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1 de junho de 2015

Cartolas teriam usado paraísos fiscais para distribuir propinas

Dirigentes da Confederação Brasileira Futebol (CBF)teriam usado empresas e contas em paraísos fiscais para distribuir propinas de contratos comerciais. É o que apontam uma série de documentos, contratos e e-mails obtidos pelo Estado. Os papéis revelam como, supostamente, empresas no exterior eram propostas como forma de fechar acordos e, ao mesmo tempo, garantir um canal de pagamento para propinas. Uma delas é a ISE, empresa de fachada criada por investidores árabes da gigante DAG nas ilhas Cayman e que conta apenas como uma caixa postal. 
Contratos para a realização dos amistosos do Brasil até 2022 foram fechados com a empresa e a CBF, em nota, afirmou que não tinha o poder de definir onde a parceira deve ter sua sede. Segundo um informe da consultoria KPMG, a ISE ainda teria sido responsável por pagamentos de propinas a Mohamed Bin Hammam, o ex-vice-presidente da FIFA e que tentou derrubar Blatter do poder na entidade. Bin Hammam também era um aliado de Teixeira. Sede da CBF: ex-presidentes da entidade estão envolvidos no escândalo Fábio Motta/Estadão
Um dos contratos obtido pelo Estado mostra a forma pela qual parte da renda dos amistosos eram supostamente desviadas. A ISE fechou um acordo para negociar 24 amistosos com a empresa Uptrend Development LLC, com sede em Nova Jersey, nos EUA. Em nome da empresa nos Estados Unidos, a assinatura é de Alexandre R. Feliu, o nome oficial de Sandro Rosell Feliu, ex-presidente do Barcelona, ex-representante da Nike no Brasil e indiciado por crimes fiscais na Espanha. A empresa americana de Rosell também era de fachada e não tinha sequer funcionários ou sede. 

A partir de cada jogo, eram repassados para a ISE como lucros da partida cerca de US$ 1,6 milhão (R$ 5 milhões). Desse total, US$ 1,1 milhão (R$ 3,5 milhões) seguia para a CBF como pagamento pelo cachê. Mas o restante não era contabilizado para a entidade. Os papéis mostram que US$ 450 mil (R$ 1,4 bilhão) seriam encaminhados para contas nos EUA, em uma empresa de propriedade de Rosell, aliado de Ricardo Teixeira em dezenas de projetos comerciais.

No total, o contrato aponta que, por 24 jogos, o valor previsto para o pagamento seria de 8,3 milhões de euros (US$ 10,9 milhões) para a empresa nos EUA. Dividido por 24 jogos, esse valor seria de US$ 450 mil.

A Nike e Teixeira também estão no foco do Departamento de Justiça dos EUA, que apontam para um pagamento em uma conta na Suíça de US$ 40 milhões (R$ 127 milhões). No indiciamento dos dirigentes, documento insinua que um cartola do alto comando da CBF e membro do Comitê Executivo da FIFA estaria envolvido em uma negociação com uma empresa de roupas esportivas dos EUA. 

Essa condição seria preenchida apenas por Teixeira nos anos 90 e até 2012. No caso da empresa, ela seria a Nike. Em nota a Nike, a empresa afirma que está ajudando as autoridades. “Como todos os nossos fãs ao redor do mundo, nós somos apaixonados pelo jogo e estamos preocupados com essas acusações muito sérias. A Nike acredita fortemente em ética e fair play tanto nos negócios como no esporte, e repudia fortemente toda e qualquer forma de manipulação ou propina. Nós já estamos cooperando, e seguiremos cooperando, com as autoridades."

MÔNACO Gravações ainda mostram que Ricardo Teixeira manteve contas secretas em Mônaco, avaliadas em R$ 100 milhões. A informação foi revelada pelo jornal eletrônico francês Mediapart, como parte de uma investigação conduzida sobre o banco Pache, uma filial do grupo Credit Mutuel.

O caso estaria sendo investigado pelas autoridades monegascas por lavagem de dinheiro, num processo conduzido pelo juiz Pierre Kuentz. Em gravações realizadas pela Justiça, o nome de Teixeira é citado pelo diretor do banco, Jürg Schmid.“Nós, no banco Pasche, devemos provavelmente aceitar clientes que outros bancos certamente não aceitariam”, disse em Schmid em uma gravação. 

Ele explicaria de forma mais precisa sua declaração. “Eu tenho um, o ‘grande brasileiro’ ”, afirma, se referindo a Teixeira. “Eu sei muito bem que nenhum outro banco de Mônaco queria abrir uma conta dele”, disse. “Nos fizemos tudo, já que temos a declaração de imposto e a declaração dos tribunais que dizem que ele não foi condenado”, declarou. “Evidentemente, ele é conhecido, mundialmente conhecido”, afirmou. 

O banqueiro chegou a dar explicações sobre a origem do dinheiro. “Sabemos que ele recebeu dinheiro em troca de favores, mas não são políticos”, disse. “Decidimos juntos que nós o receberíamos porque ele nos traz 30 milhões de euros e isso não é pouco”, finaliza Schmid nas gravações. Teixeira teria feito diversas viagens até Mônaco e se hospedando no luxuoso hotel Metropole.

As coisas estão começando a serem mostradas e não demora muito o presidente da FIFA, terá seu nome atrelado a estas irregularidades. Alias, sobre o Ricardo Teixeira, ele movimentou quase meio milhão de reais por ocasião da copa do Mundo no Brasil, mesmo depois de ter renunciado (tendo deixado seu parceiro no comando da CBF), esse negócio de bater prego em estopa não esta no script dele.

11 de junho de 2013

CBF PAGA CARO POR PRIVACIDADE DA SELEÇÃO BRASILEIRA EM HOTEL DE GOIÂNIA / CBF PAYS DEARLY FOR PRIVACY FOR THE BRAZILIAN TEAM AT HOTEL IN GOIÂNIA


Confederação gastou no mínimo R$ 385 mil para que 120 quartos de luxo permanecessem vazios.

GOIÂNIA - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pagou a diária de 120 quartos de luxo, por dez dias, para que ficassem vazios durante a permanência da seleção em Goiânia. 

O dinheiro 'jogado fora' em troca da privacidade dos atletas no hotel que recebe a delegação equivale a R$ 385 mil, no mínimo. Esse cálculo é baseado em pacotes promocionais para grandes grupos de hóspedes, vigentes há vários meses, como revelou ao Estado um alto funcionário do hotel.

A entidade fechou o Hotel Mercure, construído ano passado, e arcou com as despesas de 170 quartos por uma semana e meia - 50 deles serviram a jogadores, à equipe de profissionais que trabalha com Luiz Felipe Scolari, a funcionários de empresas que prestam serviço à CBF e convidados Vips, incluindo vários representantes dos patrocinadores da confederação.

Somente três quartos dos 173 disponíveis no hotel permaneceram com seus hóspedes - pessoas que praticamente moram no local. Dos 18 andares do Mercure, nem a metade foi utilizada desde o domingo retrasado.

O Estado conversou com três funcionários do hotel nos dias em que a seleção esteve em Porto Alegre para jogar com a França. Um deles afirmou que teve acesso ao contrato firmado entre o Mercure e a CBF, no qual se estabeleceu, por exemplo, o compromisso de que ninguém usaria a suíte presidencial, cuja diária sai a R$ 4 mil. "Essa suíte é quase propriedade do Mr. Catra", contou o funcionário, referindo-se à preferência do cantor de funk quando se hospeda na capital de Goiás.

Os jogadores e a comissão técnica ficaram hospedados em apartamentos intitulados como "superior single". São suítes com cama de casal, TV de plasma de 32 polegadas, sistema de Wi-Fi, cofre, ar-condicionado, escrivaninha e frigobar - que, para os atletas, só contém água por determinação da CBF.

Mesmo com a seleção no Sul, o hotel não aceitou nenhum novo hóspede e será assim até esta quarta-feira à tarde, quando a equipe viaja de Goiânia para Brasília. Abriu ao público para almoço e jantar na sexta, também no sábado, quando serviu feijoada, e no domingo. Nesta segunda, o esquema de segurança voltou a ser rígido, impedindo a entrada de estranhos. A reapresentação do grupo está marcada para esta terça.

Nesta quarta, no entanto, a seleção pode esbarrar com outras pessoas. Por causa do dia dos namorados, o Mercure vai abrigar dois eventos que já estão lotados - um almoço especial dedicado aos casais e uma noite dançante.

De acordo com a CBF, o convênio com o hotel foi firmado ano passado, mas o planejamento sofreu alterações com a realização do amistoso do Brasil com a Inglaterra no Maracanã. Antes, a entidade pretendia fazer de Goiânia base da seleção antes e durante a Copa das Confederações. A CBF não justificou o pagamento de tantos quartos sem uso.

Infelizmente as coisas aqui no Brasil não seguem parâmetros e muito menos racionalidade, veja o tamanho do inconveniente, ter outros hospedes no hotel, enquanto a seleção brasileira lá estiver. E mais ainda, o que a imprensa brasileira não seria capaz de criar e distorcer os fatos, caso acontecesse algum encontro de fãs e principalmente do sexo feminino, com os jogadores no hotel.

Portanto, assino embaixo esta precaução de responsabilidade da CBF, e todos sabem que não morro de amores pela instituição que a muito precisa ser oxigenada, para o bem do futebol brasileiro, mais uma coisa, nada tem a ver com a outra. Parabéns ao pessoal da CBF que legislou antecipadamente e acertadamente.

 Por Almir Leite e Sílvio Barsetti, do Estadão. Foto: net. Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Junior.

Confederation has spent at least R $ 385 000 to 120 rooms luxury remain empty.

GOIÂNIA - The Brazilian Football Confederation (CBF) paid for daily of 120 luxury rooms, for ten days, so they were empty during the permanence of selection in Goiania. The money 'thrown away' in exchange for the privacy of athletes at the hotel receiving the delegation is equivalent to R $ 385 thousand, at least. This calculation is based on promotional packages for large groups of guests in effect for several months, as revealed by a senior official of the state hotel.

One employer of the Mercure Hotel, sad, to the reports, the place was built last year, and the covered cost of 170 rooms for a week and a half - 50 of them served the players, the team of professionals working with Luiz Felipe Scolari, the employees of companies that provide services to CBF and VIP guests, including several representatives of the sponsors of the confederation.

Only three-quarters of the 173 available in the hotel remained with their guests - people who practically live on site. Of the 18 floors of the Mercure, not half was used since last Sunday.
The Estadão (journal from São Paulo), talked with three hotel employees on days when the selection was in Porto Alegre to play with France. One of them said he had access to the contract signed between the Mercure and CBF, which was established, for example, the commitment that anyone would use the presidential suite, which runs daily R $ 4000. "This suite is almost owned by Mr. Catra," said the server, referring to the preference of the funk singer when staying in the capital of Goiás

The players and coaching staff have stayed in apartments titled as' top single ". Are suites with double bed, plasma TV 32-inch system, Wi-Fi, safe, air conditioning, desk, and minibar - which, for athletes, contains only water for determination of CBF.

Even with the national selection in the South, the hotel does not accept any new guest and will be until this Wednesday afternoon, when the team travels from Goiania to Brasilia. Opened to the public only for lunch and dinner on Friday, also on Saturday, when he served feijoada, (traditional meal in Brazil, made with black beans and pork meat), and on Sunday. In the second, the security scheme was again hard, preventing the entry of strangers. A replay of the group is scheduled for this Tuesday.

On Wednesday, however, the selection may bump into other people. Because at the Valentine's Day, the Hotel Mercure will host two events that are already sold out - a special lunch dedicated to couples and an evening dance.

According to the CBF, the agreement was signed with the hotel last year, but planning has changed with the implementation of Brazil's friendly match with England at the Maracana. Rather, the entity intended to do in Goiania basis of selection before and during the Confederations Cup. The CBF did not justify paying so many rooms unused.

Unfortunately things here in Brazil do not follow parameters and much less of rationality, see the size of inconvenient to have other guests in the hotel, while the Brazilian team is there. And furthermore, what the Brazilian press would not be able to create and distort the facts, if happen any meeting fans and especially girls, with the players at the hotel.

Therefore, caution sign under this responsibility the CBF, and everyone knows that I am no love by the institution that needs to be oxygenated, for the good of Brazilian football, but one thing, has nothing to do with the other thing. Congratulations to the staff of CBF that legislated in advance and correctly and I will sign under.


Almir Milk and Silvio Barsetti, the Estado. Photo: net. Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Junior.

4 de setembro de 2012

FUTEBOL BRASILEIRO NÃO É VALORIZADO CORRETAMENTE, DIZ WANDERLEY LUXEMBURGO / BRAZILIAN FOOTBALL IS NOT VALUED RIGHT, SAY WANDERLEY LUXEMBURGO.



Longe dos holofotes, o técnico Vanderlei Luxemburgo está encantado com a estrutura do Grêmio. O treinador garante que está em um momento diferente da carreira e já passou da fase de busca por afirmação. Contratado pelo clube gaúcho no início da temporada fez uma imersão de quatro meses no Rio Grande do Sul, para mesclar o estilo aguerrido da equipe com a técnica que tanto gosta de ver em suas equipes.
O treinador garante que aprendeu com todos no Grêmio, desde o presidente até a torcida. Sabe que o time tem chances de conquistar o Brasileiro, mas prefere desviar o foco para uma vaga na Libertadores. Em entrevista exclusiva ao "Estado", publicada nesta terça-feira, Luxemburgo falou sobre o futebol praticado no País, sobre a Copa de 2014 e defendeu a permanência de Neymar no Brasil.
Ao ser questionado se o Barcelona é o exemplo a ser seguido atualmente como modelo de sucesso para o futebol brasileiro, o treinador lembrou que no passado o País se especializou em produzir equipes como a atual dos espanhóis.
"Existe uma desvalorização muito grande do futebol brasileiro. Falam que o Barcelona é um exemplo de time. Mas, quantos times no Brasil se fez como este? Um monte. O Flamengo de Zico tinha 70% de posse de bola. O Santos, que foi campeão da Libertadores, dava espetáculo toda hora. E é recente. Não estou criticando o Barcelona, mas é questão de olhar com bons olhos. Quando falei que iria colocar o Ronaldinho no Flamengo como o Messi joga no Barcelona, me criticaram, pois achavam absurdo não ter centroavante.
É a cultura do Brasil. A Copa de 1970 foi o maior exemplo de que não precisa ter centroavante, o Tostão estava nessa posição, mas fazia igual ao Messi, atuava como meia adiantado", analisou o comandante.
Luxemburgo ainda disse que o fato de hoje o Brasil não exibir equipes com um futebol vistoso é fruto da excessiva preocupação com a defesa e da mudança do estilo de jogo dos times nacionais, que passaram a se pautar nas equipes europeias.
"Quem inventou três zagueiros no Brasil? Isso fez com que acabassem os laterais e os meias, eu venho combatendo isso há muito tempo. Quando fizemos isso na Copa de 90, fiquei muito preocupado com o futebol brasileiro. Fomos imitar os europeus, com o estilo de jogo deles, e esquecemos que tínhamos de incentivar a nossa qualidade, sem abrir mão da modernidade e do compromisso tático. O que aconteceu? Mudamos nosso estilo, perdemos a nossa irresponsabilidade na arte de jogar futebol, que é a maior qualidade que o atleta brasileiro tem. A parte individual quebra a parte tática. Não podíamos tirar essa magia", completou.
COPA DE 2014 - Já ao falar da Copa de 2014, o comandante disse que hoje se vê como um futuro espectador da competição, embora admita que foi procurado para dirigir outras seleções. "Já tive um monte de convites, mas não me vejo trabalhando numa seleção para jogar contra o Brasil. Não me preparei para isso. O Brasil está bem encaminhado pelo Mano e vou ficar como espectador", disse, depois de revelar certa frustração ao ser questionado se pretende ajudar de alguma forma o Brasil no Mundial.
"Aqui no Brasil não chamam a gente para nada, essa é a grande verdade. Mesmo com a experiência que temos de técnico, ex-jogador e não sou chamado. Talvez o único cara que é solicitado no Brasil para tudo é o Parreira", afirmou.
NEYMAR - Grande nome da seleção brasileira na atualidade e hoje considerado o principal trunfo do País para a Copa de 2014, Neymar teve a sua permanência no Brasil defendida por Luxemburgo.
"O mercado brasileiro oferece a condição de crescer aqui. Hoje, paga-se melhor que em muitos lugares da Europa. Não vai acrescentar nada para a carreira dele sair do Brasil para depois voltar e jogar a Copa do Mundo aqui.
Ele está entre os três maiores jogadores do mundo e é melhor ficar aqui, corrigindo seus defeitos e ser o grande nome do Brasil. O único problema que vejo é que a imprensa criou uma proteção muito grande para o Neymar.
Ele tem grande talento, mas não precisa ser protegido. Parece que não se pode marcar duro. O que não pode ser é desleal. E o Neymar está sofrendo para tirar isso de dentro dele, que faz parte do processo de crescimento. A gente viu isso agora na Olimpíada, ele sofreu com isso", opinou.
GRÊMIO - Já ao comentar sobre a atual situação do Grêmio, que hoje ocupa a terceira posição do Brasileirão, apenas três pontos atrás de Atlético-MG e Fluminense, Luxemburgo garantiu que ainda não pensa na conquista do título.
"Como posso pensar em disputa de título se estou atrás? Eu quero ir chegando mais perto. Se continuarmos vencendo e eles (líderes) também, não ganharemos nada. Mas se vencermos e eles não, a gente encosta. O discurso é de pensar no nosso objetivo, que hoje é o da Libertadores.
Essa é a realidade. A grande mudança é que o técnico hoje tem o projeto de levar o time para a Libertadores, isso aumenta a receita em até R$ 30 milhões.
Isso está dentro dos contratos formatados nos clubes com os treinadores, como meta. O São Paulo foi campeão seguido da Libertadores porque antes havia disputado seis vezes seguidas.
Esse ano falei: ''Acho que o Corinthians vai ser campeão da Libertadores'', pois o time vinha de várias disputas anteriores, perdendo, sofrendo. As pessoas entenderam que a Libertadores é a Liga dos Campeões da América do Sul. Isso está valorizado", analisou.
Pela primeira vez na minha modesta opinião, concordo com tudo que o Wanderley  falou, finalmente está com os pés no chão, acho que deve ser a idade, e até os netos que estão lhe dando esta condição de sensatez, comigo se passa  a mesma coisa.
Sobre o valor do futebol brasileiro e de copiarmos o atual modelo espanhol, acho definitivamente que Wanderley está certíssimo, não temos que copiar ninguém. Nós somos os donos do melhor futebol do mundo e quem já passou do meio século  de vida, sabe do que estou falando.
E sobre termos esta síndrome de tentarmos sempre olhar o quintal do vizinho, e achar que eles é que estão certos ou jogando melhor que nós, quero lembrar que somente o Brasil tem cinco títulos de Campeão Mundial e o que nos falta é apenas uma medalha de ouro para sermos e estarmos completos, em todos os tempos, como o País do futebol.
Só quero deixar uma nota, que noto, precisa ser notada. Nossos comentaristas recentes precisam deixar mais de olhar e falar no futebol internacional, até procurando com isto chamar atenção sobre si e parecer intelectual e de gosto refinado. Precisam entender que aqui é o nosso lugar e se nós que fazemos nosso futebol, não dermos valor, quem irá dar.
Sobre a CBF ainda não ter percebido ainda que a seleção nacional merece ter ao invés de um técnico, uma comissão de notáveis, (técnicos atuais e de sucesso do futebol brasileiro), opinando e determinando as convocações, pois assim teríamos uma melhor condição de chamar jogadores, independente do gosto pessoal e individual de uma pessoa somente e até de algumas nuances esquisitas, como a maioria destes jogadores serem representados por um Agente e que até por coincidência é o mesmo que defende os interesses do técnico.
Gostei muito desta fala do técnico, aliás, sou fã dos resultados que ele conseguiu em sua vitoriosa carreira como técnico, não sou adepto da maneira como conduz, mas como dizem os maiores entendedores do futebol, “os resultados justificam os meios”, fico “peixe”.
Fonte: Por LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI E PAULO FAVERO, estadao.com.br, Foto: divulgação.
Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

Away from the spotlight, the head coach Vanderlei Luxemburgo is delighted with the structure of the Grêmio Portoalegrense. The coach ensures that at a different time career and has passed the stage of seeking affirmation. Hired by the club gaucho earlier in the season made a four-month immersion in the Rio Grande do Sul, to merge style with seasoned technical team who both like to see on their teams.

The coach ensures that learned from the Grêmio, from the president to the crowd, means, fans and from everyone. His know that the team has a chance to win the Brazilian Serie A, but rather shift the focus to a spot in the Libertadores. In an exclusive interview with "State", newpaper published on Tuesday, Luxemburg spoke about the football played in the country, about the 2014 World Cup and defended the permanence of Neymar in Brazil.

When asked if Barcelona is the example to be followed today as a model of success for Brazilian football, the coach recalled that in the past the country specializes in producing teams like the current of the Spaniards.

"There is a very large devaluation of Brazilian football. Speak that Barcelona is an example of a team. But how many times in Brazil became like this? A lot. Zico's Flamengo had 70% of possession. Santos, who was champion of the Libertadores, could show all the time. This is recent. I'm not criticizing Barcelona but question is to look with favor. When told that would put Ronaldinho in Flamengo as Messi plays for Barcelona, ​​criticized me because they thought center forward is not absurd.
It is the culture of Brazil. The 1970 World Cup was the biggest example of that need not have center forward, the Tostão was in that position, but was equal to Messi, acted as half early, "analyzed the commander.

Luxemburg also said the fact that Brazil did not show today with a football team is showy fruit of excessive preoccupation with the defense and change the play style of the Brazil national team, which began to be guided by the European teams.

"Who invented three defenders in Brazil? This made the left and right side out and ran out the midfielders too; I've been fighting this for a long time. When did that in World Cup 90, I was very worried about Brazilian football. Imitate the Europeans, with their style of play, and forget that we encourage our quality, without sacrificing modernity and commitment tactical, what happened? We changed our style; we lose our irresponsibility in the art of playing football, which is the highest quality that Brazilian athlete has, individually is part breaks the tactical. Could not get that magic he added”.

WORLD CUP 2014 - Have to mention the 2014 World Cup, the commander said that today sees itself as a future viewer of the competition, although he admits that was sought to direct other selections. "I've had a lot of calls, but do not see myself working in a team to play against Brazil. Not prepared myself for that. Brazil is well underway by Mano and I'll be here a spectator," he said, after revealing some frustration to be asked whether you want to somehow help Brazil in the national team.

"Here in Brazil we do not is call for anything, that's very true. Even with the experience that we must have like a coach, former player is not’s called. Maybe the only guy who is asked for everything in Brazil is the Parreira" said.

NEYMAR - Big name of the Brazilian team today and today considered the main asset of the country for the 2014 World Cup, Neymar had to stay in Brazil said Luxemburg.
"The Brazilian market offers the condition to him grow here. Today it pays better than in many places in Europe. Move out not add anything to his career after leaving Brazil to go back and play the World Cup here.
He is among the top three players in the world and it is better to stay here, correcting its defects and be the big name in Brazil. The only problem I see is that the press has created a great protection for Neymar.

He has great talent, but need not be protected. It seems that you cannot mark hard. What cannot be is unfair. And Neymar is struggling to get it out of him, which is part of the growth process. We see this now in the Olympics, he suffered with it, "he opined.

GRÊMIO - Have to comment on the current situation of the Grêmio, which today ranks third in the Brasileirão, just three points behind Atlético Mineiro and Fluminense, Luxemburg guaranteed that still does not think winning the title.

"How can I think about title shot if I am behind I want to get closer. If we keep winning and them (leaders) also did not win anything. So, if we win and they do not, we hillside. Discourse is thinking about our objective, which is now the Libertadores.

That's the reality. The big change is that the coach now has plans to take the team to the Libertadores, this increases revenues by up to $ 30 million.
This is within the contracts formatted in clubs with coaches, goal. The São Paulo was followed Libertadores champion because before we had played six times in a row.

This year I said:'' I think the Corinthians will be champion of the Libertadores'' because the team had several previous contests, losing, and be hurting. People understood that the Libertadores is the Champions League of South America It is valued, "he said.

For the first time in my humble opinion and may worth nothing, I agree with everything that Wanderley said, is finally with his feet on the ground, I think the age should give this to him, and  that grandchildren are giving wisely this condition.

On the value of Brazilian football and we copy the current Spanish model, I think that definitely Wanderley is absolutely right, we do not have to copy anyone. We are the owners of the best football in the world and who has passed the half-century in his life, knows about  what I mean.
What about having this syndrome to copy, we always try to look at the neighbor's yard, and find that they are right or who is playing better than us, I remember that only Brazil has five World Championship titles and what we lack is only one gold medal in the Olympics games to be complete and we are, at all times, as the country's football.

Just want to leave a note, must be noted the is noticed. Our recent commentators need to stop looking and talking more in international football, looking up with that call attention to them and be seemed intellectual and with refined taste. Need to understand that this is our place and if we do not give value to our football, who will give, nobody.

About the CBF still have not realized yet that the national team deserves have a counselor from at least 3 head coach’s instead to be only one head coach, should have a committee of notables (and current technical success of Brazilian football, opining and determining the summons), so we would have a better condition call players regardless of personal taste and individual of only one person and even some weird nuances, as most of these players are represented by an agent and that by coincidence is the same as defending the interests of the coach too.

I really enjoyed this Wanderley speech, incidentally, I am a fan of the manner he has achieved in his successful career as a coach, I am not adept of his methods and leads the way, but as they say the greatest connoisseurs of football, "the results justify the ways" so I get "fish." (Romário expression to “cool”).

Source: By LUIZ ANTONIO PROSPERI and PAULO FAVERO, estadao.com.br, Photo: publicity.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.

10 de março de 2011

"The way they entered, they can leave," says club president of C13 on dissidents/“Do jeito que entraram, podem sair”, diz presidente do C13 sobre club



Em relação à possível criação de uma liga nacional de clubes independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sonho inicial desde a criação do C13, Koff demonstrou ceticismo.

O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, voltou a defender a licitação pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012-2014, cujo resultado para a TV aberta será conhecido na próxima sexta-feira, e ironizou os clubes dissidentes que ameaçam até deixar a entidade.

Em entrevista publicada na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S.Paulo, o cartola minimizou o racha que atingiu a entidade. "O Clube dos 13 é muito mais que isso.

Tudo o que o futebol brasileiro conseguiu nos últimos 20 anos teve a participação do C13, que nunca foi elitista", afirmou. "É evidente que os clubes que formaram a associação determinam os rumos. E do mesmo jeito que entraram, eles também podem sair. Não sou eu que vou dizer para ficarem."

Em relação à negociação pelos direitos do Brasileirão, Fábio Koff disse que está "cumprindo o que foi acertado com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)". "Assinamos um acordo. E a Globo também assinou. Não fui eu que inventei isso. Se os clubes entenderem que não precisam cumprir o compromisso assinado com o CADE, façam como quiserem. Eu não tenho de cumprir."

Em relação à possível criação de uma liga nacional de clubes independente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sonho inicial desde a criação do C13, Koff demonstrou ceticismo. "Essa é uma coisa que até agora não conseguimos. Na hora de fincar pé e fazer prevalecer os direitos, sempre houve recuo. Mas se tudo isso resultar numa liga independente, que não tenha ligação nenhuma com o poder central, ótimo", diz.

Há muito tempo que o futebol brasileiro precisa ser trazido ao futebol mundial, primeiro ajustando seu calendário com o resto do mundo, segundo seguindo as regras dos órgãos que norteiam o futebol mundial, sem isto, o que será dele.

Este negócio de “não se ter ligação nenhuma com o poder central”, tudo tem que ter um poder central, ou será que alguém quer ser a CBF ou quer tomá-la do atual presidente? Fica a pergunta, alguma coisa está mal explicada e mal resolvida, porque não se lavar a roupa suja. De uma coisa todos nós sabemos, ou muda ou então as coisas vão continuar como estão, um Deus nos acuda e o futebol brasileiro vai cair mais do que já caiu.

Cada um faz o que quer e tudo depende de seu “ego” de seu interesse em ter poder e isto não é correto porque o futebol em si mesmo já diz que é um esporte coletivo. Além de que o futebol brasileiro tem que fazer parte da comunidade mundial.

Precisamos dar condição e ordem a todo o futebol brasileiro aparecer, porque o País não se resume ao Sul e Sudeste somente, temos Norte e Nordeste, temos que parar de sermos racista de termos preconceitos, todos os clubes que se atualizarem se profissionalizando como manda a administração empresarial, eles precisam e merecem fazer parte do futebol profissional brasileiro, afinal tudo é Brasil.

Logicamente que cada clube tem que ser e ter uma administração profissional e competente, não adianta apenas receber o dinheiro da TV e continuar amadoramente administrado, todos sabem o que acontece. Os exemplos se multiplicam todos os dias, clubes que tem grandes torcidas, que tem tradição, clubes que tem 100 anos de fundado, que tem estádios e história, etc., saem do cenário do futebol e passam a serem massas falidas.

Todos têm que se repaginarem, tem que tratar o futebol como uma empresa até mesmo o governo federal que fica à parte, sem interferir, mais o futebol precisa desta interferência, afinal de contas paga impostos, emprega gente e presta serviço a população, então tem dever para com a Nação.


Fonte: ESPN.COM
Comentário e Tradução: Roberto Queiroz de Andrade.

Regarding the possible creation of a National League club independent of the Brazilian Football Confederation (CBF), the initial dream since the creation of C13, Koff also expressed skepticism.

The President of Club 13, Fábio Koff, again defended the bidding for broadcast rights to the Brazilian championship in three years 2012-2014, whose results for the broadcast TV will be known next Friday, the clubs and joked dissidents who threaten to leave the organization.

In an interview published in Thursday edition of the newspaper O Estado de S. Paulo, the topper downplayed the rift that has reached the entity. "The 13 Club is much more than that.

All that the Brazilian football got in the last 20 years has had the participation of the C13, which has never been elitist," he said. "Clearly the clubs that formed the association determine the directions. And the same way they entered, they can also leave. Is not I who will say to stay."

Regarding trading rights of the Brasileirão, Fábio Koff said he is "doing what was agreed with the CADE (Administrative Council for Economic Defense)." "We signed an agreement. And the TV Globo has also signed. I did not invent it. If clubs do not need to understand that to fulfill the commitment signed with CADE, do as you like. I do not have to meet."

Regarding the possible creation of a National League club independent of the Brazilian Football Confederation (CBF), the initial dream since the creation of C13, Koff also expressed skepticism. "This is something that eluded us. At the time of a toehold and enforce the rights, always have been abandoned. But if all this turn into an independent league, which does not have any connection with the central power, great," he says.

A long time ago that Brazilian football needs to be brought to the football/soccer world, first by adjusting your calendar with the rest of the world, according to following the rules of the bodies that govern football world FIFA, without this, what will be his.

This business of "not having any connection with the central power," how can? Everything must have a central power, or does anyone want to be the CBF or want to take its current president away? The question remains, something is badly explained and poorly resolved, because they do not wash your dirty laundry. Of one thing we all know, or change or the things will continue as they are, God help us and a Brazilian football will fall more than it fell.

Each does what he wants and it all depends on your "ego" of its interest in having power, and this is not correct because football itself already says it is a team sport. Besides that Brazilian football has to be part of the world community.

We need to give order and condition the entire Brazilian football/soccer appears, because the country is not confined only to South and Southeast, we have North and Northeast, we have to stop being racist to have preconceptions, all clubs that if they upgrade to more professional as required by corporate governance, they need and deserve to be part of the Brazilian professional football, after all is Brazil.

Logically, each club has to be and to have a professional and competent administration, no good just to get the money from TV and still managed amateurs, and everyone knows what happens. The examples are multiplying daily, clubs that have great fans, which has a tradition, which has 100 clubs years of foundation, which has stadiums and history, etc.., Leaving the football scene to the masses and become bankrupt.

Everyone has to repaginate, have to treat the football like a business even the federal government that stands at side, without interference, plus the football/soccer needs of this interference, after all the clubs have to pay taxes, employ people obey the labor federal rules and serving the population, then it has duty to the nation.


Source: ESPN.COM
Commentary and Translation: Roberto Queiroz de Andrade.