable to producers who illegally deforested areas. 'On all sides there are those who defend the agricultural area and is well known that, since it was voted on here, the project has about 400 votes in the House', recognized Chinaglia.

The party leaders of the allied base area were without their benches in Parliament. 'They are all contaminated by the Forest Code. I, the government do not want to lose, and today (yesterday), the proposal would not have the votes to win. I am asking not to lose time, "argued the PMDB leader, Eduardo Henrique Alves (RN), while blocking the vote to overturn the previous day.

The PMDB floor identified in a 'silent majority' ready to drop the project of the General Law of the World Cup if the proposal came to a vote.

Pendulum. "the instability is complete. Is that a problem in all areas', said the deputy Julio Delgado (PSB-MG), whereas the Forest Code only served as a smokescreen for the movement of the base against the government. When looking at the floor, he joked: "The base is closed. But it is against the government '.

Chinaglia minimized the difficulties: 'I was in the books (not to vote the project yesterday). The base is behaving well, "said PT. Despite pressure from “ruralistas”, (lands owners) Chinaglia said the government is working to secure a vote on the bill date of the Forestry Code. 'What determines the vote (the Code) is the majority is agreement. It is possible and necessary to relieve the votes, "said the leader.

Minister convened. The first movement of allies against the government was in the morning, the Labor Commission. Despite the government majority, the House approved an application by Mrs Andrea Zito (PSDB) summoning the Minister of Planning, Miriam Belchior, to explain the budget cuts that hit the amendments and the impact and consequences of this contingency for public administration. 'The call may have occurred due to lack of monitoring, "acknowledged Chinaglia.

Rebel base had already threatened to reconvene the Minister Guido Mantega (Finance) to discuss the crisis of the “Money House”.

Brazil has much delayed and much to be changed, no doubt, but should start by our own way of voting and electing people who do not deserve to be parliamentary, which has no commitment with the country, and all are above all respectability and trustworthiness . We see Brazil being demoralized, and most members surveyed think first on what is good for "him" for his personal interest and then to the "party", do not think a moment in the country and its mission to help change Brazil, because it was thought that they was elect.

By DENISE Madueño / BRASILIA, estadao.com.br. Collaborated EDUARDO BRESCIANI. Photo: publicity.

Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.

15 de março de 2012

PERMISSÃO A BEBIDAS AGORA FICA NA LEI DA COPA, DIZ DEPUTADO / PERMISSION TO DRINK NOW IS IN THE LAW OF THE WORLD CUP, SAY PARLIAMENTARY.


BRASÍLIA, 15 Mar (Reuters) - A permissão para a venda e consumo de bebidas alcoólicas durante a Copa do Mundo de 2014 será mantida na Lei Geral da Copa, que deverá ser votada na próxima semana na Câmara, disse o relator do projeto, deputado Vicente Cândido (PT-SP).

Em meio à crise política entre aliados no Congresso, o governo teria anunciado não haver compromisso com a FIFA para a venda e consumo de bebidas alcoólicas em estádios, numa tentativa de viabilizar a aprovação da lei, que estabelece regras para a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Confederações em 2013.

"Volta tudo como era antes. Ninguém entendeu nada, era meio uma informação totalmente nova, fora de contexto", disse Cândido à Reuters.

A nova posição é um recuo de Cândido. Na quarta-feira, ele disse que retiraria o dispositivo que legaliza o comércio de bebidas nas arenas após reunião com representantes da Casa Civil, na qual teriam afirmado não haver um acordo do governo sobre tal exigência.

Ainda na noite de quarta-feira, o relator participou de reunião com o governo, e logo depois o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, emitiu nota. O ministro deixou claro, na nota, o "compromisso assumido junto à FIFA relativo à venda de alimentos e bebidas nos estádios".

A questão interessa à FIFA, que tem uma cervejaria entre seus principais patrocinadores. Deputados contrários à liberalização das bebidas alegam que a permissão pode aumentar casos de violência nas arenas.

Sem o dispositivo que explicita a venda de bebidas alcoólicas, a FIFA teria que negociar com cada um dos Estados para conseguir autorização para comercializar os produtos.

"PASSANDO DO LIMITE"

O novo impasse em torno da lei ocorre na véspera de encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da FIFA, Joseph Blatter, e num momento conturbado nas relações entre o país e a entidade.

O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, criticou diversas vezes a demora na aprovação da Lei Geral da Copa. Na última delas, disse que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" para fazer o evento acontecer. Após a declaração, o Brasil vetou sua atuação como interlocutor junto à FIFA.

"Já começa a ficar constrangedor para o Brasil essa demora em aprovar. Já está passando do limite do atraso. A FIFA tem razão na pressão dela e o Brasil tem que cumprir seus compromissos", disse Cândido.

A lei, aprovada em Comissão Especial na semana passada, precisa passar pelo plenário da Câmara e do Senado antes de ir à sanção presidencial.

Gostaria realmente de saber quem de sã consciência concorda com esta atitude dos políticos, estão tentando chantagear a presidente Dilma, só consigo enxergar esta posição. Porque, nunca se parou de vender bebidas alcoólicas nos estádios, precisamos apenas mudar duas palavras, que são “dentro” e “fora”, pois nunca se deixou de existir álcool nos jogos, dentro ou fora, só na cara de pau destas pessoas que tem mandados como representantes do povo.

E isto é uma vergonha ver o que estão fazendo com este País, pois o ex-pres. LULA assinou um documento aceitando as condições da FIFA, e agora depois de todos estes anos os parlamentares mostram o quanto tem apreço pela pátria e pela integridade de sua palavra.

(Reportagem de Hugo Bachega, com reportagem adicional de Jeferson Ribeiro). Comentário: Roberto Queiroz. Foto: divulgação.

Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

BRASILIA, Mar 15 (Reuters) - Permission for the sale and consumption of alcoholic beverages during the World Cup 2014 at the stadiums will be held in the General Law of the World Cup, to be voted on next week in the Deputy House, said the rapporteur of the project, Mr Vicente Candido (PT-SP).

Amid the political crisis between allies in Congress, the government had announced no commitment to FIFA for the sale and consumption of alcohol in stadiums in an attempt to facilitate the passage of the law establishing rules for the implementation of the World Cup in 2014 and 2013 Confederations.

"Return everything as it was before. Nobody understood anything, it was kind of a totally new information, out of context," said Candido, to Reuters.

The new position is a reversal of Candido. On Wednesday, he said he would remove the device that legalizes the liquor in the arena after meeting with representatives of the Civil House, which had stated there was no agreement on such a government requirement.

Even on the night of Wednesday, the federal deputy attended a meeting with the government, and soon after the Sports Minister, Aldo Rebelo, issued a statement. The minister made it clear in the note, "with commitment to FIFA on the sale of food and drink in the stadiums."

The question of interest to FIFA, which has a brewery of its main sponsors. Members opposed to the liberalization of the drinks claim that permission may increase violence in the arenas.

Without the device that explains the sale of alcoholic beverages, FIFA would have to negotiate with each State to obtain authorization to market the products.

"PASSING THE LIMIT"
The new impasse over the law is on the eve of a meeting between President Rousseff and FIFA president Joseph Blatter, and a moment in the troubled relations between the country and the entity.

The secretary-general of the organization, Jérôme Valcke, repeatedly criticized the delay in approval of the General Law of the tournament. In the last one, said that Brazil needed a "kick in the ass" to make the event happens. After the declaration, Brazil vetoed his role as interlocutor with the FIFA.

"It starts to get embarrassing for Brazil to approve this delay. Already passing the limit of the delay. FIFA is right on the pressure and Brazil it has to fulfill its commitments," said Candido.


The law, passed in the Special Committee last week, to go through the full House and Senate before going to presidential approval.

I would really like to know who the good conscience agree with this attitude of politicians, are trying to blackmail the President Dilma, I can only see this position. Because they never stop selling alcohol in the stadiums, we only need to change two words, which are "inside" and "out" because we never ceased to exist in the games, alcohol inside or outside, only the chutzpah of us people is sent as ours representatives.

And that's a shame to see what they are doing with this country, because the ex-pres.Lula signed a document accepting the conditions of FIFA, and now after all these years shows how ours representatives have appreciation for the country and the integrity of his word.


(Reporting by Hugo Bachega, with additional reporting by Jeferson Ribeiro). Comment: Roberto Queiroz. Photo: publicity.
Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.

24 de março de 2011

After the Congress, Teixeira appeals to the presidential palace to try to block CPI/Depois do Congresso, Teixeira apela ao Palácio do Planalto para te


Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o dirigente máximo do futebol brasileiro foi recebido, fora da agenda oficial, pelo ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, para tratar do assunto.

Acuado em meio à possibilidade da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, apelou na última quarta-feira ao Palácio do Planalto para tentar evitar a instalação da comissão.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o dirigente máximo do futebol brasileiro foi recebido, fora da agenda oficial, pelo Ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, para tratar do assunto.

O cartola, que não quis falar com a imprensa na chegada ao Planalto, alegou que uma CPI neste momento prejudicaria a imagem do Brasil às vésperas da Copa do Mundo de 2014.

Teixeira também pediu apoio do governo para que os parlamentares da base aliada não assinem o requerimento do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que já conta com o apoio de 139 congressistas. São necessárias 171 assinaturas para a criação da CPI.

Ricardo Teixeira já havia feito "plantão" em Brasília na última semana, quando esteve no Congresso Nacional e conversou diretamente com vários parlamentares pedindo apoio na tentativa de barrar a CPI. Ele chegou a ser recebido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia.

Será que preciso comentar mais alguma coisa? O futebol no Brasil chegou as raias do absurdo ou se muda tudo, ou não teremos uma grande Copa do Mundo.

Fonte: Folha de São Paulo. Foto: Divulgação.
Comentário e Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.

Second report of the newspaper Folha de S. Paulo, the leader of the Brazilian football/soccer Federation was received outside the official agenda, the Minister of Institutional Relations, Luiz Sérgio, to treat the issue.

Helpless amid the possibility of opening a Parliamentary Investigation Commission (CPI) in Congress to investigate the Brazilian Football Confederation (CBF), the CBF president Ricardo Teixeira, has called on the last Wednesday of the Presidential Palace to try preventing the installation of the committee.

Second report of the newspaper Folha de S. Paulo, the leader of the Brazilian football/soccer was received outside the official agenda, the Minister of Institutional Relations, Luiz Sérgio, to discuss the issue.

The president of CBF, who declined to speak to the media upon arrival at the presidential palace, a CPI claimed that this time would harm the image of Brazil on the eve of World Cup 2014.

Tan also urged government support for representatives to the allied base not sign the application by Mr Anthony Garotinho (RJ-PR), which already has the support of 139 congressmen. 171 signatures are needed to create the CPI.

Ricardo Teixeira had made "breaking news" in Brasilia last week, when he was in Congress and spoke directly with several Federal Deputies asking for support in trying to stop the CPI. He came to be welcomed by the president of the Chamber of Deputies, Marco Maia.

Do I need to comment on anything else? Football in Brazil reached the verge of absurdity, or changes everything, or we will not have a great World Cup.

Source: Folha de Sao Paulo. Photo: Publicity.
Commentary and Translation: Roberto Queiroz de Andrade.