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2 de janeiro de 2015

TRAMBIQUE TAMBÉM NO FUTEBOL



No afã de derrotar o governo a qualquer custo para provar a fragilidade da base política de apoio à presidente Dilma Rousseff no Congresso, governistas dissidentes e a oposição prestaram enorme desserviço ao contribuinte, à torcida e à viabilidade do futebol como negócio no Brasil. Pois quarta-feira a Câmara dos Deputados concedeu pela MP 656 benefícios fiscais, inclusive uma anistia aos clubes, sem a contrapartida prevista no projeto original, encaminhado pelo Ministério dos Esportes. 

Essa briga política não resultará de imediato no prêmio lotérico esperado pelos dirigentes maus pagadores do futebol, nem sempre acima de qualquer suspeita, pois para se tomar lei o texto aprovado precisa passar pelo Senado e pela sanção presidencial. Mas sua aprovação já alerta para a evidência de que nem sempre o que vem do Executivo é forçosamente ruim e nem toda iniciativa oposicionista visa necessariamente ao bem da Nação.

A calamitosa situação do futebol brasileiro nos gramados, evidenciada nas derrotas de 7 a 1 para a Alemanha e de 3 a 0 para a Holanda nos dois jogos finais do Mundial disputado em casa, é mero reflexo da desastrosa situação financeira dos clubes, inclusive os que têm maior número de torcedores. A péssima gestão da grande maioria deles resultou numa enorme dívida com o Fisco, calculada hoje pelos especialistas em R$ 3,7 bilhões. 


Antes de atrasar salários ou pagamento de direito de imagem de seus craques, tais clubes deixam de pagar as obrigações com o poder público, como não recolher as parcelas devidas à Previdência Social nem pagar impostos à Receita Federal e multas aos poderes públicos.

Neste ano, a calamidade assolou o time de maior torcida do Brasil, o Flamengo, e seu rival, o Botafogo, que deu grandes contribuições às glórias do esporte no Brasil. O chamado clube da Estrela Solitária teve de mandar seus jogos no Brasileirão fora do Rio para se livrar da penhora de dívidas abatidas de suas bilheterias.

Numa tentativa demagógica de resolver o problema sem punir os maus gestores, o Ministério do Esporte mandou para o Congresso o Projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Sua ideia central era negociar a dívida considerada impagável em troca de obrigações que os dirigentes seriam forçados a cumprir para terem a dívida perdoada. Mas seu texto foi incluído no "pacotão de Natal", a MP 656, que virou uma colcha de retalhos com 43 novos temas, chamados de "jabutis".

Sob a liderança do líder do PMDB e candidato a presidente da Casa, Eduardo Cunha (RJ), parte da base governista e a oposição aprovaram na medida provisória o parcelamento da dívida dos clubes com a União em até 240 meses (20 anos). A benemerência foi completada com a concessão de descontos de 70% das multas e de 30% dos juros. 


O texto aprovado manda para as calendas qualquer iniciativa de moralização da gestão financeira dos clubes e, em consequência, qualquer tentativa de modernizar sua administração. O técnico da seleção vice-campeã do mundo em 1950, Flávio Costa, dizia que o futebol brasileiro era ótimo dentro e péssimo fora das quatro linhas dos gramados. Agora tudo vai mal, no campo e fora dele. 

Se o Senado aprová-la e Dilma não vetá-la, a MP 656 tomará inevitável a contaminação de fora para dentro de forma irreparável. Pois prejudica o contribuinte, que pagará a conta pela roubalheira dos cartolas, e os torcedores dos clubes mal geridos, que continuarão sendo rebaixados para divisões inferiores do Brasileirão, como o Palmeiras em 2012, o Vasco em 2013 e o Botafogo este ano. E será injusto com clubes que, geridos adequadamente, têm tido bom desempenho, como o Cruzeiro e o Atlético de Minas e o Internacional de Porto Alegre.

Artigo: Ricardo Gomes Silva - CEO at  S Studio marketing.

O nosso prezado amigo, esqueceu de mencionar que o Sport Recife também faz parte desta minoria.

16 de outubro de 2012

POLITICA ENCRAVADA NO CONCRETO DAS NOVAS ARQUIBANCADAS / POLICY STUCK IN THE CONCRETE OF THE NEW BLEACHERS



Pela enésima vez, a Arena Pernambuco ficou em xeque em relação à presença na Copa das Confederações de 2013.

Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA, segue dando indiretas sobre a quantidade de subsedes no “festival de campeões” (em vez de seis estádios, cinco ou até quatro) e o governo do estado segue plenamente otimista sobre o desfecho dessa longa história.

Estrutura de concreto à parte, já com 64% de avanço físico, o capítulo final deve respingar no desejo político de Eduardo Campos em 2014, com a possível disputa pela presidência. Inteligente, o socialista sabe muito bem das consequências possíveis.

A realização dos torneios de 2013 e 2014 na arena a transformaria em um dos principais palcos esportivos do País nesta nova geração. Por outro lado, um ponto de corte na Copa das Confederações resultaria numa munição de grosso calibre para futuros adversários, sobretudo com o investimento extra para acelerar a obra.

Considerando este ponto e o fato de que na FIFA a política caminha (historicamente) à frente dos dados técnicos, a permanência da Arena Pernambuco – cujo anúncio definitivo será em novembro – é uma verdadeira incógnita, ainda mais com as recentes declarações do governador, fazendo uma leve dissociação de antigos aliados, ainda no poder, e trilhando uma aventura solo na próxima eleição.

Que fique claro isso é apenas a opinião de quem acompanha todo esse processo, ainda que de fora, há mais de dois anos. E que viu a Arena Pernambuco entrar na lista da Copa das Confederações justamente pela força política local.

Infelizmente a politica está no meio disto, mas antes de tudo, dormimos em berço esplêndido quando demoramos a fazer o que deveria ter sido feito, como por exemplo, as desapropriações, perdeu-se demasiado tempo brigando por míseros reais, quando depois o próprio governo teve que abrir as torneiras para tentar conseguir entregar a Arena pronta, no prazo da copa das confederações, e olhe que ainda está se tentando.

Sinto muito, mas tenho que escrever isto, faltou gente com conhecimento, visão e um planejamento estratégico que teria que fazer estas projeções, ou então foi dolo, pois estamos vendo um rio de dinheiro sendo canalizado para elas, e sem termos ainda a certeza de que a FIFA aprovará.

Fonte: Blog de Esportes, Cássio Zírpoli. Foto: Blog de Esportes.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

For the umpteenth time, the Arena Pernambuco was in check for the presence in the 2013 Confederations Cup.

Jérôme Valcke, FIFA's secretary general, follows hinting about the amount of subsedes the "festival of champions" (instead of six stages, five or even four) and the state government follows fully optimistic about the outcome of this long history.

Concrete structure aside, now with 64% physical progress, the final chapter in the political desire to spill Eduardo Campos in 2014, with a possible race for president. Intelligent, socialist knows very well the possible consequences.

The completion of the 2013 and 2014 tournaments in the arena to turn into a major sporting venues papers of this new generation in our country. Moreover, a cutoff in the Confederations Cup would result in a large-caliber ammunition for future opponents, especially with the extra investment to accelerate the work.

Considering this point and the fact that in FIFA politics walks (historically) ahead of the technical data, the permanence of the Arena Pernambuco - whose final announcement will be in November - is a real mystery, even with recent statements by the governor, making a mild dissociation of former allies still in power, and an adventure treading ground in the next election.

Let it be clear this is only the opinion of those who follow the whole process, even outside for more than two years. And he saw the Pernambuco Arena enter the list of the Confederations Cup just by force local politics.

Unfortunately the policy is in the midst of this, but first of all, we sleep in the splendor linger when to do what should have been done, such as foreclosures, lost too much time fighting over measly real, then when the government itself had to open the taps to try to get ready to deliver the Arena within the Confederations Cup, and look who is still trying.

Sorry, but I have to write this, we lacked the knowledge, vision and a strategic plan that would have to make these projections, or it was intentional, because we're seeing a flood of money being channeled to them, and without having yet sure FIFA to approve.

Source: Sports Blog, Cassius Zírpoli. Photo: Sports Blog.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.

2 de junho de 2011

Blatter minimizes complaints and denies crisis at FIFA/Blatter minimiza denúncias e nega crise na FIFA.


  1. Apesar das seguidas denúncias de corrupção que vêm atingindo a cúpula da FIFA, o presidente Joseph Blatter negou nesta segunda-feira que a entidade responsável pelo futebol mundial esteja em crise. O dirigente deverá confirmar seu quarto mandato à frente da FIFA na eleição desta quarta, depois da desistência do seu único concorrente, o catariano Mohamed bin Hammam.

  2. 'Crise? Que crise? O futebol não está em crise. Nós não estamos em crise, estamos apenas passando por algumas dificuldades que serão resolvidas - e serão resolvidas dentro desta família', declarou o presidente da FIFA, que admitiu o 'grande prejuízo' causado à entidade pelas últimas denúncias.

  3. Em tom ameno, Blatter disse ainda que as Copas do Mundo de 2018 e 2022, na Rússia e no Catar respectivamente, 'não foram manchadas' pelas suspeitas de compra de votos durante o processo eletivo realizado em dezembro do ano passado. Denúncia de um jornal britânico revelou que membros votantes da FIFA receberam propina antes da eleição.

    As suspeitas de corrupção sobre a escolha do Catar aumentou nesta segunda-feira, com a divulgação de um e-mail no qual o secretário-geral Jerome Valcke, número dois da FIFA, sugeriu que o país 'comprou' o direito de sediar o Mundial de 2022, por intermédio do catariano Mohamed Bin Hammam, ex-candidato à presidência da FIFA. 'Ele pensou que pode comprar a FIFA como eles compraram a WC [Copa do Mundo]', afirmara Valcke.Horas depois, o secretário voltou atrás e disse que foi mal interpretado. Em sua defesa, ele afirmou que usou o verbo 'comprar' para se referir ao alto investimento feito pela candidatura para fazer lobby em nome do Catar.

    'Quando me referi à Copa do Mundo de 2022, o que quis dizer foi que a candidatura vencedora usou o seu potencial financeiro para angariar apoio e fazer lobby. Eles tinham um orçamento muito grande e se utilizaram disso para promover a candidatura do Catar por todo o mundo de uma maneira muito eficiente', explicou.

    A divulgação do polêmico e-mail foi feita pelo vice-presidente da FIFA Jack Warner, que fora suspenso no domingo. Presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central e Caribe), Warner e Mohamed Bin Hammam foram afastados do futebol de forma provisória por conta de uma denúncia de pagamento de propina a membros da Associação Caribenha de Futebol. O suborno asseguraria votos em Bin Hammam no pleito da FIFA.

    Bin Hammam acabou retirando sua candidatura, mas acusou o próprio Blatter de usar o mesmo expediente para conquistar votos na eleição. Investigado pelo Comitê de Ética da FIFA, o suíço foi absolvido no domingo, por falta de provas. Na mesma audiência, o Comitê suspendeu Bin Hammam e Jack Warner.

  4. Estas decisões causaram irritação de alguns membros da Ásia, que ameaçaram boicotar o congresso que decidirá o futuro presidente da FIFA nesta quarta. Vice-presidente da Confederação Asiática de Futebol, Yousuf al-Serkal criticou a punição a Bin Hammam, seu aliado, e reforçou a revolta contra o desempenho de Blatter à frente da entidade.

  5. RECURSO - Horas depois de Bin Hammam anunciar que tentaria reverter a suspensão imposta no domingo, Jack Warner disse que consultaria um juiz suíço para avaliar a legalidade da punição, embora a FIFA proíba seus membros de obter decisões judiciais fora da esfera esportiva.

    PATROCÍNIO - As denúncias envolvendo membros da FIFA poderão causar sérioprejuízos financeiros no futuro. Depois da polêmica sobre o e-mail de Jerome Valcke, a Coca Cola, uma das principais patrocinadoras da FIFA, mostrou preocupação com a imagem da entidade.

    'As alegações que estão sendo levantadas geram angústia e não são boas para o esporte', divulgou a empresa, em nota. 'Acreditamos que a FIFA resolverá essa situação de uma forma acertada'. Mais cedo, a Adidas, outra patrocinadora da entidade, declarou que as suspeitas 'não são boas para o esporte e nem para a FIFA e seus parceiros'.

    Infelizmente depois de tudo isto que está acontecendo a FIFA e o futebol nunca serão os mesmos. Sempre deverá pairar uma nebulosidade sob os dirigentes do esporte e infelizmente estamos assistindo a corrupção e o nepotismo tomarem conta do futebol nacionalmente e internacionalmente.

  6. Porque o futebol e sua organização estão em crise aqui, na America Latina, na Europa, na Asia, ou seja no mundo todo, so não ver ou não sabe quem não tem nada no futebol ou mesmo quem é cego, surdo e mudo, logicamente e seus diretores que não largam o osso.

  7. Esperemos que os grandes patrocinadores exijam respeito e peçam uma auditoria independente, para que todas estas acusações sejam passadas a limpo e o futebol passe a ter “fair play”, jogo limpo.


  8. Fonte: Reuters e ESPN.COM Foto: Divulgação.

  9. Comentário e Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.


  10. Despite followed allegations of corruption that have afflicted the dome FIFA president Joseph Blatter denied on Monday that the entity responsible for the football world is in crisis. The manager must confirm his fourth term ahead of FIFA in the election this Wednesday, after the withdrawal of its only competitor, the Qatari Mohamed bin Hammam.


    'Crisis? What crisis? Football is not in crisis. We are not in crisis, we are just going through some difficulties to be resolved - and will be resolved within this family, "said FIFA President, who acknowledged the" great damage "caused by the latest allegations to the entity.

    Mild in tone, Blatter said that the World Cups of 2018 and 2022, Russia and Qatar respectively, 'were not spotted' on suspicion of buying votes during the election process held in December last year. Complaint from a British newspaper revealed that voting members received bribes from FIFA before the election.

    Suspicions of corruption on the choice of Qatar rose Monday, with the release of an e-mail in which the secretary-general Jerome Valcke, FIFA's number two, suggested that the country 'bought' the right to host the World 2022, through the Qatari Mohamed Bin Hammam, a former candidate for president of FIFA. 'He thought he could buy FIFA as they bought the WC [World Cup], "said Valcke.

    Hours later, the secretary came back and said he was misunderstood. In his defense, he said he used the verb 'buy' to refer to the high investment made by application to lobby on behalf of Qatar. 'When I referred to the 2022 World Cup, what I meant was that the winning bid used its potential to raise financial support and lobbying. They had a very large budget and used it to promote the candidacy of Qatar in the entire world in a very efficient way, "he explained.

    The release of a controversial e-mail was made by FIFA Vice President Jack Warner, who was suspended on Sunday. President of CONCACAF (Confederation of Football in North and Central America and Caribbean), Warner and Mohamed Bin Hammam was away from football for a provisional account of a termination payment of bribes to members of the Caribbean Association Football. Bribery ensures votes in the poll Bin Hammam of FIFA.

    Bin Hammam ended up withdrawing her candidacy, but Blatter himself accused of using the same policy to win votes in the election. Investigated by the Ethics Committee of FIFA, the Swiss on Sunday was acquitted for lack of evidence. At that hearing, the Committee suspended Bin Hammam and Jack Warner.

    These decisions have caused irritation of some in Asia, which threatened to boycott the congress which will decide the future president of FIFA on Wednesday. Vice-President of the Asian Football Confederation, Yousuf Al-Serkalem criticized the punishment for bin Hammam, his ally and strengthened the revolt against Blatter's performance ahead of the entity.

    APPEAL - Hours after announcing he would try to Bin Hammam reverse the suspension imposed on Sunday, Jack Warner said he would consult a Swiss court to assess the legality of the punishment, although FIFA prohibits its members from obtaining judicial decisions outside of sports.

    SPONSORSHIP - Complaints involving members of FIFA may cause serious financial harm in the future. After the controversy over the e-mail from Jerome Valcke, Coca Cola, a major sponsor of FIFA, expressed concern with the image of the entity. "The allegations are being raised that generate anxiety and not good for the sport," the company said in a statement. 'We believe that FIFA will resolve this situation in a right way'. Earlier, Adidas, sponsor of another entity, said the suspects "are not good for the sport and not for FIFA and its partners'.

    Unfortunately after all this is happening to FIFA and football aren’t the same. Where should a cloud hovering under the leadership of the sport and unfortunately we are witnessing the corruption and nepotism take account of football nationally and internationally.

    Because the football and his organization are in crisis here in Latin America, Europe, Asia, or worldwide, so do not see or know someone who has nothing in football or even who is blind, deaf and dumb, of course and its directors of the organization and do not want drop the bone.

    We hope that the big sponsors demand respect and request an independent audit, so that all these accusations are be cleaned up and pass to the football "fair play".

    Source: Reuters and ESPN.COM Photo: Publicity.
    Commentary and Translation: Roberto Queiroz de Andrade.








23 de abril de 2011

Candidate Blatter makes the 1st call and says that FIFA does not need revolution/Candidato, Blatter faz 1º apelo e diz que FIFA não precisa de revoluç


Suíço insistiu em uma carta para as 208 associações nacionais, publicada nesta quarta, que pode proporcionar 'estabilidade, continuidade e confiabilidade' em um mundo de turbulências políticas.

Em seu primeiro apelo direto aos eleitores da FIFA, Joseph Blatter pediu-lhes para rejeitar uma revolução e reelegê-lo presidente em 1º de junho. O dirigente suíço insistiu em uma carta para as 208 associações nacionais, publicada nesta quarta-feira, que ele pode proporcionar "estabilidade, a continuidade e a confiabilidade" em um mundo de turbulências políticas e econômicas.

Esta foi a primeira declaração de campanha de Blatter desde o anúncio da candidatura do seu ex-aliado Mohamed Bin Hammam, do Catar, que não foi mencionada nas quatro páginas do documento. Blatter ainda prometeu distribuir US$ 1 bilhão entre os membros da FIFA para o desenvolvimento de projetos ao longo dos próximos quatro anos, e enfrentar as ameaças de "corrupção, combinação de resultados e doping".

O suíço, de 75 anos, que está na direção da FIFA desde 1998, busca um quarto mandato presidencial, que prometeu ser o seu último. "Eu tenho toda a motivação, experiência, ideias e energia necessária para completar a minha missão", escreveu Blatter.

Com a FIFA sofrendo acusações de corrupção, Blatter, prometeu também dar um papel mais forte ao seu comitê de ética. Dois membros do comitê executivo foram suspensos e não puderam participar da escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. "Eu vou garantir a disciplina, respeito e fair-play dentro e fora do campo", disse.

Na carta aberta, Blatter disse que o mundo está sendo afetado por "catástrofes nucleares e naturais", crise financeira e "instabilidade política e revolução em muitas regiões". "Nestes tempos difíceis, a FIFA precisa em primeiro lugar de estabilidade, continuidade e confiabilidade", disse Blatter, que foi secretário-geral da entidade por 17 anos antes de se tornar presidente. "Nós não precisamos de uma revolução dentro da FIFA, mas a contínua evolução e a melhoria do nosso jogo e da nossa organização" acrescentou.

Infelizmente tenho que dizer isto, discordo de A a Z de suas declarações, temos que ter o exemplo vindo do alto comando, do contrário, teremos esta perpetuação em todas as esferas do futebol no mundo. Precisamos sim, renovar, dar uma regeneração com sangue novo, este negócio de continuísmo cheira mais a “Ditadura” e neste século não existe mais esta condição.

O período formal e legal é de 4 anos, mais depois que alguém consegue se eleger, nunca mais quer sair, é necessário portanto, que o presidente da FIFA dê o exemplo, retirando-se dignamente e com a satisfação de dever cumprido. Deixando que outros possam também contribuir para o futebol com seu legado.


Fonte: Reuters. Foto: Roberto Queiroz de Andrade.
Comentário e Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.

Swiss insisted in a letter to the 208 national associations, published on Wednesday, which could provide "stability, continuity and reliability 'in a world of political turmoil.

In his first direct appeal to voters of FIFA, Joseph Blatter asked them to reject a revolution and re-elect him president on 1 June. The Swiss leader insisted in a letter to the 208 national associations, published on Wednesday, he can bring "stability, continuity and reliability" in a world of political and economic turmoil.

This was the first campaign statement for Blatter since the announcement of the candidacy of his former ally Mohamed Bin Hammam of Qatar, which was not mentioned at the four document pages. Blatter also promised to distribute $ 1 billion among the members of FIFA for the development of projects over the next four years, and face the threat of "corruption, match-fixing and doping."

The Swiss, 75, who is in charge of FIFA since 1998, seeks fourth term as president, who promised to be his last. "I have all the motivation, experience, ideas and energy needed to complete my mission," Blatter wrote.

With the FIFA suffering accusations of corruption, Blatter also promised to give a stronger voice to its ethics committee. Two members of the executive committee have been suspended and could not participate in selecting the sites for the World Cups of 2018 and 2022. "I will ensure discipline, respect and fair play on and off the field," he said.

In an open letter, Blatter said the world is being affected by "natural and nuclear disasters," the financial crisis and "political instability and revolution in many regions." "In these difficult times, first the FIFA needs stability, continuity and reliability," said Blatter, who was secretary general of the organization for 17 years before becoming president. "We do not need a revolution within FIFA, but the continued evolution and improvement of our game and our organization," he added.

Unfortunately I have to say this, I disagree from A to Z of his statements, we have to have the example from the high command, otherwise it will perpetuate at all levels of football in the world. Yes we need to renew, give regeneration with new blood, this business continuity smells like a "dictatorship" in this century that condition no longer exists.

The formal legal period is 4 years, but when anyone can get elected, never wants to leave anymore, it is necessary therefore that the FIFA president lead by example and retire with dignity and satisfaction of accomplishment. Allowing others to also contribute to the football with his legacy.


Source: Reuters. Photo: Roberto Queiroz de Andrade.
Commentary and Translation: Roberto Queiroz de Andrade.

10 de abril de 2011

CBF prohibits teams from Piauí to participate in National Games/CBF proíbe times do Piauí de participarem de jogos nacionais.


A Federação de Futebol do Piauí está proibida de participar de qualquer competição nacional ou atividades realizadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Em assembléia geral realizada na última quinta-feira, com a presença de 25 federações filiadas, a CBF decidiu afastar, em caráter preventivo, a entidade piauiense, devido ao impasse judicial que derrubou o presidente Lula Ferreira e determinou a posse de Cesarino Oliveira Sousa na Federação.

A entidade que comanda o futebol brasileiro alega que existe um impasse judicial e que a nova direção não foi eleita dentro do regular processo eleitoral. Em contato com o site Terra, a assessoria de imprensa da CBF não quis se pronunciar sobre o assunto e reiterou que a decisão foi tomada por unanimidade, com votos de todas as demais federações filiadas.

Com a decisão da CBF, nenhum jogador será transferido de outros Estados para o Piauí. A Federação também fica impedida de receber repasses de recursos.

Cesarino Sousa caracterizou a decisão como um "boicote" à Federação do Piauí, devido à ligação do antigo presidente com os dirigentes da CBF. Ele conta que desde janeiro não recebe nada da entidade nacional, que teria deixado de repassar quase R$ 150 mil nos últimos três meses.

"Vamos enfrentar essa briga com a CBF até o fim. Isso é uma discriminação, um boicote infundado e sem motivo", disse Cesarino Sousa.

O presidente reclama que desde que assumiu a Federação do Piauí não consegue se comunicar com a CBF nem via telefone ou ofícios. "É uma má vontade terrível. Não consigo falar com os dirigentes e soube até que os documentos que chegam são rasgados", afirmou.

Cesarino disse que o campeonato piauiense não será prejudicado. No Estado, existem mais de 300 jogadores profissionais. "Vamos entrar com ação judicial e se for preciso acionaremos judicialmente a Confederação", disse o presidente.

Vejam por si próprios, que o futebol profissional brasileiro está em parafuso e não vemos nenhuma luz no final do túnel. Todos que militam no futebol sabem que a determinação da FIFA é de que não se deve usar a Justiça Comum e quem o fizer deve ficar fora do futebol profissional.

De uma coisa nós todos sabemos, nenhum presidente atual de Federação pensa em sair mais do cargo e quem se aposentar deve deixar um parente no comando. Além de que ninguém pode se candidatar a presidente de Federação pois o processo está direcionado a manter os que lá estão.


Todos estão seguindo os exemplos que vem de Zurique e vamos esperar o resultado da eleição no dia 1º de Junho, quando das eleições presidenciáveis da FIFA.


Fonte: www.terra.com.br Foto: Divulgação.
Comentário e Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.


The Football Federation of Piaui is prohibited from participating in any national competition or activities conducted by the CBF (Brazilian Football Confederation).

At a general meeting held last Thursday, attended by 25 member associations, CBF decided to depart in a preventive nature, the entity Piauí, due to the judicial impasse that overthrew President Lula Ferreira and determined the ownership of the Sousa Oliveira Cesarino Federation.

The entity that runs Brazilian football/soccer claims that there is a judicial impasse and that a new leadership was not elected in the regular election process. Contact the Terra website, a spokesperson for the CBF declined comment on the matter and reiterated that the decision was taken unanimously with votes from all other member associations.

With the decision of CBF, no player will be transferred to other states for Piaui. The Federation is also barred from receiving transfers of resources.

Cesarino Sousa characterized the decision as a "boycott" the Federation of Piaui, due to the connection of the former president with the leaders of the CBF.

He says that since January he gets nothing from the national body that would have left to pass on nearly $ 150,000 in the last three months.
"We'll take this fight with the CBF to the end. This is a discrimination, a boycott baseless and without reason," said Sousa Cesarino.

The president claims that since taking over the Federation of Piaui can not communicate with the CBF or via phone or letters. "It's a terrible grudge. I can not talk with the leaders and knew that the documents until they arrive are torn," he said.

Cesarino Piauí said the league will not be harmed. In the state, there are over 300 professional players. "We're going to pursue legal action and if need be filed suits the Confederacy," the president said.

See for themselfs that the Brazilian professional football is spinning and we see no light at the end of the tunnel. Everyone in football knows who argue that the determination of the FIFA is that no one should use the regular courts and those who do must stay out of professional football.

One thing we know, no current president of the Federation thinks of leaving office more and who retire, to leave a relative in charge. Besides that no one can apply for president of the Federation since the process is directed to keep those who are in charge.

All are following the examples that come from Zurich and we await the outcome of the election on 1 June when the FIFA presidential election.


Source: www.terra.com.br Photo: Publicity.
Commentary and Translation: Roberto Queiroz de Andrade.