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28 de maio de 2015

Rússia detona ação dos EUA na FIFA: 'Parem de fazer justiça além das fronteiras'



A Rússia não gostou nem um pouco da ação da polícia norte-americana, que prendeu dirigentes da FIFA acusados de corrupção. Nesta quarta-feira (27), o Ministério de Relações Exteriores russo atacou a atitude dos Estados Unidos e definiu como "ilegal".


Em um comunicado, o ministério afirmou que se trata de "outro caso ilegal e extraterritorial da lei norte-americana". Além disso, pede que os EUA "parem de tentar fazer justiça além de suas fronteiras".
"Sem entrar em detalhes sobre as acusações ... este é claramente um caso de uso extraterritorial ilegal de lei norte-americana", aponta o comunicado no site do Ministério das Relações Exteriores russo.
"Esperamos que isso não irá de forma alguma ser utilizado para lançar uma sombra sobre a organização internacional do futebol como um todo e as suas decisões. Mais uma vez vamos pedir a Washington para parar tentativas de fazer justiça muito além de suas fronteiras usando suas normas legais. E para seguir os procedimentos legais internacionais", aumentou.
Entenda o caso
A dois dias da eleição para a presidência, um terremoto sacode a FIFA. Na madrugada desta quarta-feira, horário brasileiro, uma operação especial das autoridades suíças, sob liderança do FBI, prendeu sete executivos importantes da entidade sob a acusação de corrupção, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O grupo dos detidos será extraditado para os Estados Unidos a fim de uma maior investigação sobre o assunto na federação mais importante do futebol mundial.
Segundo nota oficial do Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus são acusados de extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro, entre outros delitos, em um "esquema de 24 anos para enriquecer através da corrupção no futebol". Sete deles foram presos na Suíça. Além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. Um mandado de busca também será executado na sede da Concacaf, em Miami, nos EUA.
O brasileiro J.Hawilla, dono da Traffic, conhecida empresa de marketing esportivo, é um dos réus que se declararam culpados, assim como duas empresas de seu grupo, a Traffic Sports International Inc. and Traffic Sports USA Inc. Em dezembro de 2014, segundo a justiça dos EUA, ele concordou em pagar mais de 151 milhões de dólares, sendo que US$ 25 mi foram pagos na ocasião. As acusações são de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.
Além de Hawilla, também se declararam culpados o norte-americano Charles Blazer, ex-secretário-geral da Concacaf e ex-representante dos EUA no Comitê Executivo da FIFA; Daryan e Daryll Warner, filhos do ex-presidente da FIFA Jack Warner.
Hummmmmmm, tem coisa nisto, e mesmo todos sabendo que hoje (o globo terrestre) é um mundo globalizado, uma única TERRA, ainda pensam que se pode permanecer nos séculos passados, onde, matar, roubar, saquear Países, escravizar era livre e quem tivesse mais poder/dinheiro, podia fazer tudo isso. Ledo engano amigos, hoje se dar um espirro na China e adoecemos aqui da gripe suína, uma vaca morre na Gran Bretanha e ficamos aqui de sobreaviso.
Ora, se eles (Russia), não gostam disso, não tem também o Direito de interpelar os Estado Unidos, pois, estarão incorrendo no mesmo erro (ou será que a justiça só é legal para eles?). E provavelmente teremos noticias sobre os escândalos na própria Rússia e no Catar, sobre estas próximas Copas, quem viver verá. 

Tenho certeza de que logo, logo, teremos isso revelados e a truculência ou imposição desta Nação que deve se parar o combate e a corrupção no mundo. Vá em frente US.

27 de maio de 2015

'Dono do futebol brasileiro', réu confesso J. Hawilla terá que devolver US$ 151 mi

Além do ex-presidente da CBF José Maria Marin, de 83 anos, outros dois brasileiros são citados pela Justiça norte-americana no escândalo de corrupção entre a FIFA e empresas de marketing e transmissão esportiva.
O mais conhecido deles é o réu confesso José Hawilla, de 71 anos, dono da Traffic Group, maior agência de marketing esportivo da América Latina, que tem os direitos de transmissão, patrocínio e promoção de campeonatos de futebol e jogadores, além de empresas de comunicação no Brasil.
O departamento de Justiça revelou que J. Hawilla, como prefere ser chamado, teria confessado culpa, em dezembro do ano passado, por acusações de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça - ele é o único brasileiro entre os réus confessos declarados culpados pela Justiça dos EUA.
O caso envolvendo Hawilla, uma das figuras mais proeminentes do futebol nacional, só veio a público na manhã desta quarta-feira, com a divulgação da nota do departamento de Justiça, onde aparece com destaque.
Segundo a nota do governo dos EUA, o executivo teria concordado com o confisco de US$ 151 milhões de seu patrimônio - US$ 25 milhões deste total já teriam sido pagos no momento da confissão. O mandatário da Traffic já foi classificado diversas vezes pela imprensa nacional como "dono do futebol brasileiro".
De acordo com reportagens publicadas pela imprensa brasileira nos últimos 10 anos, estima-se que o faturamento anual da empresa de J. Hawilla, que começou a carreira profissional como vendedor de cachorros-quentes, gire em torno de US$ 500 milhões.

Negócios lucrativos

O Departamento de Justiça americano indiciou 14 pessoas por fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha: nove dirigentes da FIFA e cinco executivos de empresas ligadas ao futebol.
O grupo é acusado de armar um esquema de corrupção com propinas de pelo menos US$ 150 milhões de dólares (mais de R$ 470 milhões), que existe há pelo menos 24 anos.
"O indiciamento sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profundas tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos”, disse a procuradora-geral Loretta Lynch. "Essa corrupção começou há pelo menos duas gerações de executivos do futebol que, supostamente, abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em subornos e propina."
A nota divulgada pela Justiça americana afirma ainda que investiga suposto pagamento e recebimento de suborno e propina em um acordo de patrocínio "da CBF com uma grande fabricantes de roupas esportivas dos EUA", na seleção do país anfitrião da Copa do Mundo de 2010 e nas eleições presidenciais da FIFA em 2011.
“Que fique claro: este não é o último capítulo na nossa investigação”, disse o procurador americano Kelly T. Currie, durante o anúncio dos envolvidos no esquema de corrupção.
A empresa de J. Hawilla é a atual responsável pelos direitos de torneios como a Copa Libertadores, passes de jogadores como o argentino Conca e o brasileiro Hernanes, dona de times como o Estoril Praia, de Portugal, e pelas vendas de camarotes do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo.
A Traffic teve exclusividade na comercialização de direitos internacionais de TV da Copa do Mundo da FIFA no Brasil, em 2014. O empresário brasileiro também foi o responsável pelo contrato celebrado em 1996 entre a Nike e a seleção brasileira - alvo de uma CPI, encerrada em junho de 2001 sem desdobramentos práticos.
Em 2008, J. Hawilla foi eleito o 56º homem mais influente do futebol mundial pela revista britânica World Soccer.

Marin e Margulies

José Maria Marin, presidente da CBF até o mês passado, é outro brasileiro entre os detidos pela polícia americana. Aos 83 anos, tem fama de ter subido na carreira por ser "o homem certo no lugar certo".
Marin já foi governador biônico de São Paulo durante a Ditadura Militar, deputado estadual paulista e vereador paulistano. Atualmente, ele é filiado ao PTB.
Assumiu o governo de São Paulo em 1982, quando o então governador Paulo Maluf foi disputar o cargo de deputado federal.
Também chegou à Presidência da CBF com uma renúncia, quando Ricardo Teixeira deixou o cargo por problemas de saúde e pressionado por denúncias de irregularidades à frente da entidade. Conforme estatuto da CBF, como Marin era o vice mais velho, ele assumiu a presidência da federação, integrando também a chefia do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014.
Logo que assumiu o cargo, Marin já foi reconhecido por gafes: já confundiu Ronaldo com Romário e, em 2012, foi flagrado colocando no bolso uma das medalhas da Copa São Paulo de Futebol Júnior durante a premiação aos jogadores vencedores do torneio.
O terceiro brasileiro investigado pelo FBI é José Margulies, de 75 anos, proprietário das empresas Valente Corp. e Somerton Ltd., ambas ligadas a transmissões esportivas.
Segundo o departamento de Justiça, Margulies supostamente atuou como intermediário para facilitar pagamentos ilegais entre executivos de marketing esportivo e autoridades do futebol.
Margulies aparece na lista dos acusados pela Justiça americana - que inclui outras nove pessoas, mas não traz mais informações sobre os desdobramentos práticos das acusações.
Uma representante da Traffic Sports disse à BBC Brasil que não havia ninguém disponível para comentar o teor da nota, até a publicação desta reportagem.
Reportagem da BBC em Londres.

17 de agosto de 2013

CORINTHIANS USA DOUTOR EM FUTEBOL PARA ENCURTAR DISTÂNCIA ENTRE BRASIL E EUROPA / CORINTHIANS USES DOCTOR IN FOOTBALL TO SHORTEN THE DISTANCE BETWEEN BRAZIL AND EUROPE


Mestre e doutor em ciências do desporto, Rodrigo Leitão está à frente do time Sub-17 do Corinthians desde 2010 e destoa do tradicional técnico boleiro que predomina no país desde sempre. Dono de vasto currículo acadêmico, o aspirante a jogador que passou por Ponte Preta e Guarani opina sobre temas polêmicos, compara o futebol brasileiro ao europeu e tem, como um dos objetivos de profissão, melhorar a formação dos jogadores em terras verde-amarelas. Tudo para que, no futuro, a distância para o Velho Mundo no esporte não seja tão grande. 
Na teoria, além do mestrado e do doutorado, ambos realizados na Unicamp, Rodrigo Leitão tem cursos de especialização em nutrição, psicologia e pedagogia aplicadas ao esporte. Na prática, ele trabalhou com futsal, futebol feminino e foi assistente-técnico de futebol profissional antes de comandar times da base do Paulista e do Desportivo Brasil (clube aliado à TRAFFIC).
Hoje, ele faz parte de um sistema integrado do Corinthians, que envolve outros profissionais com experiência acadêmica em diferentes categorias. Um dos objetivos do trabalho é entregar ao time profissional, no futuro, jogadores mais capazes de compreender a estrutura de jogo. Na visão de Rodrigo Leitão, esse é um dos grandes motivos para a distância que existe entre o futebol que se pratica na Europa e no Brasil.
Finalmente estamos vendo as coisas mudarem, ainda temos um longo caminho pela frente, pois seria excelente termos os atletas que tiveram uma vida completa como jogador profissional, adquirirem conhecimento cientifico, porque assim, estaria com o ciclo completo. Certo, que este rapaz tem muita coisa no balaio, muita coisa para dar e passar, mas, teria muito mais se tivesse sido um boleiro profissional, mas, já é um excelente começo.
Espero que os outros clubes imitem o Corinthians neste sentido, assim o nível de formação dos futuros atletas profissionais do futebol poderá se equiparar aos jogadores europeus.
Gustavo Franceschini. UOL. Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Junior.
Master and PhD in sports science, Rodrigo Leitão is ahead of the under-17 team since 2010 and the Corinthians diverges from traditional technical ball retriever that prevails in the country ever since. Owner broad academic curriculum, the aspiring player who went through Ponte Preta and Guarani opinion on controversial issues, compares the European and Brazilian football has, as one of the goals of profession, improve the training of players in yellow-green land. All so that, in future, the distance to the Old World in the sport is not so great.

In theory, beyond the master's degree and doctorate, both performed at UNICAMP, Rodrigo Leitão has others specialized courses in nutrition, psychology and pedagogy applied to sports. In practice, he worked with football, women's football and was assistant coach of the professional football teams before commanding the base of the Paulista, Brazil Sports (club allied with TRAFFIC).

Today, he is part of an integrated system of Corinthians, which involves other professionals with expertise in different academic categories. One of the goals is to deliver professional team in the future; players are able to understand the game structure. In view Rodrigo Leitão, this is one of the major reasons for the gap that exists between football that is practiced in Europe and Brazil.

Finally we are seeing things change, we still have a long road ahead, it would be great to have athletes who have had a full life as a professional player because well, would be with the full cycle. Okay, this guy has a lot in hamper, a lot to give and spend, but would have much more if he had been a professional ball retriever, but now is an excellent start.

I hope the other clubs like Corinthians should imitate this effect, so the level of training of future professional football athletes could match European players.


Gustavo Franceschini. UOL. Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Junior.

11 de fevereiro de 2012

Em SP, sindicato cria punição para clube mau pagador / In São Paulo, the Players Sindicate (union) creates a punishement for no wages payments.


A gastança de alguns clubes faz com que a direção do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo tema pela formação de uma "bolha" salarial que pode trazer sérias consequências ao futebol.

De acordo com o presidente do sindicato, Rinaldo Martorelli, percebe-se dois tipos de comportamento dos dirigentes. No primeiro caso, comprometem a receita dos novos contratos de TV antes mesmo de o dinheiro cair na conta. O segundo é o cartola que, mesmo ciente de que não tem condições de pagar, oferece o salário, assina o contrato e manda o jogador procurar a Justiça quando o pagamento está atrasado. "Em São Paulo fizemos constar no regulamento do Paulista uma pena de perda de pontos para o clube que ficar com salários atrasados."

Já temos sim, uma grande bolha salarial e mais, o exemplo disto começa num dos maiores clubes brasileiros, que é o Flamengo e até podemos dizer que seja em um dos maiores clubes do mundo. Vejam o exemplo irresponsável da Traffic e do próprio clube que não honra seus compromissos e troca de técnico para tentar camuflar esta atitude insana, não estão pagando o Ronaldinho Gaúcho. Infelizmente temos que exigir responsabilidade dos dirigentes (se é que isto existe no Brasil), para que não acabemos de ver os clubes fecharem, como quase aconteceu com o Santa Cruz (Recife) , Paysandù, Remo, CRB, e tantos outros.

Fonte: Estado de São Paulo. Foto: divulgação.

Comentário: Roberto Queiroz. Tradução: Roberto Queiroz e Roberto Queiroz Junior.

The spending of some clubs makes the direction of the Syndicate of Professional Athletes of the State of issue by forming a "bubble" wage that can bring serious consequences to the Brazilian football.


According to the union (Sindicate) president, Rinaldo Martorelli, we find two types of behavior of leaders. In the first case, endanger the revenue of the new TV contracts before they drop money in the account. The second is the hat that even aware that cannot afford to pay, the salary offers, sign the contract and sends the player to seek justice when the payment is late. "In Sao Paulo we listed in the regulation of São Paulo for a penalty of loss of points for the club to stay with back wages."

We already have a great example of salary bubble, and more, the example begin at one of the major Brazilian club, the Flamengo, and we can say that is in one of the biggest clubs in the world. Take the example of the irresponsible Traffic and the own club that does not honor its commitments, and does now a coach change trying to disguise this insane attitude, they are not paying Ronaldinho Gaúcho. Unfortunately we have to demand accountability of the managers (if it exists in Brazil), or this will end in clubs needing to close, as almost happened with the Santa Cruz (Recife), Paysandu, Remo, CRB, and many others.

Source: Journal State of Sao Paulo. Photo: publicity.
Comment: Roberto Queiroz. Translation: Roberto Queiroz and Roberto Queiroz Junior.